Às vésperas do Carnaval, Recife vive madrugada de terror e onda de insegurança se espalha

Eram 3h da madrugada desta terça-feira (21) quando um grupo de cerca de 20 criminosos, fortemente armados com metralhadores e fuzis, entraram em confronto com a Polícia Militar após arrombarem o cofre de uma empresa de transporte de valores, no bairro de Areias, na Zona Oeste do Recife. Até o momento, o valor oficial do roubo não foi divulgado, mas um tenente da PM fala que o valor gira em torno de R$ 60 milhões.

A investida ocorreu em meio a uma forte crise de segurança em Pernambuco, com troca de comandos das polícias no Estado. O clima fica ainda mais acirrado às vésperas de uma das maiores festas do Estado, o Carnaval - coincidentemente nesta terça-feira será feito o anúncio do esquema de segurança para a festa, que atrai milhares de turistas ao Estado.

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, que tinha viajado a São Paulo nesta segunda (20), desistiu dos planos e está voltando à Pernambuco. De acordo com informação da assessoria do governador, ele embarca de Campinas (SP), mas não tem horário estabelecido por se tratar de voo comercial.

Diante das últimas ocorrências, a bacada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) decidiu entregar, na manhã desta terça-feira (21), um ofício dirigido ao governador para que o Estado de Pernambuco solicite o apoio da Força Nacional para reforçar a segurança no Carnaval.

Os bandidos foram ousados e decidiram queimar três carros na Avenida Doutor José Rufino para dificultar a perseguição policial e chegarem até a empresa Brinks. Um quarto veículo foi abandonado no viaduto Ulisses Guimarães, sobre a Avenida Recife, e um caminhão foi queimado também na Avenida Recife.

De acordo com o comandante da Polícia Militar, Vanildo Maranhão, o grupo chegou na avenida em caminhões e a troca de tiros começou em uma blitz do BPTRAN. "A blitz é perto da empresa, eles fizeram um cerco de 360 graus da empresa. É um grupo altamente organizado, preparado e treinado", afirmou o coronel.

A partir daí o sentimento de terror e insegurança tomou conta nas redondezas e nas redes sociais. Vídeos com o barulho das rajadas de tiros foram compartilhados e os relatos da ação logo se tornaram públicos. Logo, internautas começaram a cobrar soluções para a insegurança que domina o Estado.

 

Fonte - Uol


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