Volume de água é crítico em quatro barragens na Bahia; uma abastece Vitória da Conquista

A água em Vitória da Conquista é racionada desde 2012: três dias com fornecimento, três dias sem. O município é abastecido pela barragem de Água Fria II, que está em situação crítica, segundo levantamento do volume útil de água de reservatórios públicos da Bahia, divulgado semanalmente pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). De acordo com os dados da edição do último 27 de setembro, das 16 principais barragens localizadas na Bahia, acompanhadas pela Secretaria Estadual de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (Sihs), quatro estão em situação crítica, Água Fria II é uma delas. Outras quatro estão em alerta e as oito restantes se encontram em situação normal.

Segundo o diretor de segurança hídrica da Sihs, Marcelo Abreu, estes reservatórios são os ‘principais’, por causa do abastecimento humano e produção agrícola. Daqueles em estado crítico, Água Fria II, Joanes I e II são estaduais, operados pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), e Sobradinho é federal, operado pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). Sobradinho foi alvo de comentário recente do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, por causa da possível redução da água e com o volume morto sendo alcançado até o final deste ano. Está prevista uma redução da vazão de 800 m³/s para 700 m³/s. Segundo o diretor de revitalização de bacias hidrográficas da Sihs, José Olímpio de Morais, a classificação da situação como crítica é definida, sobretudo, pelo volume útil de água existente e pelos usos a que a barragem se destina, especialmente o abastecimento humano.

Morais e Abreu detalharam a situação das 16 barragens. Em Água Fria II, a situação ‘só vive crítica’, por causa do tamanho: pequeno para abastecer moradores de Conquista. Como solução, a aposta é a construção da barragem de Catolé, no rio de mesmo nome. A obra, segundo a Embasa, aguarda avaliação do Ministério das Cidades e liberação de recursos. No entanto, levará três anos para ficar pronta. A solução encontrada pelo estado foi implantar sistema de bombeamento emergencial, que retira água do rio Catolé e segue para Água Fria. No entanto, o problema não foi resolvido. Gastou-se ainda R$ 80 mil para aumentar a barragem para receber água de Catolé e instalaram mais uma bomba. Em Conquista, o racionamento ocorreu em 2012 e 2013. Este ano, foi iniciado em 23 de maio e, segundo a Embasa, prosseguirá pelo menos até a chegada da chuva na região, prevista para meados de novembro. 

 

Fonte - Sertão Hoje


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