A pesquisa feita pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), divulgada nesta quarta-feira (8), aponta que o número de pessoas no país que passam fome aumentou.
Segundo o levantamento, no fim de 2020, 19,1 milhões de brasileiros não tinham o que comer e em 2022, são 33,1 milhões. O estudo faz parte do O 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil e reuniu dados entre novembro de 2021 e abril de 2022, com 12.745 domicílios visitados, em áreas urbanas e rurais de 577 municípios, entre os 26 estados e Distrito Federal. O levantamento mostrou que 41,3% das casas se encontravam dentro do patamar de segurança alimentar, enquanto em 28% havia incerteza em relação ao acesso aos alimentos.
Ainda de acordo com a pesquisa, a restrição quantitativa aos alimentos existia em 30,1% dos domicílios. Desses, 15,5% convivem em insegurança alimentar grave. Em termos absolutos, significa dizer que 125,2 milhões de brasileiros sofrem com a insegurança alimentar, enquanto mais de 33 milhões vivem em situação de fome.
A maior parte das pessoas nesta situação vivem na região norte (25,7%) e nordeste (21%). 43% das famílias que passam fome vivem com renda per capita de até 1/4 do salário mínimo. A insegurança familiar grave atinge mais as casas que têm como chefes mulheres ou pessoas de cor preta ou parda.
A Bahia é o unico estado do Brasil, até o mês abril, com tempo médio de abertura de empresas de 2 dias e 15 horas, o menor tempo já registrado pelo estado desde o início da apuração. "Com o objetivo de tornar o ambiente de negócios do país mais atrativo, a Receita Federal do Brasil divulga mensalmente estatísticas com o tempo médio de abertura de empresas em todos os Estados", apontou a Junta comercial da Bahia.
O órgão indicou que a marca só foi possível em razão dos esforços da Juceb para desburocratizar e agilizar a legalização de negócios através da Redesim, projeto que busca integrar em uma plataforma digital única todos os sistemas utilizados pelos diversos órgãos responsáveis pela emissão de inscrições, alvarás e licenças necessários para o funcionamento regular das empresas.
Com as ações adotadas pela nova gestão da Junta Comercial, como o estreitamento da relação com municípios estratégicos, que possuem alta representatividade na economia do Estado, e atualização de procedimentos internos do órgão também contribuíram para que esse resultado fosse atingido.
"Vale destacar que as estatísticas divulgadas pela Receita Federal medem apenas o tempo das etapas de formalização dos negócios até a emissão do CNPJ, sem considerar que, para a empresa funcionar, são necessários outros documentos, tais como inscrição municipal, inscrição estadual e alvará de funcionamento. Apenas no exercício de 2021, mais de 37.827 empresas foram registradas na Bahia, todas elas através dos sistemas da Juceb. Em 2022, este número já atinge, aproximadamente 16.175 empresas abertas, um aumento de 7,2% em relação ao mesmo período do ano passado", indicou.
Buscando facilitar ainda mais a vida dos empresários, outras inovações têm sido disponibilizadas para aqueles que decidem empreender em nosso Estado, a exemplo do Balcão Único, sistema criado para permitir a formalização de negócios em menos de 2 horas, através do preenchimento de um formulário eletrônico, que reduz o número de procedimentos percorridos pelo empresário. A Bahia foi o primeiro Estado a disponibilizar o Balcão Único para todos os seus 417 municípios.
Outras ferramentas tecnológicas já estão disponíveis para os cidadãos baianos, como o Processo Automático de Constituição de Empresas, que dispensa qualquer análise humana no registro do contrato social, e um aplicativo para smartphones de consulta e acompanhamento de processos.
Para o futuro, outros projetos estão em andamento que visam desburocratizar ainda mais a legalização de empresas sediadas em território baiano.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, assinou, nesta segunda-feira (6), acordo com representantes de diversas religiões para a promoção da paz e tolerância nas eleições.
No evento, estavam reunidas lideranças católicas, evangélicas, espíritas, judaicas, islâmicas, budistas e de religiões de matriz africana. Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o pastor Silas Malafaia criticaram o encontro.
De acordo com o que divulgou o Portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, no termo assinado nesta segunda-feira, os representantes se comprometeram a promover ações de conscientização sobre a tolerância política e exclusão da violência durante pregações, sermões, homilia ou em declarações públicas. A parceria não tem prazo de vigência pré-determinado.
Em seu discurso, Fachin ressaltou o papel cumprido pela religião na difusão de “preceitos éticos e dos altos valores entre as pessoas”.
“Hoje, com o auxílio formoso das luzes desses homens e mulheres de brio, damos início a uma importantíssima reflexão coletiva, convictos de que a promoção da paz e da tolerância manterá a democracia em seu prumo, para que prossigamos como irmãs e irmãos, pesem as discordâncias políticas, sob os signos da brandura e da temperança.”
Ele afirmou que o acordo tem como objetivo a “divulgação dos ideais de respeito, solidariedade e harmonia social como forma de debelar a perspectiva de conflitos durante e após a revelação da vontade popular no contexto das eleições de 2022”.
“Defender a natureza pacífica das eleições é defender o direito à opinião e assegurar que a classe política não se furte ao julgamento das pessoas comuns. Defender a democracia é negar a cólera, é fugir das armadilhas retóricas, é fiar-se no valor da verdade e na fundamentalidade das instituições públicas, e especialmente na sacralidade do viver em comunhão”, destacou o ministro.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) opinou nesta segunda-feira (6) contra um pedido para que Jair Bolsonaro (PL) seja investigado por um de seus recentes ataques às urnas eletrônicas.
Em uma solenidade no Palácio do Planalto realizada no final de abril, o presidente questionou a confiabilidade do sistema eletrônico de votação e afirmou que a apuração é feita em uma "sala secreta do TSE [Tribunal Superior Eleitoral]".
"Dá para acreditar nisso? Sala secreta, onde meia dúzia de técnicos diz que 'quem ganhou foi esse'. Uma sugestão é que neste mesmo duto seja feita uma ramificação, um pouco à direita, porque temos um computador também das Forças Armadas para contar os votos", disse.
Bolsonaro defendeu a atuação das Forças Armadas no processo eleitoral. Elas ficariam encarregadas de checar a contagem dos votos realizada pela Justiça Eleitoral.
Em julho de 2021, após ataque do presidente ao sistema eleitoral, o TSE disse não existir apuração em "sala secreta". "Em verdade, a apuração dos resultados é feita automaticamente pela urna eletrônica logo após o encerramento da votação."?
O pedido de apuração foi apresentado ao Supremo Tribunal Federal pelo deputado federal Professor Israel Batista (PSB-DF). O caso está sob a responsabilidade da ministra Rosa Weber.
Responsável por analisar o pedido de investigação enviado ao Supremo, a vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, afirmou que os comentários feitos pelo presidente "estão amparadas pelo princípio da liberdade de expressão", previsto na Constituição Federal.
"[Os comentários] não sendo penalmente sancionáveis", disse a representante da PGR.
"As falas presidenciais não constituem mais do que atos característicos de meras críticas ou opiniões sobre o processo eleitoral brasileiro e a necessidade, na ótica do chefe do Poder Executivo da União, de aperfeiçoamento do sistema eletrônico de votação."
Lindôra afirmou que, respeitado posicionamento do próprio STF, os "discursos ideológicos do presidente da República estão escudados" pela liberdade de expressão.
"A penalização de expressão não é a via adequada para a reação aos conteúdos dos quais se discorda", disse a procuradora-geral, destacando que para o enquadramento penal é preciso ir "muito além do impulso da discordância e da reprovabilidade".
Uma delegação de lideranças indígenas da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) vai viajar para a França e Bélgica nesta terça-feira (7) para encontrar parlamentares e denunciar o desmatamento no Brasil.
A primeira parada da viagem será em Paris, onde a primeira audiência do caso Casino está prevista para ocorrer na quinta-feira (9).
Uma coalizão de grupos indígenas brasileiros e colombianos e de entidades ambientais francesas e americanas está processando o grupo de varejo francês Casino —dono do Pão de Açúcar (GPA), no Brasil, e do Éxito, na Colômbia— por danos ambientais e violação de direitos humanos ligados ao desmatamento na Amazônia, ao comprar carne fornecida pela JBS.
A Casino afirma que não vende carne brasileira na França e não comenta processos judiciais em andamento. A companhia diz, porém, que a subsidiária do Brasil "possui uma política sistemática e rigorosa de controle da origem da carne bovina entregue por seus fornecedores".
Entre os participantes da comitiva estão os coordenadores da Apib Dinamam Tuxá, Eunice Kerexu e Kretã Kaingang, além de lideranças como Edilena Krikati. Eles vão realizar um ato na capital francesa.
No domingo (12), o grupo segue para Bruxelas para se reunir com uma comissão do Parlamento Europeu. Eles vão debater a proposta de proibição de produtos do agronegócio que consideram ligados ao desmatamento e à degradação florestal.
Se aprovada, a lei afetaria algumas das commodities mais exportadas pelo Brasil, como soja e carne bovina.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou que está em diálogo com o Congresso para zerar o imposto federal dos combustíveis, além de ressarcir os estados que zerarem os impostos de alguns produtos. Bolsonaro se reuniu, nesta segunda-feira (6), com a equipe econômica do governo, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP) e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD).
"Terminamos uma reunião, nossos ministros, com Arthur Lira e Rodrigo Pacheco. Falamos da participação do governo para a economia. Para que a economia fluísse e não estagnação. A Câmara aprovou o projeto de lei complementar, que está no Senado. Fala da redução de impostos para a essencialidade. Os combustíveis, energia elétrica, comunicação e transportes. Fixa em 17% o icms, esperamos que haja um acordo no Senado para aprovação", apontou Bolsonaro.
Além disso, Bolsonaro apontou que o governo resolveu avançar na diminuição da carga de impostos. "No tocante ao diesel já zeramos o imposto federal. Estamos propondo os 17% que fica para eles, nós, o governo, vamos zerar o ICMS do diesel e pagaríamos aos governadores o que deixavam de arrecadar. No gás de cozinha, zeramos desde o ano passado, os governadores também nos ressarciremos. A gasolina e o etanol, o governo federal resolveu zerar o imposto federal. Essas propostas foram colocadas, elas foram levadas para os deputados. Em havendo entendimento, se aprovando e se promulgando de forma rápida, isso começaria a valer imediatamente", indicou.
"Redução de impostos. É o que nós estamos fazendo. Transferimos recursos para estados. Trata-se de uma transferência extraordinária de recursos, com o aumento de arrecadação para a população. Todas as economias do mundo estão fazendo isso. Nosso governo de novo está na frente", comentou o ministro da economia Paulo Guedes.
Chegou a hora de colocar a camisa xadrez, colocar a canjica no fogo e preparar o quentão. Depois de dois anos de restrições sanitárias, os brasileiros finalmente vão matar a saudade de curtir a temporada de Festas Juninas.
Mas não é só o "olha a cobra" da quadrilha que está assustando o pessoal. Os pratos típicos do São João subiram mais do que a média da inflação deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Os ingredientes das comidas e das bebidas aumentaram 13,12% nos últimos 12 meses, enquanto a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Getulio Vargas (FGV), ficou em 12.27% no mesmo período.
Um levantamento feito pelo economista da FGV Matheus Peçanha a pedido do jornal extra mostrou qausi alimentos devem pesar mais no orçamentos das famílias. O milho, estrela do cardápio, é um deles.
"O Brasil tem vivido choques climáticos sucessivos praticamente desde 2020. Nesse último choque, chuvas torrenciais nos meses de verão impactaram quase todas as culturas de hortifrutis", explicou o economista ao jornal.
O milho de pipoca ficou 20,95% mais caro. Já o leite longa vida subiu 18,03% e a farinha de trigo 16,78%. Madioca, fubá, ovos, batata-doce, queijo minas, leite condensado e linguiça foram outros produtos que registraram uma alta de mais de 10%.
Considerando 27 itens alimentícios da cesta do Índice de Preços ao Consumidor (IPC/FGV), pelo menos 12 itens subiram acima da inflação. Apenas o leite de coco e o arroz ficaram mais baratos durante o último ano.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou no Diário Oficial da União uma portaria determinando o retorno dos servidores ao trabalho presencial a partir desta segunda-feira (6).
A medida se aplica aos servidores, empregados públicos, contratados temporários e estagiários do órgão que estavam em trabalho remoto em razão da emergência de saúde pública decorrente da pandemia de covid-19.
A portaria também dispensou o uso de máscara de proteção facial nas unidades do INSS. O texto diz que os servidores deverão seguir as regras de proteção individual obrigatória, isolamento, quarentena e outras condições de funcionamento estabelecidas pelos estados, Distrito Federal e municípios.
Suspenso em 2020 em razão da pandemia, o retorno às atividades presenciais do órgão vem ocorrendo gradualmente desde o ano passado mediante agendamento prévio.
Em março, o INSS já havia publicado outra portaria, desta vez, dispensando a necessidade de agendamento prévio para atendimento nas agências. Na ocasião, além dos pedidos já agendados, as agências retomaram também o chamado atendimento espontâneo, realizado na triagem, no autoatendimento orientado ou em guichê específico para informação, sem necessidade de prévio agendamento.
Além do INSS, outros órgãos da administração federal, a exemplo da Receita Federal, também retomaram as atividades presenciais nesta segunda-feira. O retorno faz parte de uma decisão do governo federal de retomada das atividades presenciais dos servidores e empregados públicos que atuam na administração pública.
O Ministério Público da Bahia ajuizou uma ação civil pública nesta quinta-feira (2) para impedir a realização da XVI Festa da Banana, prevista para acontecer entre os dias 4 e 13 de junho na cidade de Teolândia, região sul do estado.
Na ação, a promotora de Justiça Rita de Cássia Pires Bezerra Cavalcanti solicita à Justiça que proíba, em decisão liminar, o Município de realizar repasses a 11 produtoras de eventos já contratadas e a 28 atrações artísticas anunciadas na programação da festa.
Além disso, pede a proibição às empresas e artistas já contratados ou anunciados de promoverem e realizarem shows artísticos no período.
Cinco atrações chegam ou superam a cifra de R$ 100 mil: Gusttavo Lima (R$ 704 mil), Unha Pintada (R$ 170 mil), Adelmário Coelho (R$ 120 mil), Marcynho Sensação (R$ 110 mil) e Kevy Jonny e Banda (R$ 100 mil).
Segundo o documento, considerando os extratos contratuais localizados no Diário Oficial do Município e estimativa de custo para atrações anunciadas, as despesas para realização da festividade ultrapassariam R$ 2 milhões.
Rita de Cássia Pires ressaltou ainda que as despesas para o evento seriam superiores a 40% de todo o gasto com saúde realizado em Teolândia em todo o ano de 2021.
“Não se mostra possível que o mesmo município que informou necessitar de ajuda e recursos para salvaguardar a sua população de catástrofe natural, mesmo vivenciando um estado de calamidade televisionado para o Brasil inteiro, anuncie, em poucos meses, a contratação de artistas com cachês incompatíveis com as dimensões, arrecadações, necessidades de primeira monta e saúde financeira do município”, afirmou a promotora.
A realização do evento com a presença do cantor Gusttavo Lima seria a realização de um sonho da prefeita do município, Maria Baitinga de Santana
O sistema ‘Alerta Celular’, criado em maio do ano passado já conta com 32 mil cadastro de acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). A ferramenta visa facilitar a recuperação dos aparelhos roubados através de um banco de dados que agiliza na identificação de celulares recuperados em ações policiais.
Para utilizar a ferramenta o cidadão só precisa entrar no site do Alerta Celular e preencher os dados pessoais. “Após a inserção das informações individuais, o cidadão deve inserir o IMEI do aparelho que deseja registrar. O IMEI pode ser encontrado na nota fiscal de compra do bem ou discando *#06# no teclado do próprio celular”, explica a Major Érica Patrícia Silva, comandante da 12ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM).
Com o cadastro realizado, caso o aparelho seja alvo de criminosos, o proprietário pode entrar no site e ativar o alerta. Após esse passo, a vítima deve registrar o boletim de ocorrência na Delegacia Digital (nos casos de crimes sem violência física) ou em qualquer unidade da Polícia Civil e aguardar. O proprietário tem 48 horas para, após acionar o sistema de alerta no site, registrar o BO. Caso não conclua esse processo, o alerta é cancelado.
“O portal permite que os policiais tenham um banco de dados para verificar se os aparelhos apreendidos nas abordagens estão cadastrados na página como fruto de roubo ou furto. Se confirmado de que se trata de um equipamento de origem ilícita, ele é apreendido, encaminhado à delegacia e o dono é localizado”, concluiu a major Érica.
O projeto de Irrigação do Baixio do Irecê foi vendido nesta quarta-feira (1), por R$ 82,7 milhões, no primeiro leilão de irrigação do Brasil, que aconteceu na B3, em São Paulo. Localizado na região do Médio São Francisco, nos municípios de Xique-Xique e Itaguaçu, o perímetro abrange 105 mil hectares, sendo que 48 mil são de área irrigada.
O lance vencedor foi o BRLT 2010 Fundo de Investimentos Multiestratégia Investimento no Exterior, o único proponente da licitação. Com arremate de R$ 83.195.516,01, a proposta ganhadora teve ágio de 0,57%. A nova concessionária passa a administrar as etapas 3 a 9 do projeto, que contém 31,423 mil hectares da área irrigável.
“A perspectiva que temos a partir desse leilão é muito positiva para estimular o desenvolvimento da região do Baixio de Irecê. A partir de agora, estaremos construindo o maior perímetro público de irrigação da América Latina. Além disso, haverá um acréscimo de 10% na área total irrigada no estado da Bahia. Uma ação desse porte, com esse volume de investimentos, vai promover melhorias na qualidade de vida da população e estimular o crescimento econômico e social da região”, comentou Daniel Ferreira, ministro do Desenvolvimento Regional.
Segundo a CNN, a previsão de investimento inicial é de R$ 1,1 bilhão em até 35 anos, com a projeção de beneficiar mais de 250 mil pessoas e gerar cerca de 180 mil novos empregos.
“Para a B3 é um orgulho poder contribuir com o desenvolvimento de diferentes regiões com infraestrutura e modernização. Prestamos esse serviço há mais de 30 anos e vemos o quanto o trabalho conjunto entre estado e iniciativa privada em benefício da população pode trazer maior qualidade e amplitude no fornecimento de serviços essenciais”, comentou Rogério Santana, diretor de Relacionamento com Clientes da B3.
A Barragem Luiz Vieira, em Rio de Contas, sangrou por 140 dias, interrompido dia 29/05. Desde 08 de janeiro o reservatório atingiu sua capacidade máxima de 99.351.557 m³, fato nunca antes registrado desde sua fundação na década de 80.
A partir de hoje (1º), a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) passa a ser emitida em novo formato. De acordo com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o documento ficará “mais moderno” e, cumprindo determinações legais, possibilitará o uso do nome social e da filiação afetiva do condutor que assim desejar.
Foi também incorporado um código internacional utilizado nos passaportes, que permite ao condutor embarcar em terminais de autoatendimento nos aeroportos brasileiros. Como terá informações impressas em inglês e francês, além do português, o documento facilitará o uso em outros países.
As mudanças estavam previstas desde dezembro de 2021, quando o Conselho Nacional de Trânsito publicou a Resolução nº 886, que regulamenta especificações, produção e expedição da CNH.
A substituição da CNH não é obrigatória. Ela será implementada de forma gradual para novas habilitações, na medida em que os condutores venham a renovar ou emitir a segunda via do documento.
Conforme previsto na resolução - que detalha os itens de segurança que passarão a ser adotados e apresenta como será o visual do documento -, a nova versão da carteira trará uma tabela para identificar os tipos de veículos que o condutor está apto a conduzir, bem como informações sobre o exercício de atividade remunerada do motorista e possíveis restrições médicas.
A nova CNH adotará nova cor. Além do verde, terá também o amarelo e novos elementos gráficos para dificultar a falsificação e fraudes. O documento terá um QR Code e poderá ser expedido nos formatos físico, digital ou ambos.
O prazo para as federações partidárias obterem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ficarem aptas a concorrer nas eleições deste ano encerra-se nesta terça-feira (31).
Até o momento, o TSE homologou a formação de três federações partidárias. Isso quer que elas cumpriram os requisitos formais exigidos na Lei 14.208/2021, que criou o novo instituto, segundo a Agência Brasil.
Um dos requisitos é que a união das siglas, bem como um programa conjunto e uma diretoria em comum, tenham sido aprovados pelo órgão de deliberação nacional de cada uma das agremiações envolvidas.
A primeira federação aprovada pelo TSE chama-se Brasil da Esperança e reúne PT, PCdoB e PV. A Brasil da Esperança será presidida Gleisi Hoffmann, atual presidente do PT. A primeira e a segunda vice-presidências ficam com Luciana Genro, presidente do PCdoB, e José Luís Penna, presidente do PV.
Outra federação, que reunirá PSOL e Rede, será presidida por Guilherme Boulos, atual chefe do PSOL, e terá como vice-presidente Heloísa Helena, que comanda a Rede.
Completa a lista a federação formada por PSDB e Cidadania, que será chefiada pelo presidente tucano Bruno Araújo, tendo como vice Roberto Freire, presidente do Cidadania.
Agora, esses partidos devem ficar unidos por quatro anos, agindo como bancada única no Congresso Nacional, por exemplo. A aliança deve ser respeitada também pelos diretórios regionais.
O ingresso em uma federação ajuda ainda as siglas menores a superar a cláusula de barreira, mantendo assim verbas do Fundo Partidário e o acesso a cargos de liderança. Isso ocorre porque os votos nas eleições proporcionais, para deputado federal e estadual, são contabilizados de forma única para toda a federação.
A oferta de feijão-carioca, o tipo preferido do consumidor brasileiro, está menor em 2022, e os preços, mais altos. Com isso, o setor produtor já vê uma migração do consumo para outras variações, principalmente para o feijão preto.
A relação de preço entre os dois tipos mais consumidos já mudou. Tradicionalmente, o feijão-preto custa cerca de 85% do feijão-carioca. Agora, esta variando entre 60% e 70%, diz Marcelo Lüder, presidente do Ibrafe (Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses).
Para ele, o brasileiro vai ter que "desapegar" da preferência --o setor produtor calcula que o carioca ocupe 60% do consumo no país. Enquanto esse tipo está custando acima de R$ 10, o preto ainda pode ser achado no varejo por R$ 6 ou R$ 7 no pacote de 1 quilo.
O momento de preços elevados pega o consumidor já apertado pela alta generalizada de preços -a inflação acumulada até abril, de 12,13%, é a maior desde outubro de 2003.
A prévia da inflação oficial de maio, o IPCA-15 calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra que o feijão-carioca já subiu 14,58% apenas de janeiro a maio deste ano. Em 12 meses, a leguminosa acumula alta de 21,5%.
Para Lüder, não vai chegar a faltar feijão-carioca para o consumidor, mas o produto estará mais caro, o que obrigatoriamente aumentará o consumo de outros tipos.
O consumidor que não abre mão do tipo carioca deve perceber um alívio nos preços em agosto e setembro. A janela de abastecimento virá do escoamento da terceira e última safra do ano.
A folga, porém, não deve durar muito. A terceira safra do ciclo 2021/2022 chega com a menor área plantada dos últimos dez anos e respondendo principalmente pelo grão cultivado sob irrigação. Nesse modelo mais controlado de plantio, a produtividade cresce e qualidade do grão também, mas os custos subiram, puxado principalmente pelo custo da energia elétrica.
Passada a janela da terceira safra, os preços devem seguir rumo a novos picos a partir de outubro.
O descompasso entre oferta e demanda fez os preços no atacado baterem recordes em plena safra -a associação dos produtores calcula que cerca de 80% da segunda leva esteja colhida.
Na semana passada, a saca de 60 quilos feijão-carioca bateu R$ 490 em Mato Grosso. No mesmo período, o feijão-preto custava R$ 225 no Paraná, principal estado produtor. Há um ano, o primeiro chegava a ser vendido por menos de R$ 300.
A redução da oferta de feijão-carioca vem da combinação de perdas -geadas intensas na região sul e estigagem em Goiás e Minas Gerais- com uma área plantada menor. Esse corte no volume de produção vem tanto da substituição por outros grãos com mercado garantido, como milho e soja, quanto da particularidade do mercado do feijão-carioca: ele só é consumido no Brasil.
Para quem produz, calibrar a produção à demanda é sempre um fator de risco. Se a área plantada cresce demais e o mercado interno não absorve, não há para quem vender. Agora, momento que haveria espaço para escoar mais produto internamente, também não há de quem comprar.
Com outros tipos, como o preto, o fradinho e o vermelho, diz Lüder, o produtor tem mais segurança de ter mercado consumidor fora do país, se houver descasamento dos dois polos -o quanto se produz e o quanto se consome.
O feijão-preto, por exemplo, mesmo que haja redução na produção, pode ser importado da Argentina. Entre janeiro e abril de 2022, 20 mil toneladas do grão foram compradas do país vizinho. No ano passado, no mesmo período, foram 6.000 toneladas. De janeiro a dezembro de 2021, as importações de feijão-preto somaram 60 mil toneladas.
Para o dirigente do Ibrafe, o momento indica vantagens ao plantio do feijão-carioca para a primeira safra de 2023, que começa a ser colhida a partir do fim de dezembro. "Essa situação abre uma opção importante para o produtor, que é a possibilidade de plantio com boa remuneração na primiera safra do ano que vem", diz.
Lüder diz considerar que o momento mundial traz questões importantes de se discutir no mercado de feijões e pulse (como são chamados lentilha, grão-de-bico e ervilha), devido a utilização dessas leguminosas como substitutas das proteínas animais.
A troca tem sido feita, segundo ele, tanto pela alta de preço das carnes, quanto pelo aumento no número de adeptos do vegetarianismo.
"O feijão vem sendo a base do 'plant based' porque ele também demanda menos recursos naturais para ser produzido. São muitas as situações que apontam a possibilidade de a gente produzir mais."