O volume de água da Barragem Luis Vieira em Rio de Contas registrado hoje (08), é de 15.026.700m³, que equivale a 15,12% de sua capacidade, com recarga de 2.757.700 m³. Mesmo após as chuvas do início de janeiro, a situação do reservatório ainda é crítica. O tempo segue quente e seco até a próxima segunda-feira (13). A partir do dia 14 a previsão indica pancadas de chuvas. Veja no gráfico.
A articulação feita entre o Palácio do Planalto e o Congresso para permitir que usinas e postos de combustível comercializem etanol entre si pode refletir numa diminuição do preço do álcool e da gasolina nos postos de abastecimento. Essa é a avaliação do presidente do Sindcombustíveis Bahia, Walter Tannus.
“Eu acho que na gasolina, sim, porque concorre com o etanol. Acho que na gasolina acaba interferindo. No diesel não deve haver nenhuma interferência”, opina, em entrevista ao Bahia Notícias.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta terça-feira (7) que conversará sobre o assunto com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP). O intuito é mobilizar esforços no Congresso para que o projeto, proposto pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), ganhe destaque. Na visão do governo, o preço do combustível pode diminuir em cerca de R$ 0,20.
“É um assunto que impacta bastante na revenda, porque ele traz uma mudança na cadeia de comercialização do produto. É uma mudança grande e que, em princípio, deve beneficiar o consumidor final. Mas nós temos que ter cuidados para que sonegadores não se aproveitem dessa brecha e passem a burlar o fisco”, acrescenta Tannus.
PREOCUPAÇÃO FEDERAL
Este é um dos esforços propostos pelo governo Bolsonaro para conter a eventual alta no preço do combustível em decorrência da tensão envolvendo Estados Unidos e Irã, após a morte do general iraniano Qassem Soleimani, na última semana, num ataque autorizado pelo presidente norte-americano Donald Trump.
Na última segunda-feira (6), o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse ter se reunido com Bolsonaro para tratar sobre o tema. "Temos que criar, talvez, mecanismos compensatórios que compensem esse aumento sem alterar o equilíbrio econômico do país. Que isso não gere inflação, mas também não frustre expectativa de receitas", afirmou o ministro, segundo a Agência Brasil.
O presidente voltou a defender nesta terça possibilidade dos estados reduzirem a alíquota do ICMS sobre combustíveis. "Aproximadamente um terço do preço combustível, no final, são impostos estaduais, o ICMS. No Rio de Janeiro, por exemplo, está em 30%", afirmou Bolsonaro.
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse hoje (7) ter a expectativa de que chegue a 100 mil o número de vagas destinadas ao projeto piloto do Enem Digital – plataforma por meio da qual o Exame Nacional do Ensino Médio será feito via internet. Inicialmente, a expectativa era de que o piloto do programa abrangesse 50 mil vagas.
“O Enem Digital vai entrar em vigor este ano em 15 capitais como projeto piloto voluntário, para alguma coisa entre 50 e 100 mil vagas. E depois, no futuro, espalhá-lo pelo Brasil todo”, disse hoje Weintraub, ao participar do Revista Brasil, programa da Rádio Nacional de Brasília ancorado pelo jornalista Valter Lima, veiculado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Cerca de 3,9 milhões de candidatos participaram da edição 2019 do exame.
Para o governo, o Enem Digital vai permitir a utilização de novos tipos de questões com vídeos, infográficos e até a lógica dos games. A sequência do programa, no entanto, depende da estruturação das escolas públicas brasileiras, em especial de seus laboratórios de informática.
“Levaremos informática para todas as escolas do Brasil. Este ano já vamos cobrir quase tudo, mas ao longo do tempo o pessoal terá laboratório de informática e estará preparado para fazer o Enem Digital, porque não adianta passarmos para o Enem Digital sem dar condições de competição para o filho de quem não tem internet nem computador. Por isso, ao longo deste governo, o Enem passará a ser 100% digital. Mas isso será feito de forma gradual”, acrescentou o ministro.
Segundo ele, ao final do processo, o Enem Digital proporcionará grande economia de dinheiro público, uma vez que, quando feito no papel, o exame acaba sendo mais caro por conta de sua logística.
“Quando digitalizar tudo, o Enem ficará mais barato. A pessoa poderá marcar com antecedência o dia que vai fazê-lo, além de não ter problema caso perca o prazo. Caso tenha problema, ele pode remarcá-lo, sem risco de perder o ano”, acrescentou o ministro.
Previsões para 2020
Ainda durante a entrevista, Weintraub fez algumas projeções sobre as ações que serão implementadas por sua pasta em 2020. “A gente arrumou a casa e agora começaremos a entregar resultados”, disse.
“Por exemplo, na parte de bolsas não apenas estamos mantendo como ampliando-as. Criamos novas bolsas para pesquisar especificamente crises ambientais como derramamento de óleo. Foi criada uma bolsa só para isso. Tem também a ampliação do programa de apoio a pós-graduação para a Amazônia Legal stricto sensu [mestrado e doutorado]”, disse.
Segundo ele, a ideia é, ao longo do ano, avançar no sentido de melhor distribuir bolsas pelo território nacional, de forma a beneficiar localidades que historicamente são menos atendidas. Weintraub destacou também a criação de um portal de periódicos que disponibilizará os principais jornais e revistas científicos.
“E no programa de formação de professores, além de mantermos todos programas, estamos fazendo a parte de formação de professores da educação básica no exterior, principalmente nos Estados Unidos, Canadá, e agora, entrando também, a Irlanda. Dessa forma, a pessoa poderá sofisticar seu inglês, ver outras realidades e trazer isso para ensinar nossas crianças”.
Ainda de acordo com o ministro, a capacitação e o treinamento dos professores virão junto com a valorização da profissão, “que terá seu piso salarial aumentado em 12% este ano”.
A queda de um avião ucraniano perto da capital do Irã causou a morte de todas as pessoas que seguiam a bordo, de acordo com as autoridades de emergência iranianas. Seriam, pelo menos, 170 pessoas. As primeiras informações indicam problemas mecânicos como causas do acidente.
Pelo menos 170 pessoas, entre passageiros e tripulantes, seguiam a bordo do Boeing 737, que caiu pouco depois de decolar do Aeroporto Internacional Imam Khomeini, em Teerã. O avião tinha como destino a capital ucraniana Kiev.
A Cruz Vermelha iraniana adiantou que não há sobreviventes.
Segundo informação divulgada anteriormente pela televisão estatal iraniana, 180 pessoas seguiam a bordo.
O governo ucraniano já anunciou a criação de um grupo para investigar o acidente.
“O avião caiu cinco minutos depois de decolar, disse o porta-voz da aviação civil Reza Jafarzadeh. “O piloto não teve qualquer contato com a torre de controle e não anunciou qualquer situação de emergência antes do acidente”, acrescentou.
De acordo com Pir Hossein Kulivand, responsável pelos serviços de emergência do país, praticamente todos os ocupantes eram iranianos. Trinta e duas pessoas seriam de outras nacionalidades.
O aparelho da Ukraine International Airlines caiu em área agrícola, a sudoeste de Teerã, onde foi mobilizada uma equipe de investigação.
Um vídeo do acidente circulou na agência de notícias Isna. Mostrava um avião em chamas ainda no ar.
O volume de água da Barragem Luis Vieira em Rio de Contas registrado hoje (07), é de 14.884.560m³, que equivale a 14,98% de sua capacidade, com recarga de 2.619.560 m³.
O grupo de trabalho SOS Geração Distribuída, de empresas e entidades do setor de energia solar, reforçou em nota divulgada à imprensa nesta segunda-feira (6) o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro contra a revisão de tarifas para o setor prevista pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
"A iniciativa, que também conta com o importante apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, auxilia na manutenção de um setor que seria inviabilizado, caso a resolução da Aneel entrasse em vigor", disse o grupo em nota.
O presidente Jair Bolsonaro disse em publicação feita em suas redes sociais na noite deste domingo (5) que conversou com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, e que ambos devem colocar em votação um projeto para proibir que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aumente as tarifas da energia solar.
"O presidente da Câmara porá em votação Projeto de Lei, em regime de urgência, proibindo a taxação da energia gerada por radiação solar. O mesmo fará o presidente do Senado", disse.
Maia também usou as redes sociais nesta segunda-feira (6) para corroborar o que foi dito pelo presidente.
"Acabei de ver um vídeo do presidente Jair Bolsonaro criticando qualquer nova taxação de energia solar. Concordo 100% com ele e vamos trabalhar juntos no Congresso, se necessário, para isso não acontecer.
De acordo com SOS Geração Distribuída, o incentivo a fontes renováveis se faz hoje mais necessário e urgente (tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental) porque as chuvas estão muito abaixo da média, deixando os reservatórios das hidroelétricas da região Sudeste com o menor nível desde 2014.
"Caso as precipitações não aumentem, o governo terá que acionar as termoelétricas que, além de poluentes, podem causar um aumento significativo nas contas de luz."
Ainda segundo a nota, o setor gera benefícios econômicos de R$ 1,5 bilhão ao ano, e a previsão é de criação de 600 mil novos empregos até 2035.
"A geração distribuída representa hoje apenas 1% da produção de energia no país. Atualmente, o Brasil possui 127 mil sistemas de microgeração distribuída fotovoltaica, equivalentes a 0,2% dos 84,1 milhões de consumidores cativos de energia. Uma realidade ainda muito incipiente, que tem alto potencial de crescimento para os próximos anos, pois o Brasil é o terceiro país em radiação solar no mundo."
Para o SOS Geração Distribuída, a agência reguladora deve ser solidária aos apelos das empresas e entidades e seguir na direção de incentivar a produção de energia limpa e renovável.
Um temporal causou o alagamento de algumas ruas em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. A chuva caiu na cidade durante toda a última segunda-feira (6).
O alagamento tomou conta do bairro Alto Maron e alguns pedestres precisaram caminhar pela água. Já os motoristas encontraram dificuldade para passar pelas ruas, por causa do grande volume de água.
Na avenida Juracy Magalhães, o trânsito parou durante o início da tarde. Alguns trechos da Avenida Ascendino Melo viraram pequenas lagoas, com a água empoçada. Conforme um morador, foi necessário seguir devagar também pela avenida Gilenilda Alves, no alto da boa vista. Quem passou pela avenida Luís Eduardo Magalhães também teve que diminuir a velocidade, porque um dos trechos virou um lamaçal, de acordo com o G1.
No bairro Jurema, na Avenida Nestor Guimarães, o morador filmou a situação dentro do imóvel onde mora. A água invadiu a casa dele mesmo com um bloqueador, um tipo de barreira no portão. O homem precisou colocar os móveis suspensos para não perder os objetos.
Além disso, uma cratera se abriu no bairro Conveima II. Segundo moradores, a força da água estourou um cano da Embasa. Apesar dos transtornos, a prefeitura de Vitória da Conquista não registrou feridos, desaparecidos, nem desabrigados.
As fortes chuvas causaram também alagamentos na cidade de Itambé também no sudoeste da Bahia. Defesa Civil da cidade registrou 50 mm em menos de 2h, um volume considerado grande para o pouco período de chuva.
O ano de 2020 promete mais dias de descanso do que 2019. Dos 9 feriados nacionais, 8 caem em dias de semana e seis podem ser emendados com sábados e domingos. Além dos feriados nacionais, a lista incluir os pontos facultativos como Carnaval e Corpus Christi. Estão de fora da lista os feriados estaduais e municipais.
As exceções aos feriados colados ao fim de semana são 1º de janeiro (Confraternização Universal), caindo em uma quarta-feira; e 21 de abril (Tiradentes), que será em uma terça-feira.
A Paixão de Cristo (sexta-feira) será no dia 10 de abril. A segunda-feira e a terça-feira de carnaval cairão nos dias 24 e 25 de fevereiro, respectivamente.
Além desses dias, os brasileiros poderão emendar com o fim de semana o Dia do Trabalho (1º de maio) que cai numa sexta-feira, assim como o Natal (25 de dezembro).
Para quem não gosta das segundas-feiras, a boa notícia é que os feriados da Independência do Brasil (7 de setembro), de Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro) e de finados (2 de novembro) cairão nesse dia da semana.
Com tanto feriado, há quem preveja perdas econômicas. “O varejo nacional deve deixar de faturar R$ 11,8 bilhões em 2020 por causa de feriados nacionais e pontes ao longo do ano. O total é 53% maior do que a perda prevista para 2019, de R$ 7,6 bilhões”, calcula a Federação do Comércio de São Paulo.
Outros setores de atividade econômica festejam como é o caso do turismo. “No ano passado, os feriados prolongados resultaram em 13,9 milhões de viagens, que injetaram R$ 28,84 bilhões na economia brasileira”, soma o Ministério do Turismo (MTur).
Segundo a pasta, “o feriado de [1º de] maio movimentou [em 2019] R$ 9 bilhões na economia e resultou em 4,5 milhões de viagens. Já o 12 de outubro foi um dos mais movimentados do ano com a realização de 3,24 milhões de viagens domésticas e impacto econômico de R$ 6,7 bilhões nos destinos visitados”. O MTur ainda não fez projeção do impacto dos feriados de 2020 em venda de passagens, hospedagens e passeios.
O ano que começa é bissexto e, portanto, tem um dia a mais, mas esse não descontará as folgas proporcionadas pelos feriados nos dias de semana. O dia 29 de fevereiro cairá em um sábado.
O volume de água da Barragem Luis Vieira em Rio de Contas registrado hoje (06), é de 14.049.000m³, que equivale a 14,13% de sua capacidade. Mesmo com as chuvas registradas no início de janeiro, com recarga de1.780.000 m³, o volume do reservatório ainda é preocupante, pois precisaria atingir o volume de 25 milhões de m³ para garantir irrigação a cada 7 dias ao Perímetro do Brumado.
A menos de dez meses da eleição municipal de outubro, a lista de pré-candidatos às prefeituras das capitais brasileiras já ultrapassa a marca de 200 postulantes.
O número pode aumentar, uma vez que ainda não há certeza sobre a criação da Aliança pelo Brasil, nova legenda proposta pelo presidente Jair Bolsonaro, nem sobre os candidatos que serão apoiados por ele, que abandonou o PSL.
A reportagem consultou líderes e presidentes de partidos nas últimas semanas, chegando a 224 nomes, isso sem contar as legendas nanicas. Nem todos terão suas pretensões confirmadas, sendo que outros devem surgir nos próximos meses. As candidaturas só serão oficializadas nas convenções partidárias realizadas de 20 de julho a 5 de agosto.
O primeiro turno da eleição municipal (prefeitos e vereadores) é em 4 de outubro; o segundo, em 25 do mesmo mês.
Eleito pelo PSL, Bolsonaro tenta cumprir a burocracia legal - o que inclui o recolhimento e validação cartorial de 492 mil assinaturas de apoio - para colocar de pé a Aliança pelo Brasil até o início de abril, data limite para a nova agremiação disputar a eleição. O presidente ainda não se manifestou claramente sobre quais candidatos apoiará nos estados.
Em São Paulo, tenta fechar acordo com o apresentador José Luiz Datena (hoje sem partido). No Rio, pode apoiar um de seus fiéis escudeiros, o deputado federal Helio Negão, ou o deputado estadual Rodrigo Amorim. Em Belo Horizonte, as chances maiores, hoje, apontam para o deputado estadual Bruno Engler. Todos esses foram eleitos pelo PSL e devem migrar para a Aliança.
Todos os 14 prefeitos de capitais que podem tentar a reeleição - 12 já cumpriram dois mandatos - devem de fato ser candidatos a um novo mandato, incluindo os mandatários das três maiores cidades do Sudeste: Bruno Covas (PSDB) em São Paulo (a depender de seu estado de saúde, pois está em tratamento contra um câncer na região do estômago), Marcelo Crivella (Republicanos) no Rio e Alexandre Kalil (PSD) em Belo Horizonte.
Entre as cidades em que certamente o prefeito será diferente do atual, estão Salvador - ACM Neto (DEM) deve apoiar seu vice, Bruno Reis (DEM) - e Recife - o prefeito Geraldo Julio (PSB) deve apoiar a candidatura de João Campos (PSB), filho mais velho do ex-governador Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo em 2014.
Um fator contribui, nessas eleições, para a tendência de aumento no número de candidatos. Trata-se da entrada em vigor da proibição de coligações entre os partidos para a disputa de cargos legislativos proporcionais.
Isso tende a provocar nas médias e grandes cidades uma pulverização de candidatos a prefeito que buscarão não necessariamente a eleição, mas o fortalecimento da chapa de vereadores de seus partidos.
O fim das coligações entre partidos nas eleições proporcionais - ou seja, para a disputa de vagas nas Câmaras Municipais, Assembleias e Câmara dos Deputados- corrige uma das distorções no atual sistema eleitoral.
Pela regra que vigorou até a disputa de 2018, a distribuição das cadeiras era feita levando em conta a votação dada a todos os candidatos e partidos que compunham a coligação.
Com isso, muitas vezes o voto dado a um candidato de esquerda ajudava também na eleição de um defensor de propostas de direita, e vice-versa, desde que as siglas de ambos estivessem coligadas para fins eleitorais, uma situação comum.
Agora, cada sigla terá de disputar isoladamente as cerca de 58 mil cadeiras de vereador em todo o país. Isso representa uma dificuldade a mais para as médias e, principalmente, as pequenas legendas. Isso porque elas têm, isoladamente, mais dificuldade de atingir votação suficiente para eleger seus candidatos.
No "cada um por si", as grandes legendas levam vantagem. Nas eleições municipais de São Paulo em 2016, por exemplo, PSDB e PT, os principais partidos na ocasião, elegeram 20 vereadores, mas emplacariam 3 a mais caso não houvesse coligação com outras siglas. Eles se coligaram com as menores em troca do apoio aos seus candidatos a prefeito - que ganhavam mais tempo na TV e no rádio.
Para tentar minimizar o impacto da mudança, muitos partidos planejam ampliar o número de candidatos a prefeito, mesmo que eles tenham mínima chance de vitória. O objetivo é reforçar o pedido de votos na chapa de vereadores e o número da sigla (continua valendo a possibilidade de o eleitor votar na legenda, não em um candidato específico).
"Em um município, o partido que não tenha candidato a prefeito é praticamente um partido que não existe", diz o ex-ministro Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD.
"Nas grandes e médias cidades, a maioria dos partidos vai lançar candidato não para vencer, mas para fazer nome, fazer chapa", afirma o presidente do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva (SP).
O presidente do PV, José Luiz de França Penna, diz que a sigla procura nomes competitivos, mas, se não conseguir, terá de ir com o que tiver mesmo.
Maior legenda da oposição, o PT também afirma que tem como diretriz lançar o máximo possível de candidatos, mas irá negociar alianças com os demais partidos de oposição. No Rio, por exemplo, há chance de a sigla retirar a pré-candidatura de Benedita da Silva para apoiar Marcelo Freixo (PSOL).
"Essa história de que o PT quer hegemonizar é papo furado", diz o deputado José Guimarães (PT-CE), um dos coordenadores das pré-campanhas. Segundo ele, uma das diretrizes da legenda será nacionalizar as disputas, defendendo a gestão petista no país de 2003 a 2016 e se contrapondo ao bolsonarismo.
Em 2016, data das últimas eleições municipais, foram 16.568 candidatos a prefeito, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), uma média de 2,98 por cidade. Para vereador, houve 463.405 candidatos, média de 8 por vaga. A sigla que mais lançou nomes foi o MDB (8,95% do total), seguida do PSDB (7,9%).
O fim das coligações é uma das alterações promovidas em 2017 com o intuito de enxugar o fragmentadíssimo cenário partidário brasileiro - hoje são 33 siglas, naquele ano eram 35.
A outra medida é a cláusula de desempenho, que começou a valer em 2018 e retirou direitos - dinheiro público, tempo de propaganda eleitoral na TV - de 14 siglas que não conseguiram um resultado mínimo nas urnas.
Pelo sétimo ano consecutivo, Porto Seguro termina dezembro com a gasolina mais cara da Bahia, conforme dados publicados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O preço no município da Costa do Descobrimento aumentou 1,1%, alcançando um preço médio de revenda de R$ 4,98 por litro no final de 2019.
Depois de Porto Seguro, os municípios com maior preço ao fim de 2019 foram Juazeiro, com R$ 4,87, as vizinhas Caetité, com R$ 4,83, e Livramento de Nossa Senhora, com R$ 4,82, além de Eunápolis, com R$ 4,81.
Por outro lado, Serrinha, com R$ 4,29, Teixeira de Freitas, com R$ 4,39, Alagoinhas, com R$ 4,47, Irecê, com R$ 4,47, Lauro de Freitas, com R$ 4,48, e Camaçari, também com R$ 4,48, são os municípios com preços mais vantajosos para o consumidor. Salvador também fica entre os menores custos de revenda de gasolina entre as cidades pesquisadas, cobrando uma média de R$ 4,52 por litro.
Dentre os municípios pesquisados pela ANP, Jequié foi o que teve o maior aumento. A “Cidade Sol” majorou o seu preço médio em 8,8% nos últimos 12 meses, pulando de R$ 4,24 para R$ 4,61 por litro. Ipirá também teve uma alta significativa, elevando o valor da gasolina em 6,1%, de R$ 4,26 para R$ 4,52.
Do outro lado do ranking, Serrinha, além de gasolina mais barata da Bahia, foi também a que mais reduziu o preço (-3,3%). Teixeira de Freitas, a segunda gasolina mais barata, reduziu em 2% o valor médio de revenda do combustível.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está divulgando que a cotação da arroba (15 quilos) do boi gordo diminuiu de valor no final de dezembro, queda média de 15%. Conforme levantamento periódico do Mapa, a arroba do boi gordo estava cotada a R$ 180 no último dia 30. No início do mês passado, chegou a R$ 216.
Conforme o ministério, o preço da carne vai reduzir para o consumidor final. O cenário “indica uma acomodação dos preços no atacado, com reflexos positivos a curto prazo no varejo”, descreve nota que acrescenta que a alcatra teve “4,5% de queda no preço nos últimos sete dias.”
Segundo projeções do Mapa, a arroba vai ficar entre R$ 180 e R$ 200 nos próximos meses, dependendo da praça. A queda do valor interrompe a alta de 28,5% que salgou o preço da carne nos últimos seis meses. A perspectiva, porém, é de que o alimento não volte ao patamar inferior. “Estamos fazendo a leitura de que isso veio para ficar, um outro patamar do preço da carne”, avalia o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Mapa, Sílvio Farnese.
“Eu tenho certeza que o preço não volta ao que era”, concorda Alisson Wallace Araújo, dono de dois açougues e uma distribuidora de carne em Brasília. Segundo ele, no Distrito Federal, o quilo do quarto traseiro do boi estava custando para açougues e distribuidoras de carne R$ 13,50 há seis meses. Chegou a R$ 18,90 em novembro, e hoje está em R$ 17,70.
Estabilização dos preços
Há mais de uma razão para a provável estabilização dos preços em valores mais altos do que há um ano. O mercado internacional tende a comprar mais carne brasileira, os produtores estão tendo mais gastos ao adquirir bezerros e a eventual recuperação econômica favorece o consumo de carne no Brasil.
No último ano, beneficiado pela perda de rebanhos na China e pela alta do dólar, o Brasil ganhou mercado e vários frigoríficos foram habilitados para vender mais carne no exterior. Só em novembro, mais cinco frigoríficos foram autorizados pelos chineses a exportar carne. Em outros países também houve avanços. Mais oito frigoríficos foram aceitos pela Arábia Saudita no mesmo mês.
A carne brasileira é competitiva no mercado internacional porque é mais barata que a carne de outros países produtores, como a Austrália e os Estados Unidos, cujo o gasto de criação dos bois é mais oneroso por causa do regime de confinamento e alimentação. O gado brasileiro é criado solto em pasto.
O Brasil produz cerca de 9 milhões de toneladas de carne por ano, 70% é consumida internamente. Mas a venda para o exterior é atrativa para os produtores e pressiona valores. “A abertura de um mercado que comece a receber um produto brasileiro ajuda o criador na formação de preço”, descreve Farnese.
A alta recente dos preços do boi está viabilizando a renovação do gado quando o preço dos bezerros está valorizado. A compra dos bezerros é necessária para repor o gado abatido nos últimos anos, inclusive de vacas novilhas.
Além disso, em época de chuva, com pasto mais volumoso, os pecuaristas vendem menos bois e mantém os animais em engorda, o que também repercute na oferta e no preço do alimento. “Os criadores não se dispõem a vender porque têm alimento barato para o gado”, assinala o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Mapa, Sílvio Farnese.
O comerciante Alisson Wallace Araújo acredita que com a recuperação da economia e diminuição do desemprego, haverá mais demanda por carne ao longo do ano. “É uma crescente”, diz Araújo. Ele, no entanto, não acredita em alta nos próximos meses. Em sua opinião, o consumo de carne diminui em janeiro por causa das férias e gastos sazonais das famílias (como impostos e material escolar) e depois do carnaval por causa da quaresma (período em que os católicos diminuem o consumo de carne).
O volume de água da Barragem Luis Vieira em Rio de Contas registrado hoje (03), é de 12.491.500m³, que equivale a 12,57% de sua capacidade. Mesmo que as chuvas registradas ontem e hoje, com recarga de 222.500 m³, o volume do reservatório ainda é preocupante.