Os resultados das eleições de 4 de outubro de 2026 em Livramento de Nossa Senhora produziram um retrato político muito mais contundente do que se imaginava antes da votação. Depois das divisões ocorridas no grupo que venceu a eleição municipal de 2024, da saída de antigos aliados e, principalmente, do reposicionamento do ex-prefeito Ricardinho, agora liderando um campo distinto, havia expectativa de que o primeiro confronto entre as duas forças fosse marcado pelo equilíbrio. Os números apresentados após a apuração, porém, apontaram em outra direção e deram à prefeita Joanina Sampaio uma vitória política de grandes proporções.
O resultado ganha significado porque esta foi a primeira oportunidade concreta de medir a força dos grupos depois do rompimento. Independentemente das razões que provocaram as divergências, a eleição de 2026 colocou lado a lado candidaturas apoiadas pelas duas correntes e permitiu avaliar o poder de mobilização de cada uma. E, nesse primeiro teste, o grupo comandado por Joanina conseguiu construir vantagens expressivas tanto para deputado estadual quanto para deputado federal.
Na disputa estadual, a força da prefeita não ficou restrita à votação de Ivana Bastos. A deputada recebeu 10.558 votos no município, enquanto Vitor Azevedo alcançou 1.759 e Zé Raimundo outros 1.140 votos entre as candidaturas contabilizadas pelo grupo de Joanina. Juntos, somaram 13.457 votos. Do outro lado, Marquinho Viana, candidato apoiado pelo grupo do ex-prefeito Ricardinho, recebeu 7.077 votos. A diferença entre os dois conjuntos chegou, portanto, a 6.380 votos em favor da atual prefeita.
O resultado para deputado federal tornou a distância ainda mais impressionante. Segundo o levantamento realizado, dez candidatos vinculados a lideranças que integram o grupo de Joanina alcançaram, juntos, 15.696 votos. Manoel Rocha liderou essa relação com 3.805 votos, seguido por Roberta Roma, com 2.177, Daniel Almeida, com 1.723, Vitor Bonfim, com 1.631, Charles Fernandes, com 1.284, Diego Coronel, com 1.257, Waldenor Pereira, com 1.240, Jorge Solla, com 1.018, Sérgio Brito, com 899, e Jayminho Vieira Lima, com 662 votos.
No campo liderado pela oposição, Bacelar recebeu 4.370 votos. Considerando o conjunto de candidaturas atribuídas no levantamento atribuído aos dois grupos políticos, a diferença na eleição federal alcançou extraordinários 11.326 votos em favor da base de Joanina. É justamente a soma dos diferentes candidatos apoiados pelas lideranças de cada lado que oferece uma dimensão mais ampla da capacidade de mobilização dos grupos locais.
Os números ajudam a explicar a comemoração da prefeita e de seus aliados. Joanina não apenas conseguiu atravessar uma divisão política que poderia provocar desgaste, como demonstrou capacidade para reorganizar sua base, reunir novas forças e manter ao seu redor um conjunto diversificado de lideranças. Em vez do enfraquecimento que alguns poderiam esperar depois da perda de antigos companheiros, o primeiro grande teste eleitoral apresentou uma situação bastante diferente.
Joanina adotou como marca uma gestão de proximidade. Visitas às residências, bairros e comunidades rurais, reuniões em praças, ruas e até debaixo de árvores, além do atendimento de moradores em sua própria residência, compõem uma maneira particular de exercer o cargo. A prefeita procura manter contato permanente com a população e sustenta que governar um município da dimensão de Livramento exige não apenas planejamento e grandes obras, mas sensibilidade para compreender principalmente as necessidades daqueles que mais dependem dos serviços públicos.
Essa filosofia também vem sendo aplicada aos atendimentos municipais. Saúde, educação e assistência social estão entre as áreas nas quais a administração busca ampliar serviços e, ao mesmo tempo, cobrar dos servidores que mantêm contato direto com os cidadãos uma postura de respeito, atenção e humanidade. A humanização do serviço público passou a ser apresentada como uma das prioridades da gestão.
Joanina adotou como marca uma gestão de proximidade. Visitas às residências, bairros e comunidades rurais, reuniões em praças, ruas e até debaixo de árvores, além do atendimento de moradores em sua própria residência, compõem uma maneira particular de exercer o cargo. A prefeita procura manter contato permanente com a população e sustenta que governar um município da dimensão de Livramento exige não apenas planejamento e grandes obras, mas sensibilidade para compreender principalmente as necessidades daqueles que mais dependem dos serviços públicos.
Essa filosofia também vem sendo aplicada aos atendimentos municipais. Saúde, educação e assistência social estão entre as áreas nas quais a administração busca ampliar serviços e, ao mesmo tempo, cobrar dos servidores que mantêm contato direto com os cidadãos uma postura de respeito, atenção e humanidade. A humanização do serviço público passou a ser apresentada como uma das prioridades da gestão.
Ao mesmo tempo, Livramento continua recebendo investimentos importantes. Dados divulgados pelo Governo da Bahia apontam um amplo conjunto de intervenções no município, envolvendo saneamento, saúde, educação, pavimentação, pontes e infraestrutura. Entre os projetos de maior dimensão está o sistema de esgotamento sanitário, além de investimentos no Hospital Municipal, pavimentações e intervenções destinadas tanto à sede quanto às comunidades rurais.
É justamente a combinação entre obras estruturantes e atendimento cotidiano que ajuda a compreender a estratégia política e administrativa de Joanina. A prefeita procura mostrar que uma gestão não pode ser avaliada apenas pelas grandes intervenções físicas, mas também pela maneira como recebe um paciente, atende uma família necessitada, escuta uma comunidade rural ou responde às pequenas demandas que fazem enorme diferença na vida de quem precisa do poder público.
Entre seus apoiadores, essa proximidade acabou rendendo a Joanina o apelido de “mãe dos humildes”. Trata-se de uma expressão política de seus aliados, mas que traduz a imagem que a prefeita procura construir, a de uma gestora capaz de buscar grandes investimentos sem abandonar o contato pessoal com os moradores e sem estabelecer distinções no atendimento em razão das preferências partidárias.
Os resultados de 2026 não permitem antecipar o que acontecerá numa futura eleição municipal, porque cada disputa possui circunstâncias, candidaturas e motivações próprias. Mas seria igualmente equivocado ignorar a dimensão política do que ocorreu em Livramento. Depois de uma divisão importante, situação e oposição chegaram ao primeiro teste eleitoral reorganizadas e defendendo candidatos distintos. Quando os votos foram contabilizados, a diferença entre os grupos foi muito maior do que a expectativa de uma disputa equilibrada sugeria.
Os números são eloquentes, foram 13.457 votos atribuídos às candidaturas estaduais apoiadas pelo grupo da prefeita contra 7.077 do grupo adversário, vantagem de 6.380 votos. Na disputa federal, foram 15.696 contra 4.370, uma distância ainda maior, de 11.326 votos.
Esse talvez seja o dado político mais importante da eleição em Livramento. Joanina perdeu antigos aliados, mas demonstrou capacidade de construir uma nova sustentação. Enfrentou o primeiro confronto direto após as divergências e saiu dele fortalecida. Liderou diferentes correntes dentro de sua base e conseguiu transformar a diversidade de candidaturas apoiadas por seus aliados em um expressivo capital eleitoral coletivo.
Se havia dúvida sobre quem sairia fortalecido do primeiro embate depois do rompimento, 4 de outubro ofereceu uma resposta bastante clara. A vitória do grupo de Joanina foi ampla, numericamente incontestável e politicamente significativa. Para a prefeita, representa o reconhecimento que ela atribui ao trabalho, à presença nas comunidades, à humanização dos serviços e às ações realizadas na sede e na extensa zona rural. Para Livramento, inaugura uma nova configuração política, agora com Joanina Sampaio não apenas ocupando a Prefeitura, mas demonstrando, pelos números de 2026, capacidade própria de liderança e mobilização popular.