Brasil: Uma tragédia chamada Covid-19 e seus efeitos inflacionários

A pandemia da Covid-19 que chegou ao Brasil a partir do mês de março de 2020 veio em forma de tragédia ao matar mais de 600 mil pessoas, sem contar milhões de infectados que buscaram a saúde pública para se curar do coronavirus. Com a vacinação em massa a partir deste ano de 2021, a pandemia arrefeceu, mas ainda não acabou, pois novas cepas surgem para preocupar a população mundial. Portanto, ainda é necessário muito cuidado para se proteger e previnir do coronavirus e suas mutações. Por outro lado, além de afetar a saúde pública a pandemia trouxe graves reflexos para a economia, notadamente o aumento expressivo da inflação que, muito preocupa os brasileiros no ano vindouro de 2022. O brasileiro, que desde o plano real a partir de 1994 viveu tempo de economia relativamente estável, teve que a partir de 2020 conviver com inflação brutal no preço de alguns produtos, sem que os salários fossem corrigidos na mesma proporção. É certo que a maioria dos brasileiros não tem educação financeira, matéria que deveria ser obrigatória nos colégios, mas se viu compelida a economizar ou buscar alternativas que substituam produtos, vez que muitos itens básicos sofreram aumento de mais de 50%. Itens da cesta básica, como feijão, oléo de soja, café, carne bovina, são exemplos mais comuns. Os combustíveis também não aliviaram a vida do brasileiro, pois aumentaram cerca de 60%, como a gasolina, gás de cozinha, etanol e diesel, sem falar no aumento expressivo da tarifa de energia elétrica. A construção civil também contribuiu para o aumento abusivo da inflação, é só verificar o preço do cimento, ferro, madeira, dentre outros. Para aqueles que pensam em adquirir ou trocar de veículo, terão que pagar no mínimo 50% a mais, se comparado a período anterior a pandemia. Assim, em 2022 o brasileiro vai continuar pagando o preço de uma inflação  brutral, sem que seus salários e rendimentos sejam corrigidos proporcionalmente, provocando o empobrecimento, sobretudo, da população mais carente.