O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) editou decreto, nesta sexta-feira (5), reajustando a classificação de famílias em situação de pobreza e extrema pobreza para beneficiários do Bolsa Família --que, a partir deste mês, passará a se chamar Auxílio Brasil.
O decreto altera um anterior de 2018 e passa a considerar famílias em situação de extrema pobreza aquelas com renda per capita mensal de até R$ 100 (antes, era de R$ 89); e aquelas com até R$ 200 são consideradas em situação de pobreza (antes, era R$ 178).
A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, deve ampliar o número de famílias atendidas pelo novo programa social do governo, Auxílio Brasil.
De acordo com a Secretaria Geral, do Palácio do Planalto, os valores serão considerados já para o pagamento no dia 17 de novembro do programa social.
O sucessor do Bolsa Família começa na esteira da crise econômica, e após mais de um ano de pagamento do auxílio emergencial durante a pandemia.
O governo confirmou também, na noite desta sexta-feira, que o valor médio do tíquete do benefício em novembro sairá de R$ 189 para R$ 217.
O reajuste é definitivo, e independe da aprovação da PEC dos Precatórios, cujo texto dá sinal verde para o governo pagar benefício de R$ 400.
Bolsonaro conta com a aprovação no Congresso da proposta, que muda o cálculo do teto de gastos e permite o pagamento do Auxílio Brasil maior.
A previsão do Palácio do Planalto é de já começar a pagar o benefício com o novo valor em dezembro, garantindo retroativo a novembro.
A proposta do governo é que o programa de transferência de renda com valor de R$ 400 dure até o final de 2022, ano eleitoral.
O reajuste pago já em novembro contempla as R$ 14,6 milhões de famílias que já recebem o Bolsa Família.
O Ministério da Cidadania quer zerar a fila do benefício, chegando a 17 milhões de famílias, mas para isso, precisa da aprovação da PEC no Congresso.
O decreto publicado na noite desta sexta-feira também muda os valores do benefício variável, pago a gestantes, nutrizes, crianças entre zero e doze anos ou adolescentes até quinze anos.
O pagamento se dá num acréscimo por beneficiário de R$ 49, com limite máximo de R$ 245 por família.
Pelas regras do decreto anterior, de 2018, o valor ia de R$ 41 a R$ 205.
No caso de famílias que tenham jovens estudantes de 16 a 17 anos, há ainda o benefício variável vinculado ao adolescente. Neste caso, o auxílio saltará de R$ 48 para R$ 57 por beneficiário, totalizando R$ 114 por família, no máximo (antes, era R$ 98).
Uma mulher morreu após ficar 42 dias internada após ser espancada pelo companheiro em Brumado, no Sertão Produtivo, Sudoeste baiano. O feminicídio ocorreu na tarde desta quarta-feira (3). Iraci do Carmo Santos, de 53 anos, foi agredida pelo companheiro, Samir dos Santos, de 30, no dia 22 de setembro. O homem desferiu socos e pontapés contra a mulher.
Segundo o 97 News, o crime ocorreu dentro da casa onde Iraci Santos morava, no Residencial Brisas 2. A vítima apresentava diversos hematomas na cabeça quando foi levada em estado grave para o Hospital Professor Magalhães Neto.
Ainda segundo informações, o acusado foi preso no mesmo dia do crime e segue detido na delegacia da cidade. Conforme a polícia, a vítima já tinha uma medida protetiva contra o agressor. Em maio deste ano, a mulher sofreu agressões por ter lido mensagens no celular do acusado.
A sustentabilidade é tema na COP 26, a 26ª Conferência das Nações Unidas para o Clima, em Glasgow, na Escócia. Entre os tópicos estão a produção de energia. No Brasil, a Bahia é líder em produção de energia eólica e esteve em segundo lugar na produção de energia solar em 2020, segundo dados do Ministério da Economia.
Líder desde 2018 em produção eólica no Brasil, a Bahia produziu em 2020, 16.765,32 GWh. Em segundo lugar está o Rio Grande do Norte com uma produção em 2020 de 16.099,28 GWh, seguido do Piauí com 6.353,83 GWh. Além da energia eólica, as principais energias renováveis são a energia solar e a energia hídrica.
Em energia solar, em 2020 a Bahia ficou em segundo lugar na produção brasileira. O estado registrou 1.979,16 GWh, atrás apenas de Minas Gerais que produziu 2.127,45 GWh. Completando o pódio entre os maiores produtores de energia solar no ano, ficou o estado de São Paulo com 1.310,88 GWh.
A expedição virtual de vinhos, Webserie Expedição Vinhos da Bahia, será lançada no youtube (@expediçãovinhosdabahia), neste domingo (7). A proposta pretende apresentar três zonas produtoras de vinho da Bahia, nos episódios serão apresentados destinos como Mucugê, Morro do Chapéu e Vale do São Francisco.
O projeto, uma produção da Batuka, é assinado por Bin e conta com a direção de Vinicius Simoni. No vídeo, produtores e enólogos apresentam o que faz de cada território um terroir único. Além disso personagens locais narram suas experiências com a nova realidade trazida pela produção de vinhos em suas cidades.
O objetivo do projeto é levar ao conhecimento dos consumidores de vinho, potenciais consumidores de vinho e enoturistas, o que pode ser explorado nessas regiões em termos de natureza, lazer, gastronomia e entretenimento, tudo aliado ao consumo do vinho.
A região de Mucugê será representada, em principio pela Vinícola Uvva, com sua nova e moderna estrutura. Morro do Chapéu estará presente por meio da Vinícola Vaz, trazendo uma produção mais artesanal e de elevada qualidade. Por fim a vanguardista região de Vale do São Francisco, onde a vinícola Miolo Terranova produz vinhos desde 2001.
Projeto aprovado no Congresso e já sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro muda todo o regramento de uma das leis mais utilizadas por promotores e procuradores na fiscalização de órgãos públicos pelo país. A Lei de Improbidade Administrativa, em vigor há quase 30 anos, passará a ter novas definições de irregularidades e parâmetros para sua aplicação.
A tramitação do projeto no Congresso foi farta em polêmica, a começar pelo papel de seu principal entusiasta, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Condenado em segunda instância por improbidade em Alagoas, ele deve se beneficiar da mudança nas regras e se livrar de acusações.
Em meio à pandemia, o projeto foi retirado em junho de uma comissão onde era discutido havia três anos e levado ao plenário da Câmara, onde foi aprovado com facilidade. No Senado, houve modificações, mas também passou com folga. A Câmara, por fim, votou versão final no último dia 6.
Para os críticos, a versão aprovada dificultará muito qualquer tipo de punição, ampliando a sensação de impunidade na sociedade.
Seus idealizadores, no entanto, afirmam que os ajustes são necessários para evitar um "apagão de canetas" —falta de interessados qualificados para ocupar funções públicas em razão da possibilidade de punições por má gestão.
Dizem que o texto antigo era pouco específico, com amplas possibilidades de interpretação, provocando insegurança jurídica.
Diferentemente do que ocorre na esfera penal, essa norma não prevê a possibilidade de prisão, mas sim de perda de função pública, suspensão de direitos políticos e de ressarcimento de prejuízos. Nesse tipo de processo, não há o foro especial, e todos os governantes são processados nas instâncias inferiores.
Entre as principais mudanças estão novos prazos de prescrição e a necessidade de se configurar o dolo.
Os defensores do projeto argumentam que ele tem trechos que endurecem a lei, como ao ampliar para 14 anos a suspensão dos direitos políticos.
DOLO X CULPA
A nova versão da lei estabelece que só há improbidade administrativa com dolo, ou seja, quando ficar provado que houve a intenção de cometer a irregularidade.
Anteriormente não havia essa distinção, e políticos reclamavam que havia o risco de processos com base nessa norma por eventual equívoco de gestão ou discordância do Ministério Público sobre a aplicação de recursos.
O voluntarismo de promotores e procuradores na proposição de ações sempre despertou críticas.
Em plenário, o relator do projeto, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), disse que medidas negligentes ou imprudentes, ainda que causem danos ao estado, não podem ser consideradas improbidade "pois falta o elemento da desonestidade".
Prefeitos argumentam que era preciso limitar a improbidade à má-fé, excluindo casos de erro administrativo, como forma de ampliar a segurança jurídica.
A Associação Nacional dos Procuradores da República afirma que a demonstração do dolo só ocorrerá por meio de um "esforço hercúleo ou desproporcional" do Ministério Público.
Há outras salvaguardas criadas para o administrador, como uma que afirma que a assessoria jurídica que avaliou a legalidade de um ato administrativo ficará obrigada a defendê-lo na Justiça, caso seja apresentada ação de improbidade.
DEFINIÇÕES MAIS RESTRITAS
O trecho da lei que lista práticas impróprias trouxe definições mais específicas. Anteriormente, ele dizia que configurava irregularidade "praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de competência", parte agora revogada.
O item "Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício" também foi eliminado.
Para os críticos da novidade, a nova formulação pode impedir punições com base nessa lei para irregularidades como tortura policial, assédio sexual ou rachadinha de salários de servidores no Legislativo.
A versão sancionada traz mais detalhes a irregularidades previstas, o que pode tornar as punições mais restritas. O item "negar publicidade aos atos oficiais" agora vem com o acréscimo "exceto em razão de sua imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do Estado ou de outras hipóteses instituídas em lei".
A Confederação Nacional dos Municípios defende que a eliminação da possibilidade de punição por ofensa a princípios evita "interpretações muito genéricas" na Justiça, o que ampliava a possibilidade de punição ao bom gestor.
Outra novidade do projeto aprovado é a restrição à perda de função pública. Pela nova regra, o afastamento só atinge o cargo que motivou a ação. Se um prefeito for condenado por fato ocorrido na época em que era secretário, por exemplo, ele não perde mais o posto.
NEPOTISMO
A nomeação de parentes para cargos públicos já vinha sendo considerada improbidade administrativa com base na jurisprudência construída pelos tribunais. Agora, a proibição desse tipo de prática foi incluída expressamente na legislação.
Porém um trecho do texto despertou dúvidas sobre seus efeitos na prática. Ele diz: "Não se configurará improbidade a mera nomeação ou indicação política por parte dos detentores de mandatos eletivos, sendo necessária a aferição de dolo com finalidade ilícita".
O promotor de Justiça no Rio de Janeiro Emerson Garcia, que pesquisa o tema da improbidade, diz que o dispositivo é mal redigido e deixa brechas.
"Pode atrair uma interpretação e exigir que o autor da ação [a Promotoria] demonstre que o objetivo daquela nomeação foi praticar um ato ilícito. Como demonstrar isso? É muito difícil."?
PRESCRIÇÃO
Um dos pontos mais polêmicos da nova legislação trata dos prazos para prescrição das ações. A lei traz prazos que podem ser muito curtos para a definição das ações, tendo em vista a quantidade de recursos possíveis ao alcance das defesas.
Antes, as ações prescreviam até cinco anos após o término do mandato ou do exercício da função pública. Agora, a prescrição ocorre oito anos após a ocorrência do fato ou, em caso de infração permanente, do dia em que a situação cessou.
Porém o prazo cai para quatro anos a partir do momento em que a ação foi ajuizada ou em que foi publicada a sentença ou acórdão de segunda instância.
Como exemplo, no caso do deputado Arthur Lira, a condenação por improbidade em primeira instância ocorreu em 2012 e a confirmação pelo Tribunal de Justiça, em 2016.
Passados cinco anos, ainda não houve decisão final nas instâncias superiores. Esse processo trata de irregularidades na Assembleia Legislativa de Alagoas na época em ele era deputado estadual.
O deputado Zarattini disse na Câmara que a medida era necessária para evitar que as ações se perpetuassem "de forma indefinida no tempo", de acordo com o princípio da duração razoável do processo estabelecido na Constituição.
PRAZO PARA INQUÉRITOS
A nova norma dá um prazo de um ano, prorrogável pelo mesmo período por mais uma vez, para o inquérito civil para apuração de ato de improbidade. Encerrado o prazo, a ação precisa ser proposta em até 30 dias. Anteriormente, não havia essa regra.
EMPRESAS PRIVADAS
A nova legislação traz uma série de dispositivos que na prática beneficiam empresas contratadas pelo poder público.
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Herman Benjamin afirmou que a nova legislação provoca uma "blindagem extremamente inteligente" a construtoras e concessionárias de serviços públicos.
A lei afirma, por exemplo, que caso haja fusão ou incorporação, a empresa sucessora só terá a obrigação de reparar danos até o limite do patrimônio transferido, não sendo aplicáveis as demais sanções decorrentes de fatos ocorridos antes da mudança societária.
Outro trecho afirma: "Na responsabilização da pessoa jurídica, deverão ser considerados os efeitos econômicos e sociais das sanções, de modo a viabilizar a manutenção de suas atividades".
Em caso de fraude em licitação, será preciso provar que houve "perda patrimonial efetiva" decorrente da irregularidade, o que não existia antes.
PROPOSIÇÃO DE AÇÕES
Anteriormente, o Ministério Público e outros órgãos, como a AGU (Advocacia-Geral da União) e as procuradorias municipais, podiam ajuizar ações de improbidade na Justiça.
Na Lava Jato, a Petrobras, vítima de esquema de corrupção envolvendo partidos e empreiteiras, também foi à Justiça buscar ressarcimento com base nessa lei.
A partir de agora, apenas o Ministério Público terá a prerrogativa de ajuizar ações. A mudança foi motivada por alegações de perseguição política contra ex-gestores nos municípios.
Os críticos do projeto consideram negativo principalmente impedir a União, por meio da AGU, de buscar reparação em casos de improbidade.
Os autores da lei argumentam que, como as punições envolvem a perda de direitos fundamentais dos acusados, como os direitos políticos, é necessário restringir a legitimidade ao Ministério Público.
O texto da nova lei dá o prazo de um ano para que procuradores e promotores manifestem se têm interesse no prosseguimento das ações ajuizadas anteriormente pela Fazenda Pública.
INDISPONIBILIDADE DE BENS
A legislação sancionada cria mais amarras para a decretação de indisponibilidade de bens de acusados, outra das alegadas causas do "apagão de canetas" citado por políticos.
Com o novo texto, os bens só poderão ser bloqueados para garantir o ressarcimento aos cofres públicos de determinada medida ilegal se ficar demonstrado o "perigo de dano irreparável" ou de risco ao resultado do processo.
Também há trecho que estabelece que as contas bancárias dos alvos só serão bloqueadas caso não se encontrem bens móveis e imóveis em geral.
Quando for condenado a ressarcimento, o juiz poderá autorizar o réu a parcelar a devolução em até 48 vezes.
CONSEQUÊNCIAS
Os efeitos da nova lei sob casos em andamento ainda não estão bem dimensionados. Como as alterações em muitos casos afrouxam as normas, réus irão pleitear benefícios do novo texto, ainda que já tenham sido condenados e estejam recorrendo.
Há temor de uma enxurrada de pedidos no Judiciário referentes aos casos já abertos.
"Teremos uma lei simbólica. O desmando vai crescer de tal maneira que a própria atuação do Ministério Público possivelmente vai ser apontada como causa da ineficiência do Estado no combate à corrupção. O Ministério Público muito dificilmente conseguirá tornar essa lei efetiva", diz Emerson Garcia.
Outra repercussão será sobre ações abertas contra partidos políticos, como as que tramitam em Curitiba em desdobramento da Lava Jato. A nova lei barra processos contra as legendas por improbidade.
As mudanças também vão exigir uma nova consolidação de entendimento dos tribunais a respeito de pontos dessa legislação.
A jurisprudência da versão anterior do texto, de 1992, foi gradualmente sendo construída a partir de decisões do STJ. Todo esse trabalho agora será revisto.
A Caixa anunciou que a loteria Quina vai contar com uma nova regra de distribuição da premiação, a partir do concurso de quarta-feira (3). A reserva de parte da arrecadação vai para os concursos de final 5, o que vai possibilitar a disponibilização de prêmios maiores com mais frequência.
O percentual para o prêmio principal será mantido em 35%, com exceção dos concursos de final 5, que além desse percentual, também passam a receber 15% da arrecadação de cada um dos concursos anteriores (finais de 0 a 4 e de 6 a 9). Já, para as apostas ganhadoras com 4, 3 ou 2 números, há redução.
Nesta terça-feira (2), feriado de Finados, não acontece o sorteio da Quina. Na segunda (1º), a Caixa também não realizou o concurso da loteria. Já na quarta o sorteio é retomado com o concurso 5.696. Mesmo dia em que a Mega-Sena sorteia R$ 65 milhões.
De acordo com a Caixa, a reserva de prêmio para alguns concursos regulares começou a ser utilizada pela Mega-Sena em 1996, criada em substituição à Sena. Na Mega há reserva de 22% do percentual destinado à premiação para os concursos de final 0 e 5. A regra também é adotada na Lotofácil (concursos de final 0); Timemania (0 e 5) e Loteca (0 e 5).
A Quina substituiu a antiga Loto em 1994 e atualmente é a terceira mais popular das Loterias Caixa, ficando atrás apenas da Mega-Sena e da Lotofácil em número de apostas.
Com sorteios diários de segunda-feira a sábado, a loteria sorteia cinco dezenas entre números de 1 a 80. A aposta simples de cinco dezenas custa R$ 2 e ganham prêmios os acertadores de 5, 4, 3 ou 2 números.
A maiores premiações da Quina ocorre concurso especial Quina de São João. Neste ano, oito apostas ganhadoras dividiram o prêmio de R$ 204,8 milhões.
Os ganhadores devem ficar atentos às datas. Os prêmios prescrevem após 90 dias da data do sorteio. Decorrido esse prazo, o valor é repassado ao FIES (Fundo de Financiamento ao Ensino Superior).
O volume da Barragem Luis Vieira, em Rio de Contas, registrado hoje (01) é de 58.720.150 m³, que equivale a 59,10% de sua capacidade. Os meses de novembro e dezembro prometem muitas chuvas para o município de Livramento de Nossa Senhora. Nos primeiros 15 dias deste mês, a previsão do tempo da Seagri indica cerca de 200 mm de chuva.
Os meses de novembro e dezembro prometem muitas chuvas para o município de Livramento de Nossa Senhora. Nos primeiros 15 dias deste mês, a previsão do tempo da Seagri indica cerca de 200 mm de chuva. Já no mês de dezembro, as chuvas prometem vir com maior volume, sobretudo no período de 15 a 31. Confira a previsão.
O salário mínimo em 2022 pode subir além do valor já divulgado pelo governo. A proposta anunciada em agosto, previa o mínimo em R$ 1.169, porém um alteração na projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) pode elevar o valor. As informações são do G1.
O secretário especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Esteves Colnago, informou nesta semana que a projeção para o INPC deste ano subiu de 8,4% para 9,1%. Com isso, se esse aumento previsto se confirmar e não houver mudança no cálculo, o valor subiria para R$ 1.200,1 no ano que vem. Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.100.
Na proposta de orçamento de 2022 enviada pelo governo ao Congresso, está prevista a correção do salário mínimo apenas pela inflação, com base na estimativa do INPC. Se isso for cumprido, não haverá "ganho real", ou seja, o poder de compra de quem recebe salário mínimo permanecerá inalterado.
A Embasa solicitou à Agência Reguladora de Saneamento Básico do Estado da Bahia (Agersa) o reajuste de 13,73% nas contas de água. A empresa justifica que os atuais valores estão defasados, uma vez que ainda são os mesmos que foram praticados em 2019.
Em 2020, a Agersa resolveu não reajustar a tarifa, argumentando que, por causa da pandemia, as famílias baianas estavam enfrentando dificuldades decorrentes da retração da atividade econômica.
Segundo a Embasa, o reajuste é uma adequação da tarifa à realidade, sendo necessária para manter a empresa funcionando dentro de parâmetros aceitáveis de qualidade, além de preservar sua capacidade de fazer novos investimentos.
Ainda de acordo com a empresa, a demanda pela água tratada e pelo esgotamento sanitário é sempre crescente e faz parte da função social da Embasa atender a essa necessidade da população, com a construção de novas adutoras, sistemas de abastecimento e estações de tratamento de esgoto em toda a Bahia.
Após as chuvas registradas nos últimos 15 dias, o volume da Barragem se manteve praticamente inalterado, registradando nesta terça-feira (26), a marca de 59,2 milhões de m3, que equivale a 59,58% de sua capacidade. A previsão do tempo indica chuvas volumosas nos meses de novembro e dezembro, o que pode elevar o nível do reservatório.
Após 11 reajustes no preço da gasolina somente em 2021, o litro do combustível é vendido a R$7,20 em Livramento de Nossa Senhora, um dos mais caros da Bahia. O etanol custa R$ 5,60 e o diesel R$5,55. O gás de cozinha também teve aumento abusivo neste ano, e já é comercializado a R$ 100,00. O consumidor ainda tem que pagar pelo aumento significativo na tarifa de energia elétrica. O pior é que a tendência de todos estes produtos é de alta, a pergunta é, até quando?
A Petrobras anunciou um reajuste nos preços de gasolina e diesel para distribuidoras nesta segunda-feira (25). A medida passa a valer a partir desta terça (26).
O preço médio de venda da gasolina A da Petrobras terá reajuste médio de R$ 0,21 por litro, passando de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro. Segundo a estatal, a mudança deve impactar uma alta de R$ 0,15 por litro nas bombas.
O cálculo considera a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina que é comercializada pelos postos.
No caso do diesel, o preço médio de venda para as distribuidoras passará de R$ 3,06 para R$ 3,34 por litro, com reajuste médio de R$ 0,28 por litro. Nas bombas, a diferença deve refletir em uma alta de R$ 0,24 por litro.
Os reajustes dos combutíveis haviam sido sinalizados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) neste domingo (24). O chefe do Executivo disse, ainda, que não vai interferir para evitar novos aumentos no preço do produto e sinalizou a intenção de privatizar a Petrobras, mas também criticou a “burocracia” para realizar a medida.
A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (SEAP) assinou o contrato para colocar o Complexo Penitenciário de Brumado em funcionamento. O equipamento tem capacidade para 531 detentos.
O custo da operacionalização da unidade penitenciária com a empresa escolhida por meio de uma licitaçaõ, o Consórcio PAM, foi de R$ R$ 53.019.739,26. O contrato tem duração de 30 meses, a contar da data da assinatura, que ocorreu na última quarta-feira (20).
A penitenciária está concluída desde novembro de 2016, mas ainda não foi inaugurado. A construção do presídio de Brumado custou R$ 21 milhões ao governo da Bahia.
No início do mês, a assistente administrativa Maria Nildes Nascimento, 42, abastaceu a despensa de casa com compra feita em atacado, no valor de R$ 800. Na última quinta-feira, quando falou com a reportagem de A TARDE, afirmou estar com a “geladeira vazia”, e precisando retornar ao mercado. O que antes dava para 30 dias, dura hoje apenas duas, três semanas, ela diz.
Com os preços dos alimentos nas alturas, Nildes conta que o jeito tem sido substituir itens. No lugar de carne bovina, por exemplo, empanados de frango (processado) e ovos. A carne contabiliza alta de 30,7% no acumulado do ano; o frango inteiro (25,9%), e ovos de galinha (14,2%), segundo o último Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Nildes é casada, e tem uma filha de 16. O marido, depois de oito meses desempregado, há cinco arranjou serviço como vendedor. Metade da fatura do cartão de crédito da família está sem ser paga, mas uma parte do vencimento como recepcionista em clínica médica Nildes reservou para “quando o gás acabar”. Em quase R$ 100, o botijão de gás tem o maior preço do século em relação ao salário mínimo.
O cenário de dificuldade é o mesmo na maioria dos lares da Grande Salvador, onde a inflação acumula alta de 9,5% nos 12 meses encerrados em setembro, segundo o IBGE, e pressiona o orçamento das famílias, que buscam “saídas”. O resultado é o endividamento de 72% das famílias, registra a Fecomércio na Bahia.
Moradora de São Gonçalo do Retiro, Nildes reforça a renda vendendo rifa. “Está tudo muito caro, estamos calculando, avaliando bastante na hora de comprar. A culpa é de quem? Tem a pandemia, muita gente sofrendo. Lá em casa, a gente está tendo de escolher qual conta pagar. Não tem mais churrasco, lazer”, conta.
“O óleo (de cozinha) está caro, feijão, mais de R$ 7 o quilo. E feijão não pode faltar, sem feijão meu marido não passa. E tem de ser gordo, com fato, mocotó, calabresa, carne seca. Mas agora estamos tendo de maneirar”, fala ela, que explica preferir comprar em atacados. “Os preços costumam ser melhores, tem mais promoção para levar em uma quantidade, pagando menos”.
Para o professor de economia e educador financeiro Edval Landulfo, neste “difícil momento da economia é importante ter o orçamento doméstico na ponta do lápis”. “É preciso entender, na real, quanto se tem de receita líquida, e ver onde enxugar. Porque o consumo de gás, energia, deslocamento, tudo vai precisar ser revisto. Você já deve prever aumento de 2%, 3% ao mês de tudo, devido ao frete”.
Sobre como economizar com o mercado, ele diz que algumas dicas são ficar atento ao “ganho real” com relação às ofertas, reduzir a quantidade de perecíveis, e comparar embalagens, ver qual vale mais a pena.
“É imprescindível ter uma lista prévia das compras, bem como fazer concessão, comprar por ordem de importância, e ir por áreas de consumo. Sempre que puder, substituir uma marca por outra mais em conta”.
O professor destaca o dado do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que aponta que, para atender as necessidades de um grupo familiar básico, o salário mínimo em setembro deveria ser R$ 5.657,66, contra R$ 1,1 mil. E diz que a crise atinge ainda mais em cheio pessoas de baixa renda, “que têm a questão do conceito”.
“Ou seja, a crença de que é preciso feijão, arroz, carne. A paralisação da exportação da carne bovina brasileira para a China ainda não representou a diminuição do preço no mercado interno, e o frango, um substituto direto, subiu 25%, puxado pela alta do milho, farelo de milho, energia, embalagem, frete. A substituição pelas famílias da proteína animal por ovo também teve impacto com o aumento de 14%”.
“Pode piorar”
A má notícia, porém, é que até a situação melhorar há espaço para piora, fala o economista com mestrado em desenvolvimento regional e urbano, Lucas Spínola. Como fator de instabilidade Spínola cita a aproximação de um ano eleitoral.
“A aproximação do processo eleitoral é sempre um momento de muita instabilidade, e não vejo consistência na condução da política econômica no Brasil. Vivemos uma eterna disputa entre os interesses reais do país e os planos eleitorais. Ainda há espaço para piora, pois as principais causas do processo inflacionário atual seguem incólumes”.
Ele diz que o caminho hoje é o da pesquisa de preço, lembrando que custos com o deslocamento devem ser considerados no total das despesas. “Procurar produtos que possam ter um custo menor, mas de modo que supram necessidades. Além de buscar novas alternativas de renda. É isso ou apertar ainda mais o cinto. Consumir o estritamente necessário, evitando gastos supérfluos, e buscar planejar gastos mais representativos”.