O livramentense Dr. Rivelino Trindade Azevedo, responsável técnico e Diretor Médico do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, Rio de Janeiro - RJ, vai ser condecorado com o Conjunto de Medalhas de Mérito Pedro Ernesto no próximo domingo (27), a mais alta honraria dada pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro em reconhecimento aos profissionais que se destacaram em sua trajetória de trabalho para a sociedade carioca.
O Hospital Municipal Ronaldo Gazolla no dia 23/09 foi Acreditado pela certificadora de Qualidade e Segurança QMentum Internacional. O hospital estava em preparatório há 1 ano em busca do Selo Gold (Ouro) e foi aprovado em um nível ainda superior: Selo Platinum (Platina). Este feito coloca o hospital entre poucos (menos de 1%) de hospitais públicos do Brasil Acreditado e o 1º público no Estado do Rio de Janeiro com esse reconhecimento internacional.
Por: João Hipólito Rodrigues Filho, Administrador de Empresa, Pós graduado Em Urbanismo e Gestão de Cidades e Ex-Prefeito de Abaíra
24/09/2026 11:40
Rui e Wagner aparecem fortes para o Senado. Jerônimo disputa o Governo em cenário apertado. O que os números revelam — e o que ainda não conseguem mostrar sobre o voto baiano?
Por João Hipólito Rodrigues Filho
Há uma pergunta que considero importante para compreender a eleição da Bahia em 2026:
Se Rui Costa e Jaques Wagner aparecem competitivos na disputa pelo Senado, o que isso nos diz sobre a força eleitoral do campo político que também apoia o governador Jerônimo Rodrigues?
Não se trata de afirmar que os votos serão necessariamente iguais. Eleitor não é obrigado a votar da mesma maneira para todos os cargos.
Mas existe também o movimento inverso: o eleitor pode reconhecer uma mesma trajetória política em diferentes candidaturas e transformar essa identificação em votos para governador e para o Senado.
É justamente essa possibilidade de convergência eleitoral que merece ser observada.
A fotografia das pesquisas
A pesquisa Paraná Pesquisas divulgada nesta quinta-feira, 24 de setembro, mostra ACM Neto com 46,7% e Jerônimo Rodrigues com 42,0% no cenário estimulado para governador. Para o Senado, Rui Costa aparece com 46,3% e Jaques Wagner com 34,0%, enquanto João Roma tem 27,3% e Angelo Coronel, 25,1%. No Senado, cada eleitor pode indicar até dois nomes. (Jornal Grande Bahia (JGB))
Pouco antes, o Real Time Big Data, realizado entre 4 e 8 de setembro, apontou Jerônimo com 45% e ACM Neto com 44%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. No mesmo levantamento, Rui Costa aparecia com 26% e Jaques Wagner com 19% na disputa pelo Senado. (CNN Brasil)
E a pesquisa Atlas/A Tarde, realizada entre 28 de agosto e 2 de setembro, também encontrou cenário de empate técnico entre ACM Neto e Jerônimo: 49,1% a 47,9% no primeiro turno. Para o Senado, Rui tinha 28,2% e Wagner, 23,7%. (UOL Notícias)
Ou seja: as pesquisas não apresentam uma fotografia única e definitiva da eleição. Elas mostram momentos diferentes de uma disputa em movimento.
Pesquisa é fotografia. A urna é o filme completo.
Uma pesquisa eleitoral é uma amostra da população. Ela procura representar o eleitorado por meio de metodologia estatística, distribuição geográfica, perfil dos entrevistados, ponderações e margem de erro.
Por isso, não é correto concluir que uma pesquisa está errada simplesmente porque apresenta um resultado diferente daquele que alguém observa nas ruas.
Da mesma forma, também não é correto transformar uma fotografia momentânea em certeza sobre o resultado da eleição.
A questão mais interessante é outra:
Que partes da Bahia estão sendo captadas por essa fotografia e como essas partes se comportarão quando forem chamadas a votar?
A Bahia não termina em Salvador
Esse é um ponto fundamental.
A Bahia possui 417 municípios. O Semiárido baiano abrange 287 deles, correspondendo a cerca de 85,6% do território estadual e aproximadamente 45% da população, segundo dados apresentados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base no Censo 2022. (SEI 30 Anos)
Isso não significa que o voto do Semiárido seja homogêneo — não é.
Mas significa que qualquer análise eleitoral da Bahia precisa levar em consideração a enorme dimensão territorial e a diversidade política do interior.
Quem acompanha eleição municipal sabe que existe uma realidade que nem sempre aparece com a mesma intensidade nas análises feitas a partir da capital.
Prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias, associações, sindicatos, agricultores, comerciantes e famílias inteiras participam de uma dinâmica política própria.
É uma política muito territorial.
A história eleitoral também precisa entrar na conta
Há ainda um dado histórico que não pode ser ignorado.
O grupo político liderado pelo PT venceu as eleições para o Governo da Bahia com Jaques Wagner em 2006 e 2010, Rui Costa em 2014 e 2018 e Jerônimo Rodrigues em 2022.
Em 2022, Jerônimo chegou ao segundo turno e terminou eleito com 52,54% dos votos válidos, contra 47,46% de ACM Neto, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. (Justiça Eleitoral)
Essa história não determina o resultado de 2026.
Mas ela demonstra que existe na Bahia uma estrutura eleitoral consolidada, com presença em diferentes regiões do Estado.
Lula é importante. Mas Lula não explica tudo.
Outro ponto que merece atenção é o chamado “efeito Lula”.
O presidente exerce enorme influência eleitoral na Bahia, mas a eleição de governador não é simplesmente uma repetição da eleição presidencial.
O eleitor pode avaliar o presidente de uma maneira e o governador de outra.
Mas também pode acontecer o contrário: a identificação com Lula, Rui, Wagner e Jerônimo pode se reforçar mutuamente em determinados segmentos do eleitorado.
É aí que entra uma questão que as pesquisas de governador, isoladamente, não conseguem responder:
até que ponto a força eleitoral de Lula e das principais lideranças desse campo político consegue convergir para a candidatura ao Governo do Estado?
E existe uma segunda pergunta, igualmente importante:
até que ponto a força de Rui e Wagner para o Senado pode caminhar junto com a candidatura de Jerônimo?
Não se trata de afirmar que isso necessariamente acontecerá.
Trata-se de reconhecer que essa possibilidade existe e precisa fazer parte da análise.
Rui, Wagner e Jerônimo: três votos, uma mesma eleição
A eleição de 2026 tem uma característica especial: o eleitor baiano escolherá governador e dois senadores.
Isso cria uma dinâmica diferente.
Um eleitor pode escolher um candidato a governador e dois candidatos ao Senado de campos políticos diferentes.
Mas também pode optar por votar em candidatos que estejam politicamente associados.
Os números atuais tornam essa questão particularmente interessante.
Na pesquisa Paraná divulgada em 24 de setembro, Rui Costa aparece com 46,3% e Jaques Wagner com 34,0% para o Senado, enquanto Jerônimo registra 42,0% no cenário estimulado para governador. (Jornal Grande Bahia (JGB))
Esses números não permitem concluir qual será o resultado da eleição.
Mas permitem formular uma pergunta legítima:
se existe força eleitoral demonstrada para Rui e Wagner, quanto dessa força poderá convergir também para Jerônimo no momento da decisão?
Essa é uma questão que só será respondida pela urna.
O interior pode ser decisivo para compreender o cenário
Quem já disputou eleição municipal sabe que o mapa eleitoral da Bahia não é construído apenas pelas grandes cidades.
No interior, a relação entre liderança política e eleitor é muitas vezes construída ao longo de anos.
Uma obra, uma estrada, um hospital regional, uma policlínica, uma escola, uma ação de saúde, uma associação comunitária ou uma relação política construída durante uma gestão podem entrar na avaliação que o eleitor faz diante da urna.
Isso não significa que obras ou alianças garantam votos.
Significa apenas que o comportamento eleitoral é resultado de múltiplos fatores — e que a realidade territorial não pode ser reduzida a uma única variável.
O que as pesquisas mostram — e o que elas não mostram
As pesquisas mostram o estado da intenção de voto no momento em que foram realizadas.
Elas ajudam a identificar tendências, medir níveis de conhecimento, rejeição, intenção de voto e mudanças no comportamento do eleitorado.
Mas não conseguem mostrar antecipadamente todas as decisões individuais que serão tomadas diante da urna.
Por isso, talvez a pergunta mais adequada para 2026 não seja:
“Quem está na frente hoje?”
A pergunta mais interessante é:
“Como as diferentes forças eleitorais da Bahia vão se combinar até o dia da eleição?”
Porque uma eleição para governador não acontece isoladamente.
Ela acontece simultaneamente com a eleição para presidente, Câmara Federal, Assembleia Legislativa e duas vagas para o Senado.
São escolhas diferentes, mas feitas pelo mesmo eleitor.
Não é previsão. É uma leitura do cenário.
Eu tenho minha posição política e minha preferência eleitoral. Isso é natural para quem participa da vida pública.
Mas uma análise séria precisa separar preferência de método.
O objetivo aqui não é dizer quem vai ganhar.
É chamar atenção para algo que considero fundamental: a Bahia é grande, diversa e politicamente complexa demais para ser compreendida apenas por uma fotografia.
As pesquisas são importantes.
A metodologia é importante.
A margem de erro é importante.
A distribuição territorial da amostra é importante.
A história eleitoral também é importante.
E, sobretudo, é importante observar como os diferentes votos podem convergir no momento da decisão.
No fim, a urna fecha a conta.
Não será o instituto de pesquisa.
Não será o comentarista.
Não será o dirigente partidário.
E não será uma análise como esta.
Será o eleitor baiano.
E, no dia 4 de outubro, capital, interior, Semiárido, zona urbana e zona rural transformarão todas essas tendências, avaliações, alianças e expectativas em votos.
Pesquisa é instrumento.
A urna é resultado.
E talvez a pergunta mais importante desta eleição seja justamente esta:
QUANTO DA FORÇA ELEITORAL DE LULA, RUI E WAGNER PODERÁ CONVERGIR COM O VOTO EM JERÔNIMO?
Por: João Hipólito Rodrigues Filho, Administrador de Empresa, Pós graduado Em Urbanismo e Gestão de Cidades e Ex-Prefeito de Abaíra
03/09/2026 11:21
A eleição da Bahia ainda está aberta — e o interior será decisivo
A eleição para o Governo da Bahia em 2026 ainda está longe de estar definida. As pesquisas mais recentes mostram uma disputa apertada, com vantagem numérica de ACM Neto em alguns levantamentos e empate técnico em outros. Portanto, não há espaço para triunfalismo de nenhum dos lados.
Mas existe uma pergunta fundamental para entender essa eleição: onde será decidido o resultado?
A resposta passa necessariamente pelo interior.
Em 2022, Jerônimo Rodrigues venceu a eleição para governador com 52,79% dos votos válidos, contra 47,21% de ACM Neto. A diferença foi de aproximadamente 473 mil votos. Ao mesmo tempo, ACM Neto venceu com larga vantagem em Salvador. Isso significa que a vitória de Jerônimo foi construída, sobretudo, pela força eleitoral que o campo governista conseguiu reunir fora da capital.
E é justamente essa vantagem territorial que está em disputa agora.
A oposição sabe que não basta manter sua força na capital e nas grandes cidades. Para chegar ao Palácio de Ondina, precisa reduzir a diferença que o grupo governista tradicionalmente consegue construir nos municípios do interior.
Daí a importância que passou a ser dada a cada vereador, ex-prefeito, ex-candidato ou liderança municipal que anuncia mudança de apoio.
Mas existe uma diferença entre uma adesão política e a transferência automática de votos.
Em determinado município pequeno, um ex-candidato pode ter disputado uma eleição municipal e agora anunciar apoio a outro grupo. A adesão tem valor político e deve ser respeitada. Mas não significa que todos os eleitores que votaram nele estarão obrigatoriamente no mesmo palanque na eleição estadual.
O eleitor não é propriedade de prefeito, ex-prefeito, vereador ou deputado.
E essa regra vale para os dois lados.
Também existem lideranças que estavam no campo oposicionista em 2022 e hoje estão alinhadas ao governo. O mapa político municipal mudou, e continua mudando. Por isso, contar adesões como se fossem votos fechados pode produzir uma fotografia enganosa da eleição.
Outro fator será decisivo: o voto em Lula.
Em 2022, Lula teve cerca de 72% dos votos na Bahia, enquanto Jerônimo terminou a eleição estadual com 52,79%. Ou seja, milhões de baianos votaram em Lula para presidente e não necessariamente repetiram a escolha para governador.
Esse fenômeno volta a ser central em 2026. A campanha de Jerônimo trabalha para aproximar novamente os dois votos, enquanto a oposição tenta justamente preservar o eleitor que gosta de Lula, mas pretende votar em ACM Neto para governador. Esse chamado “voto LuNeto” já é reconhecido como uma das variáveis importantes da disputa atual. (Folha de S.Paulo)
É por isso que a eleição não pode ser analisada apenas pela quantidade de prefeitos ou lideranças que cada candidato consegue reunir.
Prefeito tem força. Ex-prefeito tem história. Vereador conhece a realidade local. Deputado possui estrutura política. Mas ninguém carrega consigo, em uma eleição estadual, todos os votos de uma cidade.
O que importa é saber se a liderança consegue convencer o eleitor.
E aqui aparece outra variável importante: a avaliação do governo.
Jerônimo chega à disputa tentando transformar quatro anos de governo em voto. A regionalização da saúde, os hospitais, policlínicas, escolas, estradas, obras de infraestrutura e investimentos nos municípios fazem parte desse patrimônio político.
A oposição, por sua vez, tenta mostrar que ainda existem problemas e que há um caminho diferente para a Bahia.
É assim que uma eleição deve ser disputada: comparando governos, propostas, resultados e perspectivas para o futuro.
As pesquisas de agosto mostram que a disputa está aberta. A Quaest aponta empate técnico entre ACM Neto e Jerônimo no primeiro turno, enquanto a Paraná Pesquisas apresenta vantagem maior para Neto. (Folha de S.Paulo)
Portanto, dizer hoje que qualquer lado já ganhou seria precipitação.
A verdadeira questão é quem conseguirá transformar estrutura política em voto.
E, nesse ponto, o interior continuará sendo fundamental.
A Bahia tem 417 municípios, com centenas de cidades pequenas e médias. É nesses municípios que as relações políticas são mais próximas, que as obras estaduais são percebidas diretamente e onde prefeitos e lideranças possuem presença cotidiana.
Por isso, a eleição de 2026 não será decidida apenas pelos grandes palanques de Salvador, nem pela lista de adesões que circula diariamente nas redes sociais.
Será decidida quando o eleitor entrar na cabine.
Mais importante do que perguntar “quem mudou de lado?” é perguntar:
para onde está caminhando o eleitor?
É essa resposta — e não a quantidade de fotografias em palanques — que definirá o próximo governador da Bahia.
A UPB – União dos Municípios da Bahia reinaugurou a sede da Instituição no CAB – Centro Administrativo da Bahia, com destaque para o Auditório Lomanto Jr., que passou a contar com quinhentos lugares, além de palco e pódio modernos, a ponto de o Senhor Paulo Ziulkoski – Presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) – afirmar que é a melhor sede do Brasil.
Convidado, compareci ao evento para aplaudir as autoridades contempladas com a Comenda Governador João Durval Carneiro, comemorativa do aniversário de 62 anos da UPB, com destaque para meus amigos Dr. Francisco de Souza Andrade Netto, Conselheiro aposentado e ex-presidente do TCM, e Adolfo Henrique Almeida Loyola, secretário de Relações Institucionais do Governo da Bahia – SERIN.
Estou parabenizando o prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso, presidente da UPB, pela excelência da obra empreendida.
Instagram: A UPB – União dos Municípios da Bahia reinaugurou a sede da Instituição no CAB – Centro Administrativo da Bahia, com destaque para o Auditório Lomanto Jr., que passou a contar com quinhentos lugares, além de palco e pódio modernos, a ponto de o Senhor Paulo Ziulkoski – Presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) – afirmar que é a melhor sede do Brasil.
Convidado, compareci ao evento para aplaudir as autoridades contempladas com a Comenda Governador João Durval Carneiro, comemorativa do aniversário de 62 anos da UPB, com destaque para meus amigos Dr. Francisco de Souza Andrade Netto, Conselheiro aposentado e ex-presidente do TCM, e Adolfo Henrique Almeida Loyola, secretário de Relações Institucionais do Governo da Bahia – SERIN.
Estou parabenizando o prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso, presidente da UPB, pela excelência da obra empreendida.
Vi e li no Instagram, página do TCM – Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia, a foto de seu presidente, Dr. Francisco de Souza Andrade Netto, e de seus visitantes, Asthar Morais de Azevedo, presidente da Associação dos Auditores de Controle Externo do TCM, Manoel Augusto da Cunha Filho, presidente da ASTECOM – Associação dos Servidores do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia, e Josival de Cristo Santos, Inspetor da 8ª IRCE – Inspetoria Regional de Controle Externo, com sede em Alagoinhas, que foram agradecer ao presidente pelo seu fundamental apoio às entidades e pelo lhano atendimento que sempre lhes dispensou.
ESTÁ CHEGANDO A HORA. Pela minha observação, se dependesse da vontade dos servidores ativos e aposentados do TCM, grupo no qual me incluo, e até de gestores, ELA NÃO VIRIA.
Para o nosso pesar, no próximo dia 9, certamente um dos vultos marcantes que passaram pelo TCM - Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia, o Dr. Francisco de Souza Andrade Netto, estará se aposentando. Dr. Francisco, que exerceu múltiplos mandatos como presidente e Corregedor, e um mandato como vice.
Minha relação de amizade com o Dr. Francisco nasceu em 1972, nos bancos da nossa Alma Mater - Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia – UFBA. Nós a preservamos por 16 anos, tempo em que fomos colegas, como Delegado de Polícia, e 15 anos, período em que atuei no TCM. Acredito que nossa amizade, firme e forte, se perpetuará.
Dr. Francisco é altruísta e bondoso na acepção da palavra. Não sei sequer de uma “mureta” que ele tenha construído para se separar de alguém. Ressalte-se, liderando milhares de pessoas de índole variada. Por outro lado, testemunhei o seu esforço para criar desde pontilhões até verdadeiros viadutos, na tentativa de consolidar bons relacionamentos. O resultado de seu esforço para conviver em harmonia com seu semelhante pode ser avaliado pelas manifestações dos ex e atuais representantes de classe, cujos interesses são tidos como contrários aos dos empregadores.
Dr. Francisco sempre ocupou cargo de comando na Polícia Civil da BAHIA, chegando ao ápice da pirâmide, na nomenclatura da época - Delegado-Chefe. Depois ocupou o cargo de Secretário da Segurança Pública. Não se registrou o menor atrito com colaborador ou comandado. Saliente-se o seu amistoso relacionamento com membros do SINDIPOC – Sindicato dos Policiais Civis da Bahia, com poder de fogo fortíssimo, mercê da participação de combativos sindicalistas, a exemplo de Crispiniano Daltro, Agente de Polícia, e o Médico Legista, ex-vereador, Celso Cotrim Coelho, falecido em 2008.
Pelo irrestrito apoio que recebi de Dr. Francisco, lhe serei profunda e eternamente grato.
Nas eleições de 1958, Horácio de Matos Júnior, foi eleito vereador para a Câmara Municipal de Piatã. Em 1963 foi eleito para deputado estadual. Em 1974, com o slogan “Um Sertanejo em Brasília”, destacando suas raízes na região da chapada Diamantina e identificação direta com o eleitorado do interior baiano, elegeu-se para deputado federal. Em 1986, assumiu o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia – TCE.
No início dos anos 50, meu pai, João Hipólito Rodrigues, foi atingido por uma forte crise reumática que o deixou imobilizado na cama, em Catolés. Precisando de socorro médico, ele enviou uma solicitação a Alfredo Soares, prefeito de Piatã, pedindo ajuda. Seu Alfredo analisou uma solução para o deslocamento de meu pai até Piatã. A solução seria improvisar maqueiros para carregarem a maca, já que não havia estrada carroçável. No município, o único automóvel era o Jeep de Horácio, que, além de tudo, era um ferrenho adversário político. A situação chegou ao conhecimento de Horácio, que, sem hesitar, colocou-se à disposição para ele mesmo conduzir o Jeep ir até onde fosse possível encontrar os maqueiros. Combinaram, e, em um verdadeiro rally, Horácio conduziu o Jeep até o lugar chamado Rodeador, de onde conduziu meu pai até Piatã.
No início do ano de 1969, José Oliveira Alves, conhecido em Catolés como Zé de Diolino ou Zé de ADÉLIA, e em Piatá Zé da Loja, encontrava-se internado no Hospital Espanhol em Salvador, com a saúde muito fragilizada. Eu e Valdete filha de Enedino, que era colaboradora de D. Magnólia, esposa de Horácio, reversávamos no acompanhamento de Zé. Numa certa manhã, o médico diarista, após o exame rotineiro, dirigiu-se a mim e perguntou se eu era filho de Zé. Respondi que era primo em 2º grau e sobrinho por afinidade. Ele sem meias palavras me disse: “o estado do paciente é terminal. Sugiro que você comunique aos familiares dele e peça para levá-lo para casa onde deve receber cuidados paliativos”. Fiz a comunicação, e os filhos de Zé contataram com Horácio, que se encarregou de, efetivamente, fretar o táxi aéreo. Combinado dia e hora, com antecedência necessária, Horácio chegou no Hospital conduzindo o veículo Chevrolet Impala, bancos de couro claro que realçava ainda mais o luxuosíssimo veículo. Como Zé sofria de um quadro gastrointestinal totalmente descontrolado, eu ficava receoso de pegar um táxi com ele e ocorrer um episódio de incontinência fecal no veículo . Ao expor a situação para Horácio, ela disse: “nós iremos no meu carro e, se ocorrer incontinência, mando lavar”, Do Hospital partimos para o antigo aeroclube onde hoje funciona o Centro de Convenções Municipal e funcionava como campo de pouso e decolagem. Ainda não existia aeroporto. Valdete e Zé embarcaram e eu e Horácio fomos para a Assembleia Legislativa que funcionava em alguns andares do Edifício Ranulfo Oliveira, entre as Ruas Guedes de Brito e José Gonçalves, Centro Histórico de Salvador.
Certa feita eu viajava de carona com Horácio para Piatã e na Br-242, Horácio disse: “vamos passar em Lençóis para eu ver um diamante com Gringo e a gente comer a melhor moqueca de traíra, na Pensão de Otaviano Viana, irmão de Nezinho”. Passamos em Lençois e realmente comemos a saborosíssima moqueca de traíra, que eu ainda não tinha degustado e provavelmente não degustarei, igual.
Em 1982, eu e meu colega delegado, Gilberto Brito, fomos para Brasília participarmos do Curso de Reciclagem na Academia da Polícia Civil do DF. Frequentemente, na tarde e noite, Horácio nos apanhava no alojamento, no Parque Elmo Serejo Farias e nos conduzia para o Macaxeira Restaurante onde ouvíamos show de música ao vivo e degustávamos petiscos nordestino, principalmente car do sol com macaxeira. E durante o dia quando precisávamos, Carlos era o nosso condutor e cicerone.
Como se depreende da minha exposição de fatos, enquanto ocupante dos cargos eletivos, Horácio separou sua índole altruísta dos interesses políticos. Portanto autêntico homem de Estado.
Por: João Hipólito Rodrigues Filho Administrador/ Especialista em Urbanismo e Gestão de Cidade / Ex-Prefeito de Abaíra
08/06/2026 09:06
O Papel do Ex-Prefeito na Democracia Moderna — O Tempo da Política e a Sabedoria de Saber Esperar.
Uma das maiores virtudes da vida pública não é apenas saber vencer uma eleição. É saber conviver com os resultados dela.
A democracia funciona por ciclos. O povo escolhe seus representantes, concede um mandato e espera que eles tenham condições de governar. Parece simples, mas nem sempre é assim. Em muitos municípios, a disputa eleitoral termina oficialmente nas urnas, mas continua nos bastidores da política.
Quando a oposição vence uma eleição, geralmente existe uma compreensão natural de que um novo grupo assumirá o comando da administração. Ainda que existam divergências, cada lado passa a desempenhar seu papel. O governo governa e a oposição fiscaliza.
O mais curioso é que os maiores conflitos nem sempre acontecem quando há mudança de grupo político. Muitas vezes, eles surgem exatamente quando a sucessão ocorre dentro da mesma base.
O prefeito deixa o cargo após oito anos de mandato, apoia um sucessor, ajuda na eleição e espera que determinadas pessoas continuem ocupando espaços, que determinados projetos tenham prioridade ou que determinadas lideranças mantenham a mesma influência. Mas a realidade é que, a partir da posse, existe um novo governo.
Quem assume a prefeitura recebe do povo não apenas um cargo, mas a responsabilidade de governar. Tem o direito e o dever de montar sua equipe, estabelecer prioridades e imprimir seu próprio estilo de gestão. Afinal, será ele quem responderá pelos acertos e pelos erros da administração.
É nesse momento que a maturidade política faz a diferença.
Nem sempre é fácil para quem exerceu o poder durante muitos anos compreender que chegou a hora de ocupar outro papel. O ex-prefeito continua sendo uma liderança importante, continua tendo experiência e conhecimento acumulados, mas precisa reconhecer que o protagonismo administrativo pertence ao novo gestor.
Quando isso não acontece, a política entra em campanha permanente. O primeiro ano de governo já se transforma em discussão sobre a próxima eleição. Divergências administrativas passam a ser tratadas como disputas eleitorais. Questões locais ganham proporções maiores do que deveriam.
Quem perde com isso é a população.
Os municípios precisam de estabilidade para executar projetos, atrair investimentos, melhorar os serviços públicos e planejar o futuro. Uma gestão precisa de tempo para mostrar seus resultados. Da mesma forma que ninguém pode ser considerado um grande gestor nos primeiros meses de governo, também não é razoável condenar uma administração antes que ela tenha a oportunidade de desenvolver seu trabalho.
Como ex-prefeito, aprendi que existe um tempo para liderar e um tempo para apoiar. Existe o tempo de decidir e o tempo de aconselhar. Existe o tempo de conduzir e o tempo de observar.
A boa política não é construída apenas pela força das lideranças. Ela é construída pela capacidade de compreender que os projetos são maiores do que os indivíduos. Mandatos passam. Cargos passam. Mas os interesses da população permanecem.
Talvez um dos maiores desafios da democracia moderna seja exatamente esse: ensinar que alternância de poder não significa ruptura, e que continuidade não significa tutela. Cada gestor deve ter a liberdade de exercer o mandato que recebeu das urnas, enquanto aqueles que já cumpriram sua missão continuam contribuindo com experiência, diálogo e equilíbrio.
No final das contas, os verdadeiros líderes não são aqueles que nunca saem de cena. São aqueles que sabem a hora de conduzir, a hora de apoiar e, principalmente, a hora de esperar.
Porque a democracia também exige paciência. E a paciência é uma das formas mais nobres de respeito à vontade popular.
Por: João Hipólito Rodrigues Filho. Administrador / Especialista em Urbanismo e gestão de cidades / Ex-Prefeito de Abaíra.
25/05/2026 08:55
Governar é muito mais do que fazer discurso. É ouvir, planejar, investir e ter compromisso com quem mais precisa. Na Bahia, os governos liderados por Wagner, Rui Costa e agora Jerônimo Rodrigues construíram uma linha de continuidade que mudou a realidade do estado, principalmente do interior.
Durante muitos anos, o sonho de milhares de baianos era simplesmente ter uma estrada asfaltada ligando uma cidade à outra. Esse avanço começou a ganhar força nos governos do PT. Depois vieram novos investimentos em saúde, educação, abastecimento de água, universidades, hospitais regionais e infraestrutura. Hoje, a Bahia vive uma nova etapa: além de ligar cidades, o governo começa a pavimentar acessos para distritos e povoados, aproximando comunidades, fortalecendo a economia local e melhorando a vida do homem e da mulher do campo.
Jerônimo Rodrigues representa justamente essa Bahia do interior. Filho do sertão, agrônomo, homem simples, conhece a realidade do povo porque viveu ela. Sabe o que significa estrada ruim, dificuldade de acesso à saúde, deslocamento de estudantes e produtores rurais. Por isso, tem priorizado ações regionalizadas, descentralizando serviços e fortalecendo os territórios.
Mas os avanços não ficaram apenas no interior. Salvador também viveu grandes transformações estruturantes nos últimos anos, como a implantação do metrô, a modernização da mobilidade urbana e agora o avanço do VLT da Cidade Baixa, obra aguardada há décadas e que vai melhorar a vida de milhares de pessoas na capital.
O mesmo acontece com a Ponte Salvador-Itaparica, um dos maiores projetos de infraestrutura do Brasil e um vetor de desenvolvimento para toda a região do Recôncavo e Baixo Sul. Durante muito tempo a oposição ironizou, dizendo que era apenas promessa. Mas os fatos começam a mostrar outra realidade: o primeiro navio com equipamentos para a plataforma provisória já chegou, marcando o avanço concreto das obras preparatórias desse empreendimento histórico, que vai gerar empregos, turismo, desenvolvimento econômico e integração regional.
Muitas vezes a oposição critica convênios, anúncios e ordens de serviço, dizendo que “o governo só promete”. Mas quem conhece gestão pública sabe que obra pública tem etapas: projeto, licitação, convênio, liberação de recursos e execução. Nenhuma grande transformação acontece da noite para o dia. Governar exige responsabilidade, planejamento e compromisso.
É importante lembrar também que muitos desafios econômicos não são exclusivos da Bahia nem do Brasil. O mundo inteiro enfrenta oscilações provocadas por guerras, crises internacionais, petróleo, juros, inflação e disputas comerciais entre grandes potências. O Brasil, inclusive, enfrentou recentemente pressões e barreiras econômicas externas, como tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos estratégicos. Ainda assim, o governo federal tem mantido o equilíbrio institucional, retomado obras, ampliado investimentos, gerado empregos e ajudado estados como a Bahia a continuarem avançando.
A segurança pública, por exemplo, é um desafio nacional, presente em praticamente todos os estados brasileiros, independentemente do partido que governa. Ainda assim, a Bahia segue realizando concursos, ampliando efetivos, investindo em inteligência, equipamentos e estrutura para enfrentar o problema.
Ao mesmo tempo, o governo segue entregando resultados concretos: hospitais regionais, escolas em tempo integral, obras hídricas, estradas, policlínicas e investimentos sociais que alcançam principalmente quem mais precisa.
Na política, é comum existir discurso e crítica de todos os lados. Mas governar de verdade exige trabalho contínuo, responsabilidade, investimento e capacidade de transformar projetos em realidade. O povo da Bahia sabe reconhecer quem conhece sua realidade e trabalha de verdade pelo interior e pela população mais humilde.
Igrejas e praças das 4 cidades | Fotos: Reprodução / Google Street View
Conhecida como a capital da cachaça baiana, Abaíra não ficou “de ressaca” quando o assunto foi qualidade de vida. O município liderou o ranking de desenvolvimento social do Índice de Progresso Social (IPS) 2026 na Bahia e puxou uma lista — curta — de cidades baianas acima da média nacional. Além de Abaíra, apenas Lauro de Freitas, Itiruçu e Valente superaram a média brasileira de 63,40 no levantamento divulgado nesta quarta-feira (20).
Vale explicar que os números são altos em comparação à média da Bahia. Em uma análise geral, o estado ocupou uma das piores posições nacionais e atingiu a média de 58,72, ficando à frente somente de cinco estados: Rondônia, Amapá, Acre, Maranhão e Pará.
O BN teve acesso aos dados do índice geral do IPS em 2026. Ao todo, 115 cidades estão acima da média baiana, ou seja, 27,58% do estado atingiu uma média qualidade de vida. Contudo, esses números apresentam uma série histórica de desigualdades nas três categorias gerais avaliadas pelo levantamento, que foca em como a população recebe os investimentos, em contraponto aos valores em si.
A nota geral é resultado de uma média de três indicadores avaliados no índice: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades. Esses indicadores usam um total de 57 bases de dados de fontes oficiais e de institutos de pesquisa.
Alguns exemplos são o Ministério da Saúde, Ministério da Cidadania, Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento (SNIS), Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), MapBiomas, Anatel, CadÚnico, entre outras.
As 10 melhores cidades no Índice de Progresso Social (IPS) da Bahia são:
As cidades com os piores desempenhos no Índice de Progresso Social (IPS) da Bahia foram Camamu, com 48,39, e Taperoá, com 49,54. Veja o ranking das 10 menores notas do estado:
De modo simples, o índice também foi pensado como uma ferramenta prática para orientar políticas públicas e investimentos privados, além de possuir aplicação territorial. A estrutura do IPS é dividida em três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades.
A primeira, “Necessidades Humanas Básicas”, avalia aspectos essenciais como nutrição, cuidados médicos, moradia, saneamento e segurança pessoal. A segunda, “Fundamentos do Bem-Estar”, analisa fatores que contribuem para a manutenção da qualidade de vida, como acesso à educação básica, saúde, bem-estar, informação, comunicação e qualidade ambiental.
Já a dimensão “Oportunidades” verifica se existem condições para que os indivíduos desenvolvam plenamente suas capacidades, observando indicadores ligados a direitos individuais, inclusão social, liberdades e acesso ao ensino superior.
Ao todo, o IPS Brasil 2026 utiliza 57 indicadores provenientes de bases oficiais e institutos de pesquisa. Entre os indicadores avaliados estão cobertura vacinal, mortalidade infantil, acesso à água, internet, violência, expectativa de vida, obesidade, inclusão política de mulheres e negros, homicídios e acesso à educação superior.
O índice varia de 0 a 100, sendo que, quanto maior a nota, melhor o desempenho social do território. O cálculo é feito a partir da média das três dimensões principais, enquanto cada componente recebe pontuação baseada em indicadores padronizados e comparáveis entre os municípios.
Confira abaixo o mapa completo e interativo em que você consegue conferir esses dados:
Fonte: Dados do Índice de Progresso Social (IPS) | BAHIA NOTÍCIAS
O Tesouro Nacional, a B3 e o Banco do Brasil lançam nesta segunda-feira (11) o Tesouro Reserva, novo título público que irá disputar espaço com poupança e cofrinhos de instituições financeiras. O dinheiro poderá ser sacado a qualquer hora e, ao fazer o resgate, o investidor receberá o Pix com o valor. Com aplicações a partir de R$ 1 e rendimento atrelado à taxa Selic, é voltado para formar reserva de emergência.
O título do Tesouro Direto será liberado neste momento apenas no Banco do Brasil, que tem 80 milhões de correntistas e é parceiro do projeto. A B3 afirma que outras instituições financeiras estão em fase de testes e devem ofertar o papel em breve.
As operações serão feitas pelo aplicativo Investimentos BB, com movimentação via Pix. Como terá funcionamento ininterrupto, será possível sacar ou investir 24 horas por dia nos sete dias da semana.
O principal diferencial na comparação com o Tesouro Selic, que também acompanha a taxa básica de juros, é que ele não terá marcação a mercado -mecanismo que faz o valor dos títulos oscilar antes do vencimento conforme as condições do mercado. Isso evita pequenas variações negativas que costumavam aparecer no extrato de investidores que resgatavam recursos antecipadamente.
O investimento terá rendimento a partir do primeiro dia útil após a aplicação e limite de R$ 500 mil por investidor ao mês, sem restrição para resgates.
Segundo Patricia Palomo, planejadora financeira CFP pela Planejar, o título busca reduzir barreiras que ainda afastavam parte dos pequenos investidores do Tesouro Direto por ter liquidez imediata, simplicidade operacional e previsibilidade no resgate.
A especialista diz que, hoje, muitos investidores utilizam CDBs de liquidez diária, caixinhas ou cofrinhos de bancos digitais ou fundos DI para guardar a reserva de emergência justamente porque conseguem acessar o dinheiro rapidamente e visualizar o saldo sem oscilações aparentes.
Embora o Tesouro Selic já fosse considerado tecnicamente adequado para esse objetivo, Patricia afirma que a marcação a mercado gera desconforto, principalmente entre iniciantes. "Muitos investidores ouviam que o Tesouro Selic era adequado para reserva de emergência, mas ao visualizar pequenas oscilações negativas no saldo, concluíam que tinham 'perdido dinheiro’, mesmo quando isso fazia parte da dinâmica normal da marcação a mercado", diz.
Para ela, o novo produto aproxima o Tesouro da experiência dos cofrinhos digitais, mas com um título público federal como base do investimento.
Patrícia avalia que o Tesouro Reserva tende a ser mais vantajoso para investidores que priorizam previsibilidade e liquidez constante, inclusive fora do horário bancário. Outro ponto é que alguns CDBs de liquidez diária pagam percentuais menores que o CDI para clientes de menor patrimônio, enquanto o Tesouro Reserva tende a acompanhar mais diretamente a dinâmica da Selic. "Dependendo da instituição financeira, isso pode melhorar o retorno líquido para pequenos investidores", diz.
Mas ela diz que o novo título não necessariamente substituirá outros produtos de renda fixa. Alguns bancos oferecem CDBs com liquidez diária, cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e rentabilidade superior ao Tesouro Reserva. Além disso, fundos DI também podem seguir atrativos para quem busca gestão profissional de caixa e integração com plataformas de investimento, apesar das taxas de administração e do come-cotas.
"O principal ponto é entender que ‘sem marcação a mercado’ não significa ausência total de riscos. Movimentações muito frequentes podem reduzir bastante a rentabilidade líquida", afirma Patricia. Na prática, ela diz que o Tesouro Reserva tende a ampliar as alternativas disponíveis e aumentar a concorrência por recursos de curto prazo, mas a escolha ideal ainda dependerá do perfil de uso, do horizonte de liquidez e da relação entre simplicidade, retorno e conveniência para cada investidor.
COMO É O DESCONTO DO IMPOSTO DE RENDA
Valem as mesmas regras tributárias dos demais títulos públicos. Há cobrança do Imposto de Renda sobre os rendimentos, com alíquotas regressivas (quanto mais tempo permanecer aplicado, menor o imposto). Para saques feitos em até 30 dias, pode haver cobrança de IOF -zerado após esse prazo. A cobrança é automática, feita pela instituição financeira na fonte, sem necessidade de o investidor fazer algum pagamento à parte.
"A pessoa pode aplicar a partir de R$ 1 e resgatar quando quiser, 24x7, de forma simples. Isso reforça uma questão importante de finanças comportamentais: quando a pessoa detém um investimento, aumenta seu interesse na jornada de educação financeira", afirma Felipe Paiva, diretor de relacionamento com clientes e pessoa física da Bolsa.
Eleitores têm até o dia 6 de maio para regularizar o título e garantir o direito ao voto nas eleições de 2026. O prazo é definido pelo Tribunal Superior Eleitoral e vale para quem precisa resolver pendências na situação eleitoral.
A consulta pode ser feita gratuitamente no site do TSE. Basta acessar o menu “Consultas” e clicar em “Situação do título”, informando número do título, CPF ou nome completo e data de nascimento.
Caso haja irregularidades, o eleitor deve utilizar o sistema de Autoatendimento Eleitoral, selecionar a opção “Regularizar título cancelado”, preencher o formulário e enviar os documentos solicitados. Após a solicitação, é possível acompanhar o andamento do pedido pela mesma plataforma.
Quem não regularizar o documento pode enfrentar restrições, como impedimento para participar de concursos públicos, receber salários em cargos públicos, participar de licitações, emitir passaporte ou carteira de identidade, renovar matrícula em instituições públicas de ensino e comprovar quitação com obrigações legais.
O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro, quando os brasileiros irão escolher deputados federais e estaduais, senadores, governadores e presidente da República. Caso necessário, o segundo turno será realizado em 25 de outubro.
A Neoenergia, concessionária responsável pela administração da Coelba, divulgou seu relatório de atividades de 2025 e apresentou um lucro líquido de R$ 5 bilhões durante o ano passado. A operação na Bahia é uma dos responsáveis pelos números, com os ganhos crescendo 8% em relação a 2024, alcançando R$ 1,95 bilhão.
Todavia, apesar do lucro registrado pela empresa espanhola, não há previsão da realização de nenhum pagamento para a renovação da concessão com a Coelba, prevista inicialmente para ser encerrada em 2027. No dia 6 de abril, o Ministério de Minas e Energia (MME) oficializou a aprovação da renovação do contrato por mais 30 anos, apesar de críticas ao serviço prestado ao estado.
A nova concessão à Neoenergia, inclusive, foi alvo de críticas pelos deputados da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Um relatório elaborado pelos parlamentares havia sugerido a não renovação do contrato e a abertura de um novo processo licitatório. O documento apontou problemas estruturais na atuação da concessionária no estado.
Entre os pontos destacados estão interrupções frequentes no fornecimento de energia, elevado número de reclamações de consumidores, mais de 44 mil ações judiciais contra a empresa, dificuldades no atendimento a regiões produtivas e aumento nas tarifas nos últimos anos.
Em 2023, a Coelba acumulou 689 reclamações fundamentadas, aquelas com evidente infração às leis que regem as relações de consumo, liderando as queixas na Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon). No ano seguinte, ela ocupou o segundo lugar, registrando 1.753 queixas no Procon. As principais insatisfações correspondem à queda do serviço de energia.
No ano passado, a Justiça da Bahia determinou que a Neoenergia adotasse medidas imediatas para melhorar o fornecimento de energia elétrica na cidade de Belmonte. O município enfrentou interrupções frequentes, apagões e quedas de energia em qualquer hora do dia, inclusive em finais de semana e feriados.
Um caso mais recente envolve a cidade de Xique-Xique, a qual ficou com o serviço elétrico suspenso por cerca de 16 horas. A energia do município foi desativada às 2h do dia 1º de março e só foi normalizado por volta das 19h. Segundo informações da Coelba, a queda ocorreu devido a “uma falha no circuito do transformador da subseção do serviço”.
A COELBA
A Coelba foi privatizada em julho de 1997, com 65,4% do seu capital vendido por R$ 1,73 bilhão para o consórcio Guaraniana S/A, formado pela empresa espanhola Iberdrola, que é a controladora da Neoenergia, e pelo Banco do Brasil. No mesmo ano, o governo federal firmou o contrato de concessão de 30 anos da Coelba, na época, também sem estipular o valor.
O Bahia Notícias encontrou o contrato original com a Neonergia. No documento, a concessionária se comprometeu a utilizar tecnologia adequada e métodos operativos que garantissem níveis de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade e cortesia na prestação dos serviços. No contrato também há uma clásula permitindo uma renovação por 30 anos, a qual foi acionada.
Promessas estipuladas em contrato pela Neoenergia e clásula de renovação | Foto: Captura de tela
Em 2015, a Iberdrola vendeu sua participação na Coelba à Neonergia, fazendo com que a concessionária passasse a ter controle acionário de 96,3%, enquanto o Banco do Brasil ficou com 2,3% e os 1,4% restantes com outros acionistas.
Apesar da privatização, por se tratar de um serviço considerado essencial, a Constituição Federal prevê que a operação deve ocorrer por meio de concessão pública, com prazo de validade estipulado.
A decisão do Ministério de Minas e Energia de renovar por mais 30 anos a concessão da Neoenergia Coelba, controlada pelo grupo espanhol Iberdrola, voltou a gerar críticas e debates sobre a qualidade do serviço prestado à população baiana.
Relatório elaborado no âmbito da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) havia sugerido a não renovação do contrato e a abertura de um novo processo licitatório. O documento apontou problemas estruturais na atuação da concessionária no estado.
Entre os pontos destacados estão interrupções frequentes no fornecimento de energia, elevado número de reclamações de consumidores, mais de 44 mil ações judiciais contra a empresa, dificuldades no atendimento a regiões produtivas e aumento nas tarifas nos últimos anos.
A renovação sem nova licitação também é alvo de questionamentos no debate público, sob o argumento de que a ausência de concorrência pode limitar incentivos à melhoria dos serviços.
Além disso, há preocupações sobre os impactos da qualidade do fornecimento de energia em setores da economia baiana, como agricultura, comércio e indústria, que dependem de estabilidade no serviço para manter suas atividades.
Após a oficialização da medida, a Neoenergia Coelba terá prazo de até 60 dias para formalizar o novo contrato. Com isso, a concessão, que venceria em 2027, será estendida até 2057. O grupo prevê investimentos estimados em R$ 16 bilhões na rede elétrica do estado.
Ao comentar o tema, o deputado estadual Robinson Almeida (PT), coordenador da Subcomissão na Assembleia Legislativa que fiscaliza o contrato da Neoenergia Coelba, afirmou que é necessário reforçar os mecanismos de controle e acompanhamento do serviço.
“A Coelba foi testada e reprovada na distribuição de energia na Bahia. Há falhas recorrentes que impactam diretamente a vida das pessoas e o desenvolvimento econômico do estado”, disse.
O volume de água do açude Brumado hoje, dia 25/03/2026 é de 60.147.806 m³, cota 1.020,36 m, que equivale a 60,54% de sua capacidade. Em novembro de 2025 o reservatório registrava o volume de 20,9 milhões metros cúbicos (21%), portanto, neste período a recarga foi de 40 milhões de m³.