Veja quem consegue a aposentadoria por idade do INSS com 61 anos e meio em 2022

As mulheres que já completaram ou vão completar 61 anos e seis meses de idade até o final de 2022 conseguem a aposentadoria por idade do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) se tiverem ao menos 15 anos de contribuições previdenciárias.

Esse é o último ano em que as seguradas terão acesso ao benefício abaixo da idade mínima que vai valer a partir de 2023. No ano que vem, conforme as regras da reforma da Previdência, as trabalhadoras só terão a aposentadoria por idade a partir de 62 anos.
As normas das aposentadorias mudaram em novembro de 2019, com a publicação da emenda constitucional 103. Antes da reforma, as mulheres se aposentavam com 60 anos de idade e 15 anos de contribuições ao INSS.

Com a alteração, foi implantada a idade mínima de 62 anos para as novas seguradas, mas quem já estava no mercado de trabalho tem direito à regra de transição. A idade mínima aumentou seis meses a cada ano.

A regra de transição para a aposentadoria por idade das mulheres chega ao final neste ano. Para os homens, a reforma não alterou a idade mínima e eles seguem se aposentando aos 65 anos, caso tenham 15 anos de contribuição à Previdência.

Outra alteração trazida pela emenda constitucional 103 foi no cálculo do benefício, que está entre os que mais mudou. Houve duas mudanças significativas: na média salarial e no valor final da aposentadoria.
Antes da reforma, a média salarial era calculada levando-se em conta os 80% dos maiores salários do segurado de julho de 1994 até a data da aposentadoria. Sobre essa média, aplicava-se um percentual conforme o tipo de benefício.

Na aposentadoria por idade, o percentual aplicado era de 70% mais 1% a cada ano de contribuição. Como todos tinham que ter 15 anos de pagamentos ao INSS, a aposentadoria era calculada com o mínimo de 85% sobre a média do segurado. Com 30 anos de INSS, mulheres e homens se aposentavam com o benefício integral, ou seja, recebiam 100% de sua média salarial.

Como ficou o novo cálculo da aposentadoria por idade após a reforma Agora, após a reforma, o cálculo ficou diferente. Houve alteração na forma como se faz a conta da média salarial e também no percentual que se paga de aposentadoria aos segurados. Para calcular a média salarial hoje, levam-se em conta todos os salários do trabalhador, ou seja, os 20% menores também entram na conta, diminuindo a média sobre a qual será calculada a aposentadoria.

Sobre essa média salarial, aplica-se o percentual mínimo de 60% mais 2 % a cada ano que ultrapassar 15 anos, para as mulheres. No caso dos homens, o percentual extra é aplicado após 20 anos de pagamentos ao INSS.
Com isso, as mulheres, que antes se aposentavam aos 60 anos de idade com, no mínimo, 85% sobre a sua média salarial, hoje, se tiverem só 15 anos de INSS vão se aposentar com 60% de sua média salarial. Uma segurada com média salarial de R$ 2.000, por exemplo, receberia R$ 1.700 de aposentadoria antes da reforma. Hoje, com a mesma média salarial, receberá o salário mínimo de R$ 1.212.

VEJA O PERCENTUAL APLICADO NA APOSENTADORIA DA MULHER

Tempo de contribuição ao INSS - Percentual aplicado na aposentadoria

15 anos 60%

16 anos 62%
17 anos 64%

18 anos 66%

19 anos 68%

20 anos 70%

21 anos 72%

22 anos 74%

23 anos 76%

24 anos 78%

25 anos 80%

26 anos 82%

27 anos 84%

28 anos 86%

29 anos 88%

30 anos 90%

31 anos 92%

32 anos 94%

33 anos 96%

34 anos 98%

35 anos 100%

COMO SIMULAR O VALOR DO BENEFÍCIO E FAZER O PEDIDO

As seguradas que vão se aposentar podem fazer a simulação do valor do benefício pelo aplicativo ou site Meu INSS. É preciso ter senha de acesso, que pode ser gerada na hora. Além disso, para acessar, é necessário informar o CPF. No site do Meu INSS, na página inicial, vá em "Simular aposentadoria", do lado direito da tela.

Aparecerão as regras em que a segurada se encaixa e o valor do benefício. Se houver alguma diferença no que esperava receber, a trabalhadora deve reunir todos os documentos que tem consigo para fazer o pedido. Caso o INSS tenha registrado valores errados, a documentação fará com a falha seja corrigida.

Quem fez a simulação pode ir no botão ao fim da página e clicar em "Pedir aposentadoria". No caso de quem está entrando no aplicativo ou site, na página inicial, vá em "Novo pedido" e escolha "Aposentadorias e CTC e Pecúlio". Depois, clique em "Aposentadoria por idade urbana". Informe os dados e siga o passo a passo. Ao final, fotografe ou imprima o protocolo e encerre a solicitação.

O pedido pode ser acompanhado pelo aplicativo ou site Meu INSS. A documentação necessária pode ser enviada também pela internet. Quem preferir pode fazer a solicitação pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.

VEJA QUEM TEM DIREITO ADQUIRIDO AO BENEFÍCIO

Quem conseguir comprovar que completou as condições de se aposentar por idade com as regras anteriores à reforma da Previdência ainda pode fazer o pedido e ter o cálculo mais vantajoso.

Outro diferencial da aposentadoria por idade pré-reforma é que a média salarial será calculada com a retirada das 20% menores contribuições desde julho de 1994. Este descarte deixou de valer para quem se aposenta com as regras posteriores à reforma.
Para quem tem o chamado direito adquirido, os atrasados começam a contar desde a data em que é registrado o pedido da aposentadoria no INSS.

DONAS DE CASA E MEIS TAMBÉM TÊM APOSENTADORIA POR IDADE

A aposentadoria por idade também é o benefício a ser concedido para quem contribui ao INSS como MEI (Microempreendedor Individual), como autônomo, com a alíquota de contribuição de 11%, e para donas de casa de baixa renda, que contribuem com 5% do salário mínimo.

Nesses três casos, será concedida a aposentadoria no valor do salário mínimo (R$ 1.212 em 2022). O segurado que consegue a aposentadoria por idade está na lista dos que têm direito ao 13º do INSS.


Caixa libera consulta ao FGTS nesta sexta

A Caixa Econômica Federal libera, nesta sexta-feira (8), a consulta ao saque extraordinário de até R$ 1.000 do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O serviço estará disponível no aplicativo FGTS e no site www.fgts.caixa.gov.br.

Na consulta, o trabalhador poderá saber quanto terá direito de sacar no Fundo de Garantia, informar se não quer receber os valores liberados de forma extraordinária pelo governo, conferir os depósitos feitos pelo empregador e confirmar o calendário de pagamentos do dinheiro.
 

O aplicativo permite ter acesso a mais funcionalidades. Nele, será possível consultar o valor a ser creditado, a data de crédito na conta-poupança social digital, informar que não quer receber o crédito do valor, solicitar que o dinheiro creditado retorne para a conta FGTS e realizar alteração cadastral para criação da poupança.
 

Pelo site, o trabalhador poderá apenas consultar se tem direito ao saque extraordinário do FGTS e a data do crédito na poupança social digital que será aberta pela Caixa. O valor a ser pago será o saldo disponível na conta do FGTS na data do débito realizado pela Caixa, conforme o calendário de pagamento.


Governo anuncia fim da tarifa extra para consumidores de energia

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (6) o fim da bandeira de escassez hídrica, em vigor desde setembro do ano passado, e que gerava uma taxa extra na conta de energia elétrica de R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Com o fim da bandeira, não haverá mais cobrança de taxa extra na conta de luz. A medida entra em vigor a partir do dia 16 de abril, informou o presidente. A informação é da Agência Brasil.

"Bandeira verde para todos os consumidores de energia a partir de 16/04. A conta de luz terá redução de cerca de 20%", postou Bolsonaro nas redes sociais. Em seguida, o Ministério de Minas e Energia (MME) publicou uma nota oficial com o mesmo teor das postagens do presidente sobre o assunto.

A tarifa extra foi aprovada em meio à crise hidrológica que afetou o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas do país em 2021. As usinas são a principal fonte geradora de energia elétrica no país. De acordo com o governo federal, foi a pior seca em 91 anos.

"Em 2021, o Brasil enfrentou a pior seca já registrada na história. Para garantir a segurança no fornecimento de energia elétrica, o país utilizou todos os recursos disponíveis e o governo federal teve que tomar medidas excepcionais. Com o esforço dos órgãos do setor, o país conseguiu superar esse desafio, os reservatórios estão muito mais cheios que no ano passado e o risco de falta de energia foi totalmente afastado", diz a nota do MME, também reproduzida pelo presidente da República.


Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira prêmio de R$ 3 milhões

A Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (6) um prêmio de R$ 3 milhões na faixa principal.

As seis dezenas do concurso 2.469 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, na cidade de São Paulo (SP), com transmissão ao vivo pelas redes sociais das Loterias Caixa no Facebook e canal Caixa no YouTube.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas lojas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. A aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

Caso apenas um apostador ganhe o prêmio principal e aplique todo o valor na poupança, receberá R$ 17,9 mil de rendimento no primeiro mês.


Dólar cai pela 4ª vez seguida e vai abaixo de R$ 4,60

O dólar caía nos primeiros negócios desta terça-feira (5), estendendo uma sequência de perdas para um quarto pregão consecutivo e indo abaixo da barreira de R$ 4,60 em meio à percepção constante de ambiente doméstico atrativo para investimentos. Às 9h02 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,44%, a R$ 4,5870 na venda.

Na B3, às 9h02 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,19%, a R$ 4,6200.
A moeda norte-americana spot fechou a última sessão em queda de 1,27%, a R$ 4,6075 na venda, mínima para encerramento desde 4 de março de 2020 (R$ 4,5806)

Na véspera, o dólar mergulhou 1,22%, a R$ 4,6090, a menor cotação desde o fechamento a R$ 4,5810 no dia 4 de março de 2020. A moeda americana também se manteve no patamar anterior ao do início da pandemia de Covid-19, declarada pela Organização Mundial da Saúde em 11 março de 2020.

O índice de referência da Bolsa de Valores brasileira cedeu 0,24%, a 121.279 pontos, nesta segunda (4). A queda ocorreu após o indicador ter fechado o primeiro trimestre com cerca de 15% de ganho e atingido, na última sexta-feira (1º), a melhor pontuação em oito meses.

No mercado de commodities na manhã desta terça, o preço do barril do petróleo Brent subia 0,85%, a US$ 108,44. Investidores pesavam o impacto de eventuais novas sanções à Rússia após a acusação de que as tropas do país assassinaram dezenas de civis ucranianos.


Receita prorroga prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda 2022

A Receita Federal prorrogou o prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda 2022 para o dia 31 de maio. Antes, a data limite era até 29 de abril. A ampliação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (5).

Também foram prorrogados para maio os prazos relativos à declaração de Imposto de Renda de quem saiu do país e da declaração de espólio.

As restituições do Imposto de Renda começam a ser pagas no final do mês de maio e seguem até setembro, em cinco lotes de pagamento. Segundo a Receita Federal, a estimativa é que sejam entregues em 2022 cerca de 34,1 milhões de declarações.

É obrigado a declarar o IR 2022 quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2021. O Auxílio Emergencial é considerado rendimento tributável.


Gás consome 22% do orçamento de serviços básicos dos mais pobres

Os gastos com gás de cozinha vendido em botijões de 13 kg comprometem 22% do orçamento doméstico destinado a serviços públicos das famílias mais pobres do Brasil, o que inclui energia elétrica, água, esgoto, telefone e impostos. Para os mais ricos, a parcela é de 13%.

É o que diz o estudo realizado pela consultoria Kantar em 4.915 domicílios, em 2021, quando ainda não era possível sentir os efeitos do mega-aumento promovido pela Petrobras nos combustíveis. Segundo o levantamento, a elevação do preço do gás é especialmente crítica entre as classes mais baixas.
O estudo da Kantar mostra ainda que, entre 2020 e 2021, a parcela do orçamento gasta com gás de cozinha aumentou 25% para as famílias de classes D e E. Nas classes A e B, o mesmo gasto teve alta de 16%.

Para os mais pobres, o custeio do gás é o segundo maior gasto em serviços, empatado com água e esgotos e atrás apenas da energia elétrica, que, em 2021, correspondeu a 51% do orçamento de serviços nessas classes.

O estudo também mostra que, quando se consideram todas as classes sociais, o gás ocupa o terceiro lugar no orçamento dos serviços básicos das famílias, perdendo para água e luz. No entanto, entre 2020 e 2021, todas as classes viram crescer a parcela de custeio com o insumo.


Governo Federal derruba obrigatoriedade de uso de máscaras em locais fechados de trabalho

O Governo Federal publicou nesta sexta-feira (1º) uma portaria interministerial que desobriga o uso de máscara em ambientes fechados de trabalho.  A medida faz parte das ações da União para flexibilizar as restrições sanitárias diante da queda de casos e óbitos de Covid nas últimas semanas.

As novas regras, definidas pelos ministérios da Saúde e do Trabalho, dispensam o uso e também fornecimento de máscaras cirúrgicas ou de tecido em estados que não exigem o uso do equipamento de proteção em ambientes fechados.

A portaria estabelece distanciamento no local de trabalho, mantém prazo de afastamento de 10 dias caso seja confirmada infecção por Covid-19, permite teletrabalho para aqueles que estão em grupo de risco, como cardíacos, diabéticos e grávidas de alto risco.


Dólar cai para R$ 4,74 e atinge menor valor desde o início da pandemia

A migração de capitais externos para a América Latina e os juros altos fizeram o dólar cair pela oitava vez seguida e atingir o menor valor desde o início da pandemia de covid-19. A bolsa de valores alternou altas e baixas ao longo do dia, mas fechou com leves ganhos, próxima da estabilidade.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (25) vendido a R$ 4,747, com recuo de R$ 0,085 (-1,47%). A cotação operou em queda durante toda a sessão e fechou próxima da mínima do dia.

A moeda norte-americana está no menor valor desde 11 de março de 2020, quando tinha fechado a R$ 4,72. Naquele dia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tinha decretado a pandemia global de covid-19.

Apenas nesta semana, o dólar caiu 5,35%. A divisa acumula queda de 7,92% em março e de 14,86% em 2022.

No mercado de ações, o dia foi mais tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 119.081 pontos, com leve alta de 0,02%. O indicador iniciou o dia em alta, chegando a subir 0,56% nos primeiros minutos de negociação, mas perdeu força e alternou altas e quedas com o recuo de ações de empresas exportadoras de commodities (bens primários com cotação internacional). O Ibovespa continua no maior nível desde 1º de setembro do ano passado.

Dois fatores têm contribuído para a entrada de capitais no Brasil e na América Latina. O primeiro é a guerra entre Rússia e Ucrânia, que provocou o deslocamento de capitais do leste europeu para países latino-americanos. A alta das commodities provocada pelo conflito estimula a entrada de divisas em países exportadores de matérias-primas, como o Brasil. A cotação do barril de petróleo do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, subiu para US$ 120,65, com alta de 1,4%.

O segundo é a alta de juros no continente. No Brasil, a taxa Selic (juros básicos da economia) está em 11,75% ao ano, no maior nível desde abril de 2017. Juros mais altos tornam países emergentes mais atraentes para investidores estrangeiros.


Preço dos medicamentos deve subir 10,5% em abril

Farmacêuticos têm alertado seus clientes que o preço dos remédios deve subir em breve. Isso porque o órgão do governo responsável por definir o reajuste máximo dos medicamentos deve anunciar nos próximos dias uma alta que será de 10,5%.

O cálculo para atualizar os valores é feito uma vez por ano pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) e tem como base inflação acumulada em 12 meses até fevereiro no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que fechou em 10,54%. A Cmed também leva em conta outros três fatores (X, Y e Z), que analisam questões como a produtividade, a competitividade e o aumento de custos específicos para o setor farmacêutico.

Dois desses fatores (X e Z) já foram divulgados e não vão interferir no cálculo nem para mais nem para menos. Falta apenas o fator Y, que segundo fontes do setor, não será negativo neste ano. Ou seja, o reajuste pode ser até maior que a inflação de 10,54%, mas não será menor.

O anúncio oficial do aumento é esperado até quinta-feira (31). Fabricantes e revendedores poderão subir os preços dentro da nova margem definida pela Cmed, mas somente após publicação de portaria por parte do governo federal regulamentando o reajuste.


'Dinheiro esquecido': Maior valor resgatado por cliente de banco foi R$ 1,65 milhão, diz diretor do Banco Central

O diretor de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta do Banco Central (BC), Maurício Moura, afirmou que o maior valor sacado desde que o sistema Valores a Receber começou a funcionar foi de R$ 1,65 milhão. Ele deu a informação em um evento de gestão pública, realizado em Curitiba, na terça-feira (29).
"Depois das três primeiras semanas, a grande maioria dos recursos, obviamente, são valores muito pequenos, afinal de contas pouca gente esquece muito dinheiro em uma conta bancária. O maior valor sacado, nas três primeiras semanas, que foi o primeiro período de saque do sistema Valores a Receber, foi por uma pessoa física de R$ 1,65 milhão", afirmou.

"Essa pessoa tinha esquecido ou não sabia que tinha R$ 1,65 milhão em nome dela no sistema financeiro e, graças ao sistema Valores a Receber, recuperou esse dinheiro. Era uma série de cotas de consórcio que havia acabado, a pessoa não foi lá para ver como os grupos tinham acabado e tinha esse valor considerável. Imagino que tenha ficado bastante feliz", complementou Moura.

Até a publicação desta reportagem, o Banco Central não havia informado de qual cidade do país é o cliente milionário. O g1 tenta contato com a assessoria do BC.

A equipe diretiva do Banco Central do Brasil participou na capital paranaense do IV Fórum de Gestão Pública, organizado pela Federação da Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), no Teatro Positivo.

O evento foi coordenado pela Faciap e contou com o apoio do G7, grupo que reúne as principais entidades do setor produtivo paranaense.

O Fórum teve uma programação voltada para empresários e profissionais que operam na área econômica.

Evento foi aberto com uma palestra do diretor de Regulação do Banco Central, Otávio Damaso, sobre o tema "Cenário Econômico e Agenda BC".

Maurício Moura e o diretor de Fiscalização do BC, Paulo Sérgio Neves de Souza, foram os convidados especiais para participarem do painel sobre "A Importância do Sistema Financeiro na Economia Real".

O painel teve a participação do presidente da Central Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi) PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock; do Presidente do Conselho do Sicoob Central Unicoob Wilson Cavina e do presidente da Central Cresol/Baser, Alziro Thomé.

'Repescagem' de saques

O Banco Central deu início na segunda (28) a mais uma 'repescagem' para os saques da primeira fase dos recursos esquecidos por brasileiros nos bancos, pelo sistema Valores a Receber. Essa repescagem é dos valores da primeira fase do programa. Mais valores serão liberados na segunda fase, que começa em 2 de maio.

Podem consultar os valores e pedir os resgates os clientes nascidos até 1947. Nos próximos dias, o recurso será liberado para os demais grupos.

Mudança de planos

O novo calendário foi divulgado pelo BC no último final de semana. Antes, a previsão era de que a segunda repescagem abrisse na segunda-feira para todos os grupos que perderam a data – e a primeira repescagem – para consultar e pedir o saque. Agora, isso será feito de forma escalonada, que segue a data de nascimento para pessoas físicas, e a data de criação no caso das empresas.

Os clientes terão o dia todo para fazer o pedido – não será necessário seguir um turno de horas como vinha acontecendo até então. O sistema ficará disponível até 16 de abril.

Segunda fase

Em 2 de maio, o sistema Valores a Receber voltará a funcionar – dessa vez, com um segundo lote de recursos. Ou seja, mesmo quem já fez a consulta na primeira fase não encontrou valores, ainda pode ter algo a receber.

"O sistema contará com informações novas repassadas pelas instituições financeiras. Ou seja, mesmo quem já resgatou seus recursos e quem não tinha valores a receber na primeira etapa deve consultar novamente o sistema, pois os dados serão atualizados e pode haver recurso novo", informou o BC.

Segundo o Banco Central, a sistemática de consulta e pedido de resgate vai mudar nessa segunda fase: não será mais preciso agendar a consulta de valores e o pedido de saque. Já na primeira consulta, será possível pedir o resgate do dinheiro.

"As mudanças foram planejadas para ampliar o acesso ao serviço pelo cidadão. Esse novo ciclo foi pensado para aquelas pessoas que não tiveram oportunidade de entrar no sistema", afirmou Carlos Eduardo Gomes, chefe do Departamento de Atendimento Institucional do BC.

Até quinta-feira (24), 2,85 milhões pessoas físicas e jurídicas solicitaram resgate de seus valores a receber, totalizando R$ 245,8 milhões.

Como consultar o valor e pedir o resgate nesta primeira fase

ANTES DE PEDIR O RESGATE:

Quem já fez a consulta inicial para saber se tem ou não recursos recebeu uma data específica para retornar ao site do valoresareceber.bcb.gov.br. Quem ainda não fez a primeira consulta deve fazê-lo o mais breve possível. É só acessar o site do valoresareceber.bcb.gov.br e fazer a consulta usando o número do CPF e a data de nascimento
Para fazer a consulta dos valores, é preciso ter acesso à conta gov.br, nível prata ou ouro. Se você ainda não tem, clique aqui e veja como fazer.

PASSO A PASSO PARA CONSULTAR O VALOR E PEDIR O RESGATE:

Acessar o site valoresareceber.bcb.gov.br na data e período previamente informados
Fazer login com sua conta gov.br (nível prata ou ouro).
Ler e aceitar o Termo de Responsabilidade
Consultar:
a)  o valor a receber;
b) a instituição que deve devolver o valor;
c) a origem (tipo) do valor a receber; e
d) informações adicionais, quando for o caso.
Clicar na opção que o sistema indicar:
a) " Solicitar por aqui " significa que a instituição oferece a devolução do valor via Pix no prazo de até 12 dias úteis:
-  selecionar uma das chaves Pix e informar os dados pessoais;
-  guardar o número de protocolo, se precisar entrar em contato com a instituição.
b) " Solicitar via instituição " significa que a instituição não oferece a devolução por Pix no prazo de até 12 dias úteis: entrar em contato pelo telefone ou e-mail informado para combinar com a instituição a forma de devolução do valor.

Para consultar os canais de atendimento da instituição, é preciso clicar no nome da mesma na tela de informações dos valores a receber.

 


PIS/Pasep é pago a 3,4 milhões de trabalhadores

Mais de 3,3 milhões de trabalhadores recebem nesta terça-feira (29) o abono salarial do PIS/Pasep. Serão liberados valores de até um salário mínimo (R$ 1.212) para 886 mil profissionais de empresas privadas ou servidores públicos que fizeram parte da revisão dos benefícios, num valor total de R$ 869 milhões.

Além disso, o abono também será pago a 2,5 milhões de trabalhadores nascidos em novembro, conforme o calendário de pagamentos do benefício neste ano, somando R$ 2,3 bilhões liberados.
 

O lote da revisão será pago a quem, no calendário inicial, estava programado para receber o benefício em fevereiro. Os demais vão receber o dinheiro na próxima quinta-feira (31).
 

Servidores com direito ao benefício e que constavam a lista inicial já receberam. O último pagamento do calendário habitual foi feito na sexta-feira (24), para quem tinha final de inscrição de número nove. No entanto, quem ficou de fora deste lote poderá receber o dinheiro na revisão que estão sendo paga.
 

QUEM TEM DIREITO

Para ter o abono salarial, o trabalhador da iniciativa privada (PIS) ou servidor público ou militar (Pasep) deve ter trabalhado formalmente por, no mínimo, 30 dias em 2020, com renda média mensal de até dois salários mínimos.

É preciso, ainda, estar inscrito há ao menos cinco anos no PIS/Pasep, ou seja, o primeiro emprego com carteira assinada deve ter ocorrido em 2015 ou antes.
 

O valor máximo do benefício é um salário mínimo, R$ 1.212 e o mínimo é R$ 101. A definição de quanto cada beneficiário receberá varia conforme a quantidade de meses trabalhados em 2020, que é o ano de referência.
 

A consulta para saber se o trabalhador foi incluído no novo lote do PIS pode ser feita no aplicativo Carteira de Trabalho Digital, pelo telefone 158 e pela plataforma de serviços do trabalho no portal Gov.br.
 

REVISÃO

O lote extra do abono do PIS/Pasep foi liberado após revisão da base cadastral realizada pelo Dataprev para identificar inconsistências em informações enviadas pelas empresas na Rais (Relação Anual de Informações Sociais).
 

Deste lote, recebem nesta terça (29) os trabalhadores da iniciativa privada nascidos entre janeiro e junho e os servidores públicos com número de inscrição com final entre 0 e 5. No total, 1.679.349 trabalhadores compõem o lote de revisão, que distribuirá R$ 1,6 bilhão nos dias 29 e 31.

Saiba como retirar o dinheiro, reclamar de irregularidades e outras dúvidas. A revisão foi feita porque, pela primeira vez, os registros do eSocial foram utilizados para a concessão do abono salarial.Ao fazer o cruzamento de dados dos cadastros dos trabalhadores, a Dataprev identificou divergências entre as informações declaradas no primeiro vínculo da Rais e as demais bases oficiais de registros trabalhistas.


Funcionários do INSS entram em greve na Bahia

Funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) da Bahia entraram em greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira (28). Após assembleia híbrida realizada na sexta-feira (25), 140 agências do estado resolveram fechar as portas sem previsão de retorno.

Segundo o g1, os trabalhadores pedem reajuste salarial de 19,9% e a realização de um concurso público para reforçar o quadro de profissionais, que segundo o grupo está com um déficit de mil profissionais.

Todos os atendimentos foram suspensos, exceto as perícias que estavam previamente agendadas.


75% dos brasileiros responsabilizam governo Bolsonaro por alta da inflação

Apesar de o governo ter reforçado o discurso de que a inflação é consequência de crises globais e ações de terceiros, como governadores que impuseram o distanciamento social contra a Covid-19, é grande a parcela de brasileiros que atribuem à gestão de Jair Bolsonaro responsabilidade pela alta de preços.

O descontentamento foi identificado pelo Datafolha. Tanto numa pesquisa realizada em setembro do ano passado quanto no levantamento mais recente, em março, 75% apontam que o governo Bolsonaro tem responsabilidade pela inflação.
 

A pesquisa Datafolha foi realizada na terça (22) e na quarta-feira (23) com 2.556 eleitores em 181 cidades de todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos.
 

A comparação das duas pesquisas mostra que caiu o número de brasileiros que atribuem muita responsabilidade ao governo. Essa parcela foi de 41% para 36%. Em contrapartida, aumentou, de 34% para 39%, a fatia que atribui um pouco de responsabilidade. Houve uma ligeira queda, de 23% para 21%, no contingente que não via nenhuma responsabilidade.
 

Entre eleitores que declaram avaliar votar em candidatos da chamada terceira via estão os mais críticos ao governo Bolsonaro. Segundo o levantamento, 87% dos que declaram intenção de votar em Ciro Gomes (PDT) consideram que o governo tem responsabilidade pela alta da inflação, sendo que 50% dizem que a gestão bolsonarista tem muita responsabilidade.

Entre os que declaram intenção de votar em Sergio Moro (Podemos), 82% têm a avaliação de que o governo tem responsabilidade, sendo que 42% consideram ele tem muita responsabilidade. No caso de eleitores de André Janones (Avante), 80% dizem que o governo tem responsabilidade, e a metade avalia como um pouco.
 

Mesmo quem está na base de apoio de Bolsonaro acredita que o governo tem responsabilidade pela inflação, nem que seja um pouco. Essa percepção é compartilhada até por eleitores declarados. O levantamento mostra que 75% deles acreditam que o governo tem responsabilidade pelo descontrole dos preços.
 

Essa avaliação também é feita por 72% dos evangélicos, 75% dos moradores do Centro-Oeste, região que concentra o agronegócio, e 79% dos moradores da região Sul, que votaram em peso para eleger Bolsonaro.
 

A inflação começou a subir durante a pandemia, mas disparou mesmo no ano passado. Em 2019, por exemplo, o IPCA, que mede a inflação oficial, fechou ano com alta de 4,31%. Em 2020, passou para 4,52%. Mas fechou 2021 acumulando alta de 10,06%.

Uma confluência de fatores críticos eleva os preços. Secas no Sul, chuvas torrenciais no Sudeste, ruptura da cadeia global de fornecimento de peças industriais, aumento do frete marítimo e disputa por contêineres. Recentemente, o cenário piorou com a invasão da Ucrânia pela Rússia e uma escalada de sanções de países ocidentais contra o governo de Vladimir Putin.
 

Dois itens essenciais estão entre os mais afetados por esse múltiplo desarranjo e encarem mês após mês. De um lado, os alimentos, como o trigo do pãozinho, hortaliças, frutas. De outro, a energia, incluindo gasolina, diesel e gás de cozinha. Como ambos são básicos na economia, eles não apenas puxam o custo de vida para cima como também ajudam a disseminar a inflação por outros setores.
 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, não perde a oportunidade para falar em público que a alta de preços é um fenômeno global e que o Brasil uma vítima de circunstâncias que estão acima do poder de intervenção do Estado. No entanto, outros segmentos do governo, incluindo o próprio Bolsonaro, tentam demonstrar diligência para aliviar os baques inflacionários.

Segundo economistas, as intervenções açodadas podem ter o efeito inverso, tornar os mercados disfuncionais e elevar os preços, mas o governo tem insistido, corroborando a visão popular de que ele tem responsabilidade em calibrar a inflação.
 

Em 2020, no repique do preço do arroz, chegou a dizer que os ministérios da Economia e da Agricultura tomariam providências para baixar o preço e ainda pediu aos supermercados para que reduzissem as margens de lucro com grão.
 

Neste início de ano, a pressão altista segue firme. Na sexta-feira (25), foi divulgado o IPCA-15 de março, prévia da inflação mensal. O indicador teve alta de 0,95%, maior taxa para o período desde 2015 (1,24%) e acima das projeções.
 

Com esse dado, o IPCA-15 acumulou inflação de 10,79% em 12 meses até março. A inflação acumulada em 12 meses está acima de 10% desde setembro de 2021.
 

Desde março de 2021, o Banco Central vem elevando a Selic, taxa básica de juros, para tentar arrefecer a escalada dos preços. Na reunião mais recente, em fevereiro, ela foi de 9,25% para 10,75%, voltando ao terreno dos dois dígitos, o que não ocorria havia cinco anos.

 


Petróleo e clima vão ditar os preços do álcool na safra 2022/2023

A influência do preço do petróleo sobre o valor do etanol nas bombas será mais forte ao longo de 2022. É o combustível fóssil que vai definir o ritmo dos reajustes, o que já foi visto neste mês. Após a Petrobras ter anunciado um aumento de 18,8% no preço da gasolina e de 24,9% no valor do diesel no último dia 10 de março, o etanol também ficou mais caro para os motoristas nos postos.

Conforme levantamento da S&P Global Commodity Insights, a alta chegou a 5% em apenas uma semana após o reajuste feito pela petrolífera.
Analista sênior de biocombustíveis da S&P, Beatriz Pupo afirma que o impacto direto da alta do petróleo pode se traduzir em preços de etanol mais atrativos para os produtores, por aumentar o piso do álcool hidratado, que é o vendido nos postos. A previsão da consultoria é que a produção total na safra 2022/2023 fique em 29,3 bilhões de litros.

"Até agora, os preços domésticos do etanol foram sustentados por fortes valores internacionais de petróleo bruto e por um aumento concomitante na demanda doméstica de hidratado, uma vez que a paridade na bomba de gasolina ficou abaixo do ponto de equilíbrio de 70% na região Sudeste", diz a analista.

Essa conta é feita com base no consumo médio dos combustíveis. Em geral, um veículo abastecido com etanol rende, em média, 30% a menos do que se estivesse rodando com gasolina.

Portanto, para compensar no bolso, o preço do álcool na bomba deve ser inferior a 70% do cobrado pelo litro da gasolina.
Além do petróleo, o clima é também uma das incógnitas para os usineiros no atual ciclo canavieiro.

Embora a previsão seja de crescimento em relação à temporada anterior, há preocupação por conta das condições climáticas no primeiro terço da safra. De acordo com a consultoria Datagro, houve piora no cenário em virtude dos incêndios e das geadas que ocorreram no ano passado.

A temporada 2022/2023, que começa em abril, deverá moer 562 milhões de toneladas no centro-sul do país, segundo a consultoria.

O montante é superior aos 525 milhões previstos para a safra 2021/2022, mas poderia ser melhor se não fossem as questões do clima. Com esse volume, as usinas produzirão mais etanol e mais açúcar, conforme a previsão da consultoria.

São projetados 29,8 bilhões de litros de etanol (incluindo de milho) na safra 2022/2023, ante os 27,7 bilhões previstos para a safra compreendida entre abril de 2021 e março de 2022.

Para o açúcar, a projeção aponta 33 milhões de toneladas, ante as 32,1 milhões de toneladas da safra 2021/2022.

A safra seguirá alcooleira, com 55,3% da cana-de-açúcar transformada em etanol anidro (misturado à gasolina antes da venda) e hidratado (vendido diretamente nos postos), índice ligeiramente superior aos 55,1% do mix de produção da safra 2021/2022.

Para a região Nordeste, a Datagro projeta colheita de 53 milhões de toneladas, acima das 52,5 milhões de toneladas da safra 2021/2022, com a produção praticamente estabilizada de etanol e açúcar.

Docente da USP (Universidade de São Paulo) especializado em agronegócios, Marcos Fava Neves afirma que a perspectiva de preços para a safra é boa para os produtores pelo fato de a oferta de cana-de-açúcar estar equilibrada, enquanto o consumo está maior.

"Provavelmente teremos preços bons, já que a oferta e a demanda de açúcar estão equilibradas e o petróleo com preço alto. Vamos entrar [na safra] com estoques baixos e consumo em alta."