Por SMS, governo pede que 625 mil devolvam o auxílio emergencial

O Ministério da Cidadania disparou uma mensagem por SMS para 625 mil brasileiros que receberam o auxílio emergencial sem atender as regras ou que estão com Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) gerado quanto à declaração do Imposto de Renda, mas pagamento em aberto. O texto vai pedir que as pessoas devolvam o recurso.

Entre os destinatários, estão pessoas que, na data da concessão do benefício, estavam recebendo outra assistência, como seguro-desemprego, aposentadoria ou benefício do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEM), ou aqueles que possuem vínculo empregatício e renda incompatível para o recebimento do auxílio.

Também estão inclusos na lista as pessoas que, por ocasião da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) geraram DARF para restituição de parcelas do Auxílio Emergencial por terem recebido em 2020 rendimentos acima de R$ 22.847,76, entretanto, não realizaram o pagamento.

A devolução é obrigatória e está prevista na lei que instituiu o Auxílio Emergencial. Conforme publicado pelo parceiro do Bahia Notícias, os cidadãos que receberam a mensagem deverão realizar o pagamento ou acessar a página gov.br/dirpf21ae para denunciar fraude, se for o caso, ou informar divergência de valores.


Agências da Caixa voltam a atender no horário normal a partir da próxima semana

As agências da Caixa Econômica de todo o Brasil vão voltar a atender o público das 10h às 16h, a partir da próxima terça-feira (23). A mudança foi anunciada pelo presidente do banco Pedro Guimarães nesta semana e se deu por conta da diminuição dos casos de Covid-19 e também pelo fim do pagamento do Auxílio Emergencial.

O funcionamento das agências foi alterado em março de 2020, por conta da pandemia. A crise sanitária fez as agências adotarem uma série de medidas de proteção, entre elas a mudança de horário, passando a funcionar das 8h às 13h.

Os demais bancos ainda não informaram se vão seguir a alteração da Caixa. Por enquanto, as outras instituições financeiras continuam com o atendimento presencial das 9h às 14h.


Prazo para agendar revisão de perícia médica no INSS termina hoje

Quem recebe benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por estar afastado do trabalho por incapacidade temporária – o antigo auxílio-doença – deve ficar atento para o agendamento de nova perícia médica, sob o risco de ter o benefício suspenso.

Os 95 mil beneficiários por afastamento temporário foram convocados por edital no fim de setembro e têm até esta sexta-feira (19) para agendar nova perícia médica, em que será avaliado se o beneficiário permanece incapaz para o trabalho.

O agendamento pode ser feito por meio do aplicativo Meu INSS ou da central de atendimento 135. Se o segurado não agendar a perícia, o benefício será suspenso e só será reativado após novo agendamento. “Caso não ocorra a manifestação do cidadão, o auxílio será cessado definitivamente”, alerta o INSS.

A lista com o nome e o número de benefício de todos os convocados foi publicada e deve ser conferida no Diário Oficial da União.

Esse modo de convocação é utilizado para os casos em que as cartas com o chamamento para nova perícia foram devolvidas pelos Correios, sem que o beneficiário pudesse ser localizado. Isso ocorre por causa da mudança de endereço sem a respectiva atualização cadastral, por exemplo.

Foi convocado quem recebe o benefício por afastamento temporário há mais de seis meses e que não tem data de cessação já estipulada ou indicação de reabilitação profissional através do Programa de Revisão dos Benefícios por Incapacidade (PRBI).

A revisão desse tipo de benefício ocorre desde agosto, quando 173 mil beneficiários foram convocados por carta. Segundo o instituto, os aposentados por invalidez e pessoas que recebem o amparo assistencial ao deficiente não passam por esta revisão.

O INSS destaca que a nova perícia médica não necessariamente pode resultar na interrupção do afastamento temporário. É possível que o benefício seja mantido, mas que seja marcada uma data de cessação futura. Outra possibilidade é que o benefício se transforme em aposentadoria por invalidez, quando constatada a total impossibilidade de recuperação.

Passo a passo

Todos os convocados devem acessar o Meu INSS, por meio de aplicativo de celular ou pela internet (site gov.br/meuinss), e seguir os seguintes passos:

1. Fazer login no Meu INSS;
2. Clicar em Do que você precisa?, e escrever Agendar Perícia. Em seguida: Novo Requerimento;
3. Escolher entre "Perícia Inicial", se for a primeira vez, ou "Perícia de Prorrogação", se já estiver em benefício.
4. Seguir as orientações que aparecem na tela;
5. Informe os dados necessários para concluir o seu pedido.

O agendamento também pode ser feito ligando para a Central de Atendimento do INSS pelo número 135 e seguir as instruções. Por esse meio é possível também atualizar o endereço e o telefone do beneficiário, se for o caso.


Auxílio emergencial aumenta domicílios com renda de programas sociais

O total de domicílios nos quais as pessoas recebiam outros programas sociais subiu de 0,7% para 23,7% de 2019 para 2020. O percentual representa 16 milhões 928 mil domicílios que auferiam no ano passado este tipo de rendimento.

O aumento foi notado em todas as regiões, mas os maiores percentuais foram no Norte, onde cresceu de 0,5% para 32,2%, e no Nordeste, que saiu de 0,8% para 34,0%.

Os dados fazem parte da pesquisa Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - Pnad Contínua 2020: Rendimento de todas as fontes, divulgada hoje (19), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o estudo, a causa da expansão foi a concessão do auxílio emergencial, criado pelo governo federal durante a pandemia visando atender trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados.

Na Pnad Contínua 2020, o benefício entrou na rubrica de outros rendimentos, como valores recebidos por meio de programas sociais, aplicações financeiras, seguro-desemprego e seguro-defeso.

“Esse aumento de 0,7% para 23,7% é porque muitos domicílios tinham alguém ganhando o auxílio emergencial. Aqui não é o número de pessoas. É o percentual de domicílios com alguém recebendo outros programas sociais”, disse Alessandra Scalioni Brito, analista da pesquisa.

Norte e Nordeste

As maiores proporções de domicílios com beneficiários de programas sociais foram verificadas nas regiões Norte e Nordeste. Nelas, 12,9% e 14,2%, respectivamente, tinham rendimento do Programa Bolsa Família; 5% e 4,5% do Benefício de Prestação Continuada (BPC) da Lei Orgânica de Assistência Social (Loas); e 32,2% e 34,0% de outros programas sociais, com destaque para o auxílio emergencial.

Na outra ponta, a Região Sul, independente do programa, apresentou as menores proporções. No Bolsa Família eram 2,9%, BPC-Loas 1,7% e outros programas sociais 14,4%.

Os domicílios que recebiam o BPC-Loas também recuaram. Eram 3,5% e caíram para 3,1% no período. Em 2019 o valor chegou a R$ 761 e, no ano seguinte,  R$ 792.

Na rubrica de outros rendimentos, as regiões Norte e Nordeste tiveram ganhos expressivos. De 2019 para 2020 houve um aumento de 47,8% na região Norte, passando de R$ 435 em média para R$ 643, e no Nordeste, de 55% saindo de R$ 400 para R$ 620 em média.

“Já na região Sudeste e Sul, a gente teve uma redução. Isso porque Norte e Nordeste, em geral, já têm um peso maior de Bolsa Família e de BPC. Quando surgiu o auxílio emergencial e alguns beneficiários do Bolsa Família começaram a receber o auxílio, havia mais gente recebendo em média um valor bem maior do que o Bolsa Família pagava, que era de R$ 200. Se passa a pagar o auxílio de R$ 600 ou de R$ 1.200, então essa rubrica, que no Norte e no Nordeste já tem maior peso, fez a de outros rendimentos ter um aumento de valor médio”, afirmou Alessandra.

Bolsa Família

Em outro movimento, a parcela de domicílios recebendo o Bolsa Família teve queda de 14,3% para 7,2%. Isso se deve em parte porque alguns beneficiários passaram a receber o auxílio emergencial. Segundo a analista, durante a pesquisa de campo pode ter ocorrido o relato errado do tipo de benefício.

A pessoa pode ter falado que ganhava o Bolsa Família e estava recebendo o auxílio ou o contrário. Além disso, uma parte das pessoas do Bolsa Família começou a receber o auxílio, que foi pensado para o beneficiário que recebia menos de R$ 600 em média. O rendimento médio de um domicílio que ganhava Bolsa Família em 2020 era R$ 379 e o que não ganhava este benefício era de R$ 1.453.

“Nem todo mundo que ganhava o Bolsa Família recebeu o auxílio, mas algumas pessoas passaram a ter o auxílio. Aí a redução de 14,3% de domicílios onde havia alguém ganhando o Bolsa Família para 7,2%, parte vai ser porque essa pessoa passou a receber o auxílio, mas também pode ser por confusão no campo do que é Bolsa Família e auxílio”, observou.

Estados e prefeituras

Adriana Beringuy, analista da pesquisa, disse que, entre outros programas sociais, estão incluídas medidas adotadas por governos estaduais e prefeituras. “Em 2020, além do auxílio emergencial providenciado pelo governo federal, algumas prefeituras e governos locais também adicionaram algum valor aos programas que esses governos já distribuem como forma também de combate aos efeitos da pandemia na economia local. Dentro dessa rubrica a gente tem esses auxílios extraordinários implementados por conta da pandemia, obviamente que o principal é o auxílio emergencial pelo valor do benefício e a amplitude de quem podia receber”, completou.

Reponderação

De acordo com o IBGE, a partir da divulgação de novembro de 2021, as estimativas mensais e trimestrais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD Contínua - são calculadas incorporando o novo método de ponderação, incluindo a série histórica dos indicadores, que é de 2012 a 2020. Em cada divulgação temática anual, as estimativas serão calculadas incorporando o novo método de ponderação, e
refazendo, inclusive, a série histórica dos indicadores. A Pnad Contínua 2020: Rendimento de todas as fontes já incorporou essa reponderação da série histórica da pesquisa.

Luna Hidalgo, estatística do IBGE, afirmou que a calibração foi feita porque o IBGE mudou o modo de coleta das informações. “A gente não podia mais ir na casa das pessoas entrevistar. A gente teve que fazer isso por telefone e isso fez com que o perfil do nosso respondente mudasse, tanto quanto o perfil da população brasileira. Para mitigar essa diferença, a gente fez uma calibração”, finalizou.


Mais 2,1 milhões de doses da vacina da Pfizer chegam ao Brasil

A 18ª entrega de vacinas contra a covid-19 da Pfizer foi realizada hoje (11), quando chegaram ao Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), 2,1 milhões de doses do imunizante.

Até dezembro, a farmacêutica norte-americana deve disponibilizar 100 milhões de doses da vacina. A previsão do Ministério da Saúde é que 56,7 milhões de doses cheguem agora em novembro, com antecipação de parte dos lotes.

Em outubro, foram recebidos 25,4 milhões de doses. No mês passado, o laboratório também finalizou o primeiro contrato com o governo brasileiro para o fornecimento de 100 milhões de doses.

O Ministério da Saúde já distribuiu 344 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus a todos os estados e ao Distrito Federal. Já completaram o ciclo de imunização contra a doença, com duas doses ou vacina de dose única, 124,6 milhões de pessoas.


Projeções de inflação sobem após 'surpresa' com IPCA e algumas já superam os 10%

Diversas instituições financeiras revisaram para cima suas projeções para o IPCA, índice medido pelo IBGE que serve como meta de inflação, para 2021, após a divulgação do dado de outubro acima das estimativas da maior parte do mercado financeiro.

As revisões também já contaminam as expectativas para 2022, que começam a se aproximar do limite de 5% para a meta do ano que vem.
Ressurge ainda a discussão sobre uma nova aceleração do ritmo de alta da taxa básica de juros, que na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central subiu de 6,25% para 7,75% ao ano.

O IBGE informou nesta quarta-feira (10) que o IPCA ficou em 1,25% no mês passado, acima da mediana (1,06%) e também do teto das projeções (1,19%) do mercado. Desde o meio do ano, os analistas esperam uma desaceleração da inflação em 12 meses, atualmente em 10,67%, algo que não se confirmou até o momento.

O Bank of America elevou a projeção de inflação anual de 9,1% para 10,1%, considerando a expectativa de que os próximos índices mensais sejam de 0,95% em novembro e 0,75% em dezembro. A instituição manteve a sua previsão de 5% para o final de 2022.

O Citi aumentou sua estimativa para o IPCA deste ano de 9,5% para 10,4%. Também disse enxergar riscos de alta de suas projeções de 2022 para o IPCA, atualmente em 4,3%, e para a taxa básica de juros, estimada em 11%, segundo a agência Reuters.

A Nova Futura também ampliou sua expectativa de alta nos preços ao final de 2021 para a casa dos dois dígitos, passando de 9,4% para 10,1%. Para os próximos dois meses, os índices esperados são de 0,94% e 0,77%, respectivamente. O escritório ainda subiu de 4,5% para 4,8% a sua estimativa para o ano que vem.

Luis Otavio de Souza Leal, economista-chefe do Banco Alfa, revisou a projeção para 2021 de 9,3% para 9,7%, o que, por inércia, eleva a projeção para 2022 de 4,6% para 4,7%. Para ele, os juros chegarão a 10,75% no próximo ano.

"Os números do IPCA dão pouca esperança de que o processo inflacionário esteja próximo de arrefecer. Para o mês de novembro esperamos uma desaceleração para níveis entre 0,85% e 0,90%, o que levaria o acumulado em 12 meses para algo entre 10,63% e 10,68%, o que poderia representar a primeira desaceleração dessa métrica desde maio de 2020", afirma.

Tatiana Nogueira, economista da XP, afirma que a projeção da instituição para 2021, atualmente em 9,5%, está em revisão, com viés de alta.

"A surpresa do mês acima do projetado confirma leitura desafiadora da inflação, pressionada tanto pelos repasses em curso dos elevados custos de produção quanto pelo efeito da aceleração dos preços dos serviços", afirma.

Na Ativa Investimentos, o IPCA esperado para este ano passou de 9,1% para 9,4%, enquanto o esperado para 2022 avançou de 3,9% para 4,4%. Com esse novo contexto, a casa reduziu sua expectativa para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2022 de 0,9% para 0,5%.

Paulo Duarte, economista chefe da Valor Investimentos, reavaliou o IPCA 2021 de 9,30% para 9,54%. Para 2022, a projeção sobe de 5,55% para 5,63%.

Marcos Mollica, gestor do Opportunity Total, afirma que cresce a pressão para o Copom acelerar mais uma vez o ciclo de altas de juros, possivelmente para mais dois aumentos de dois pontos percentuais, na próxima reunião e na reunião seguinte. Com isso, a Selic chegaria a 11,75% ao ano.

"A inflação de outubro medida pelo IPCA veio significativamente acima do consenso dos economistas, com surpresas espalhadas por vários componentes. Em particular, as medidas de núcleos continuam bastante pressionadas, indicando maior persistência deste choque inflacionário", afirmou Mollica.

Camila Abdelmalack, economista-chefe da Veedha Investimentos, disse que irá manter por enquanto a sua perspectiva de 9,5% para este ano, mas avalia a possibilidade de corrigir para cima após analisar as altas dos setores da indústria e de serviços.

Abdelmalack reforça também que os preços dos combustíveis, da energia e dos alimentos e bebidas representaram mais de dois terços da alta do IPCA de outubro e, nestes setores, os aumentos dos juros promovidos pelo Banco Central têm se mostrado insuficientes para conter a inflação.

"O cenário da inflação é bastante complicado neste momento porque a política monetária não é suficiente para reverter as altas nos gastos de preços administrados, como combustíveis e energia, e com as despesas de subsistência, como alimentos e bebidas em domicílio", diz Abdelmalack.


Cantora Marília Mendonça morre aos 26 anos em acidente de avião em Minas Gerais

Um avião com Marília Mendonça e mais quatro pessoas caiu perto de uma cachoeira na serra de Caratinga, interior de Minas Gerais, na tarde desta sexta-feira (5). A cantora de 26 anos morreu no acidente assim como todos os ocupantes da aeronave.

A assessoria chegou a se pronunciar e disse que ela já tinha sido resgatada, mas a informação foi desmentida em seguida. O Corpo de Bombeiro não confirmou que houve o resgate e disse que atua no local. No avião estavam a cantora, um produtor, um assessor, o piloto e o copiloto.

A aeronave é um bimotor Beech Aircraft, da PEC Táxi Aéreo, de Goiás, prefixo PT-ONJ, com capacidade para seis passageiros.

A cantora estava indo para um show em Caratinga. Antes de embarcar fez um vídeo em que aparece entrando no avião e publicou no Twitter.


Bolsonaro muda critério de pobreza para incluir mais famílias em Auxílio Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) editou decreto, nesta sexta-feira (5), reajustando a classificação de famílias em situação de pobreza e extrema pobreza para beneficiários do Bolsa Família --que, a partir deste mês, passará a se chamar Auxílio Brasil.

O decreto altera um anterior de 2018 e passa a considerar famílias em situação de extrema pobreza aquelas com renda per capita mensal de até R$ 100 (antes, era de R$ 89); e aquelas com até R$ 200 são consideradas em situação de pobreza (antes, era R$ 178).
A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, deve ampliar o número de famílias atendidas pelo novo programa social do governo, Auxílio Brasil.

De acordo com a Secretaria Geral, do Palácio do Planalto, os valores serão considerados já para o pagamento no dia 17 de novembro do programa social.

O sucessor do Bolsa Família começa na esteira da crise econômica, e após mais de um ano de pagamento do auxílio emergencial durante a pandemia.

O governo confirmou também, na noite desta sexta-feira, que o valor médio do tíquete do benefício em novembro sairá de R$ 189 para R$ 217.

O reajuste é definitivo, e independe da aprovação da PEC dos Precatórios, cujo texto dá sinal verde para o governo pagar benefício de R$ 400.

Bolsonaro conta com a aprovação no Congresso da proposta, que muda o cálculo do teto de gastos e permite o pagamento do Auxílio Brasil maior.

A previsão do Palácio do Planalto é de já começar a pagar o benefício com o novo valor em dezembro, garantindo retroativo a novembro.

A proposta do governo é que o programa de transferência de renda com valor de R$ 400 dure até o final de 2022, ano eleitoral.

O reajuste pago já em novembro contempla as R$ 14,6 milhões de famílias que já recebem o Bolsa Família.

O Ministério da Cidadania quer zerar a fila do benefício, chegando a 17 milhões de famílias, mas para isso, precisa da aprovação da PEC no Congresso.

O decreto publicado na noite desta sexta-feira também muda os valores do benefício variável, pago a gestantes, nutrizes, crianças entre zero e doze anos ou adolescentes até quinze anos.

O pagamento se dá num acréscimo por beneficiário de R$ 49, com limite máximo de R$ 245 por família.

Pelas regras do decreto anterior, de 2018, o valor ia de R$ 41 a R$ 205.

No caso de famílias que tenham jovens estudantes de 16 a 17 anos, há ainda o benefício variável vinculado ao adolescente. Neste caso, o auxílio saltará de R$ 48 para R$ 57 por beneficiário, totalizando R$ 114 por família, no máximo (antes, era R$ 98).

 


Quina tem nova regra de premiação a partir desta quarta (3)

A Caixa anunciou que a loteria Quina vai contar com uma nova regra de distribuição da premiação, a partir do concurso de quarta-feira (3). A reserva de parte da arrecadação vai para os concursos de final 5, o que vai possibilitar a disponibilização de prêmios maiores com mais frequência.

O percentual para o prêmio principal será mantido em 35%, com exceção dos concursos de final 5, que além desse percentual, também passam a receber 15% da arrecadação de cada um dos concursos anteriores (finais de 0 a 4 e de 6 a 9). Já, para as apostas ganhadoras com 4, 3 ou 2 números, há redução.
Nesta terça-feira (2), feriado de Finados, não acontece o sorteio da Quina. Na segunda (1º), a Caixa também não realizou o concurso da loteria. Já na quarta o sorteio é retomado com o concurso 5.696. Mesmo dia em que a Mega-Sena sorteia R$ 65 milhões.

De acordo com a Caixa, a reserva de prêmio para alguns concursos regulares começou a ser utilizada pela Mega-Sena em 1996, criada em substituição à Sena. Na Mega há reserva de 22% do percentual destinado à premiação para os concursos de final 0 e 5. A regra também é adotada na Lotofácil (concursos de final 0); Timemania (0 e 5) e Loteca (0 e 5).

A Quina substituiu a antiga Loto em 1994 e atualmente é a terceira mais popular das Loterias Caixa, ficando atrás apenas da Mega-Sena e da Lotofácil em número de apostas.

Com sorteios diários de segunda-feira a sábado, a loteria sorteia cinco dezenas entre números de 1 a 80. A aposta simples de cinco dezenas custa R$ 2 e ganham prêmios os acertadores de 5, 4, 3 ou 2 números.

A maiores premiações da Quina ocorre concurso especial Quina de São João. Neste ano, oito apostas ganhadoras dividiram o prêmio de R$ 204,8 milhões.

Os ganhadores devem ficar atentos às datas. Os prêmios prescrevem após 90 dias da data do sorteio. Decorrido esse prazo, o valor é repassado ao FIES (Fundo de Financiamento ao Ensino Superior).


Salario mínimo pode subir para R$ 1.200 em 2022

O salário mínimo em 2022 pode subir além do valor já divulgado pelo governo. A proposta anunciada em agosto, previa o mínimo em R$ 1.169, porém um alteração na projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) pode elevar o valor. As informações são do G1.

O secretário especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Esteves Colnago, informou nesta semana que a projeção para o INPC deste ano subiu de 8,4% para 9,1%. Com isso, se esse aumento previsto se confirmar e não houver mudança no cálculo, o valor subiria para R$ 1.200,1 no ano que vem. Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.100.

Na proposta de orçamento de 2022 enviada pelo governo ao Congresso, está prevista a correção do salário mínimo apenas pela inflação, com base na estimativa do INPC. Se isso for cumprido, não haverá "ganho real", ou seja, o poder de compra de quem recebe salário mínimo permanecerá inalterado.


Petrobras anuncia novo reajuste nos preços da gasolina e do diesel

A Petrobras anunciou um reajuste nos preços de gasolina e diesel para distribuidoras nesta segunda-feira (25). A medida passa a valer a partir desta terça (26).

O preço médio de venda da gasolina A da Petrobras terá reajuste médio de R$ 0,21 por litro, passando de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro. Segundo a estatal, a mudança deve impactar uma alta de R$ 0,15 por litro nas bombas.

O cálculo considera a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina que é comercializada pelos postos.

No caso do diesel, o preço médio de venda para as distribuidoras passará de R$ 3,06 para R$ 3,34 por litro, com reajuste médio de R$ 0,28 por litro. Nas bombas, a diferença deve refletir em uma alta de R$ 0,24 por litro.

Os reajustes dos combutíveis haviam sido sinalizados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) neste domingo (24). O chefe do Executivo disse, ainda, que não vai interferir para evitar novos aumentos no preço do produto e sinalizou a intenção de privatizar a Petrobras, mas também criticou a “burocracia” para realizar a medida.


Inflação acumula alta de 9,5% em 12 meses e pressiona o orçamento das famílias

No início do mês, a assistente administrativa Maria Nildes Nascimento, 42, abastaceu a despensa de casa com compra feita em atacado, no valor de R$ 800. Na última quinta-feira, quando falou com a reportagem de A TARDE, afirmou estar com a “geladeira vazia”, e precisando retornar ao mercado. O que antes dava para 30 dias, dura hoje apenas duas, três semanas, ela diz.

Com os preços dos alimentos nas alturas, Nildes conta que o jeito tem sido substituir itens. No lugar de carne bovina, por exemplo, empanados de frango (processado) e ovos. A carne contabiliza alta de 30,7% no acumulado do ano; o frango inteiro (25,9%), e ovos de galinha (14,2%), segundo o último Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nildes é casada, e tem uma filha de 16. O marido, depois de oito meses desempregado, há cinco arranjou serviço como vendedor. Metade da fatura do cartão de crédito da família está sem ser paga, mas uma parte do vencimento como recepcionista em clínica médica Nildes reservou para “quando o gás acabar”. Em quase R$ 100, o botijão de gás tem o maior preço do século em relação ao salário mínimo.

O cenário de dificuldade é o mesmo na maioria dos lares da Grande Salvador, onde a inflação acumula alta de 9,5% nos 12 meses encerrados em setembro, segundo o IBGE, e pressiona o orçamento das famílias, que buscam “saídas”. O resultado é o endividamento de 72% das famílias, registra a Fecomércio na Bahia.

Moradora de São Gonçalo do Retiro, Nildes reforça a renda vendendo rifa. “Está tudo muito caro, estamos calculando, avaliando bastante na hora de comprar. A culpa é de quem? Tem a pandemia, muita gente sofrendo. Lá em casa, a gente está tendo de escolher qual conta pagar. Não tem mais churrasco, lazer”, conta.

“O óleo (de cozinha) está caro, feijão, mais de R$ 7 o quilo. E feijão não pode faltar, sem feijão meu marido não passa. E tem de ser gordo, com fato, mocotó, calabresa, carne seca. Mas agora estamos tendo de maneirar”, fala ela, que explica preferir comprar em atacados. “Os preços costumam ser melhores, tem mais promoção para levar em uma quantidade, pagando menos”.

Para o professor de economia e educador financeiro Edval Landulfo, neste “difícil momento da economia é importante ter o orçamento doméstico na ponta do lápis”. “É preciso entender, na real, quanto se tem de receita líquida, e ver onde enxugar. Porque o consumo de gás, energia, deslocamento, tudo vai precisar ser revisto. Você já deve prever aumento de 2%, 3% ao mês de tudo, devido ao frete”.

Sobre como economizar com o mercado, ele diz que algumas dicas são ficar atento ao “ganho real” com relação às ofertas, reduzir a quantidade de perecíveis, e comparar embalagens, ver qual vale mais a pena.

“É imprescindível ter uma lista prévia das compras, bem como fazer concessão, comprar por ordem de importância, e ir por áreas de consumo. Sempre que puder, substituir uma marca por outra mais em conta”.

O professor destaca o dado do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que aponta que, para atender as necessidades de um grupo familiar básico, o salário mínimo em setembro deveria ser R$ 5.657,66, contra R$ 1,1 mil. E diz que a crise atinge ainda mais em cheio pessoas de baixa renda, “que têm a questão do conceito”.

“Ou seja, a crença de que é preciso feijão, arroz, carne. A paralisação da exportação da carne bovina brasileira para a China ainda não representou a diminuição do preço no mercado interno, e o frango, um substituto direto, subiu 25%, puxado pela alta do milho, farelo de milho, energia, embalagem, frete. A substituição pelas famílias da proteína animal por ovo também teve impacto com o aumento de 14%”.

“Pode piorar”

A má notícia, porém, é que até a situação melhorar há espaço para piora, fala o economista com mestrado em desenvolvimento regional e urbano, Lucas Spínola. Como fator de instabilidade Spínola cita a aproximação de um ano eleitoral.

“A aproximação do processo eleitoral é sempre um momento de muita instabilidade, e não vejo consistência na condução da política econômica no Brasil. Vivemos uma eterna disputa entre os interesses reais do país e os planos eleitorais. Ainda há espaço para piora, pois as principais causas do processo inflacionário atual seguem incólumes”.

Ele diz que o caminho hoje é o da pesquisa de preço, lembrando que custos com o deslocamento devem ser considerados no total das despesas. “Procurar produtos que possam ter um custo menor, mas de modo que supram necessidades. Além de buscar novas alternativas de renda. É isso ou apertar ainda mais o cinto. Consumir o estritamente necessário, evitando gastos supérfluos, e buscar planejar gastos mais representativos”.


Inflação da cesta básica encosta em 16% em 12 meses

A inflação dos alimentos que compõem a cesta básica encostou em 16% no acumulado de 12 meses no Brasil. A conclusão é de uma pesquisa lançada por professores do curso de Economia da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná).

A disparada dos preços dos alimentos afeta principalmente o bolso dos mais pobres na pandemia e reflete uma combinação de fatores.
Essa receita indigesta vai desde o dólar alto e a valorização das commodities agrícolas no mercado internacional até os efeitos da seca prolongada e das geadas.

Segundo o estudo da PUCPR, os 13 produtos que formam a cesta básica acumularam inflação de 15,96% em 12 meses até setembro no país. Para calcular o resultado, os pesquisadores utilizaram dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

O IPCA, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), é o índice oficial de inflação do Brasil. Até setembro, teve alta de 10,25%.

Ou seja, mesmo com a variação robusta, o IPCA subiu menos, em termos gerais, do que a inflação da cesta básica.

"Fomos até a base de dados do IBGE e separamos os 13 alimentos que compõem a cesta básica. Rodamos o mesmo modelo estatístico do IPCA para calcular a inflação específica desses produtos", conta o economista Jackson Bittencourt, coordenador do curso de Economia da PUCPR.

"Estamos olhando para aquilo que é considerado o mínimo para as pessoas colocarem na mesa. O problema é que esse mínimo vem subindo muito", completa.

No acumulado de 12 meses, o açúcar cristal (38,37%), o óleo de soja (32,06%) e o café moído (28,54%) foram os produtos da cesta básica que registraram as maiores altas de preços no país.


Governo deve dar extra temporário do Auxílio Brasil para quem já recebe mais de R$ 400

O desenho do Auxílio Brasil que está sendo costurado pelo governo federal prevê o pagamento de uma parcela extra mínima para todos os beneficiários do Auxílio Brasil, inclusive para aqueles que já recebem R$ 400 por mês. A proposta em elaboração estabelece que as famílias incluídas no Auxílio Brasil, que deverá substituir o Bolsa Família a partir de novembro, receberão mensalmente no mínimo R$ 400. Esse seria o piso do benefício até dezembro de 2022 --ano em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pretende concorrer à reeleição.

Hoje, quem está dentro do Bolsa Família recebe em média cerca de R$ 190 por mês. Mas isso depende da composição da família, como o número de filhos. Há famílias que já recebem mais de R$ 400.
Por isso, o governo quer conceder um benefício temporário mínimo para esse grupo que já superou a faixa de R$ 400 mensais.

O valor desse benefício mínimo ainda está em discussão. Mas há cenários entre R$ 30 a R$ 50 por mês. O plano é que essas pessoas também recebam um aumento por causa da inflação. Também há o viés político de dar ganho de renda a essas famílias que têm custo de vida mais elevado.

Por isso, a última versão da MP (medida provisória) que vai criar o benefício temporário para quem fizer parte do Auxílio Brasil prevê um valor máximo e um valor mínimo. Essas faixas, porém, devem ser determinadas posteriormente por meio de regulamentação, ou seja, por ato do Executivo.

Com essa estratégia, o governo tenta evitar que o Congresso aprove o benefício extra em patamar acima do desejado.

Em outubro, por exemplo, foi transferida em média uma renda de R$ 487 para os beneficiários do município de Uiramuta (RR). Neste caso específico, eles continuaram recebendo o Bolsa Família, por ter regras mais vantajosas do que o auxílio emergencial, cujo valor máximo é de R$ 350 mensais.

Há, portanto, casos de pessoas que recebem do programa social de marca petista mais de R$ 500 por mês.

Para o Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família com a digital de Bolsonaro, o presidente determinou que ninguém receba menos de R$ 400 mensais até o fim de 2022, mas esse deve ser o piso do benefício.
O governo argumenta que a engenharia contábil necessária para colocar o plano de Bolsonaro em pé se justifica por causa da alta da inflação. Mas aliados do presidente reconhecem que a estratégia é dar impulso à campanha de reeleição.

O principal ponto de discussão no governo agora é qual o montante para bancar a ampliação do programa social será contabilizado fora do teto de gastos --regra que impede o crescimento das despesas acima da inflação.

Para viabilizar essa despesa fora da limitação da regra fiscal, o governo conta com a aprovação de um dispositivo a ser inserido numa PEC (proposta de emenda à Constituição) que já está na Câmara.

É a PEC que permite adiar o pagamento de precatórios --dívidas da União reconhecidas pela Justiça.

Os dois assuntos estão relacionados. Bolsonaro quer aprovar essa PEC para ter mais espaço no Orçamento e, assim, ampliar gastos com viés eleitoral.

O Congresso também tem interesse nisso, pois consegue mais verba para emendas parlamentares, que são instrumentos para que deputados e senadores enviem dinheiro para obras e projetos em suas bases eleitorais.

Ao colocar parte das despesas do Auxílio Brasil fora do teto de gastos, a lógica é a mesma: mais recursos livres para os interesses do governo e dos congressistas aliados ao Palácio do Planalto.

Interlocutores de Bolsonaro afirmam que o clima no Congresso fica mais favorável à PEC dos Precatórios quando um dos pilares do novo programa social se unir à proposta.

Apesar de Bolsonaro ter dito que o novo programa não vai furar o teto de gastos, nos cálculos mais recentes, o impacto extra-teto deve ficar em torno de R$ 36,5 bilhões, sendo R$ 4,5 bilhões para famílias monoparentais (como mães solo).

Só que o ministro Paulo Guedes (Economia) não quer que esse valor ultrapasse R$ 30 bilhões.

O Palácio do Planalto chegou a organizar na terça (19) uma cerimônia de anúncio das mudanças e ampliação no Auxílio Brasil, mas o evento não ocorreu por causa de divergências dentro do governo e da reação negativa do mercado diante da ideia de furar o teto de gastos.


Inflação no Brasil deve fechar ano maior que a de 83% dos países

A inflação no Brasil em 2021 deve ser maior que 83% dos países do mundo, segundo um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Os dados foram colhidos do último relatório "World Economic Outlook", elaborado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e divulgado na semana passada. As informações são do G1.

A estimativa do FMI é a que a inflação brasileira encerre o ano em 7,9%  no acumulado de 12 meses até setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 10,25%. Se a projeção do fundo se confirmar, o Brasil vai registrar uma inflação bem acima da apurada entre os países emergentes (5,8%) e também da média mundial (4,8%).

Ainda segundo a publicação, o levantamento deixa evidente que a piora da inflação tem sido mais intensa no Brasil que no restante do mundo. No relatório de outubro do ano passado, por exemplo, a previsão era que a nossa economia teria uma inflação maior que a de 57% dos países. No relatório de abril, esse patamar subiu para 70%. E agora está em 83%.