Bolsonaro propõe zerar impostos federais de combustíveis e ressarcir valores a estados

O presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou que está em diálogo com o Congresso para zerar o imposto federal dos combustíveis, além de ressarcir os estados que zerarem os impostos de alguns produtos. Bolsonaro se reuniu, nesta segunda-feira (6), com a equipe econômica do governo, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP) e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD). 

"Terminamos uma reunião, nossos ministros, com Arthur Lira e Rodrigo Pacheco. Falamos da participação do governo para a economia. Para que a economia fluísse e não estagnação. A Câmara aprovou o projeto de lei complementar, que está no Senado. Fala da redução de impostos para a essencialidade. Os combustíveis, energia elétrica, comunicação e transportes. Fixa em 17% o icms, esperamos que haja um acordo no Senado para aprovação", apontou Bolsonaro.

Além disso, Bolsonaro apontou que o governo resolveu avançar na diminuição da carga de impostos. "No tocante ao diesel já zeramos o imposto federal. Estamos propondo os 17% que fica para eles, nós, o governo, vamos zerar o ICMS do diesel e pagaríamos aos governadores o que deixavam de arrecadar. No gás de cozinha, zeramos desde o ano passado, os governadores também nos ressarciremos. A gasolina e o etanol, o governo federal resolveu zerar o imposto federal. Essas propostas foram colocadas, elas foram levadas para os deputados. Em havendo entendimento, se aprovando e se promulgando de forma rápida, isso começaria a valer imediatamente", indicou. 

"Redução de impostos. É o que nós estamos fazendo. Transferimos recursos para estados. Trata-se de uma transferência extraordinária de recursos, com o aumento de arrecadação para a população. Todas as economias do mundo estão fazendo isso. Nosso governo de novo está na frente", comentou o ministro da economia Paulo Guedes. 


Inflação deixa festa junina mais cara neste ano

Chegou a hora de colocar a camisa xadrez, colocar a canjica no fogo e preparar o quentão. Depois de dois anos de restrições sanitárias, os brasileiros finalmente vão matar a saudade de curtir a temporada de Festas Juninas.

Mas não é só o "olha a cobra" da quadrilha que está assustando o pessoal. Os pratos típicos do São João subiram mais do que a média da inflação deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Os ingredientes das comidas e das bebidas aumentaram 13,12% nos últimos 12 meses, enquanto a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Getulio Vargas (FGV), ficou em 12.27% no mesmo período.

Um levantamento feito pelo economista da FGV Matheus Peçanha a pedido do jornal extra mostrou qausi alimentos devem pesar mais no orçamentos das famílias. O milho, estrela do cardápio, é um deles.

"O Brasil tem vivido choques climáticos sucessivos praticamente desde 2020. Nesse último choque, chuvas torrenciais nos meses de verão impactaram quase todas as culturas de hortifrutis", explicou o economista ao jornal.

O milho de pipoca ficou 20,95% mais caro. Já o leite longa vida subiu 18,03% e a farinha de trigo 16,78%. Madioca, fubá, ovos, batata-doce, queijo minas, leite condensado e linguiça foram outros produtos que registraram uma alta de mais de 10%.

Considerando 27 itens alimentícios da cesta do Índice de Preços ao Consumidor (IPC/FGV), pelo menos 12 itens subiram acima da inflação. Apenas o leite de coco e o arroz ficaram mais baratos durante o último ano.


Servidores do INSS retornam hoje ao trabalho presencial

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou no Diário Oficial da União uma portaria determinando o retorno dos servidores ao trabalho presencial a partir desta segunda-feira (6).

A medida se aplica aos servidores, empregados públicos, contratados temporários e estagiários do órgão que estavam em trabalho remoto em razão da emergência de saúde pública decorrente da pandemia de covid-19.

A portaria também dispensou o uso de máscara de proteção facial nas unidades do INSS. O texto diz que os servidores deverão seguir as regras de proteção individual obrigatória, isolamento, quarentena e outras condições de funcionamento estabelecidas pelos estados, Distrito Federal e municípios.

Suspenso em 2020 em razão da pandemia, o retorno às atividades presenciais do órgão vem ocorrendo gradualmente desde o ano passado mediante agendamento prévio.

Em março, o INSS já havia publicado outra portaria, desta vez, dispensando a necessidade de agendamento prévio para atendimento nas agências. Na ocasião, além dos pedidos já agendados, as agências retomaram também o chamado atendimento espontâneo, realizado na triagem, no autoatendimento orientado ou em guichê específico para informação, sem necessidade de prévio agendamento.

Além do INSS, outros órgãos da administração federal, a exemplo da Receita Federal, também retomaram as atividades presenciais nesta segunda-feira. O retorno faz parte de uma decisão do governo federal de retomada das atividades presenciais dos servidores e empregados públicos que atuam na administração pública.


MP-BA ajuíza ação para impedir festa junina com gasto superior a R$ 2 milhões

O Ministério Público da Bahia ajuizou uma ação civil pública nesta quinta-feira (2) para impedir a realização da XVI Festa da Banana, prevista para acontecer entre os dias 4 e 13 de junho na cidade de Teolândia, região sul do estado. 

Na ação, a promotora de Justiça Rita de Cássia Pires Bezerra Cavalcanti solicita à Justiça que proíba, em decisão liminar, o Município de realizar repasses a 11 produtoras de eventos já contratadas e a 28 atrações artísticas anunciadas na programação da festa.

Além disso, pede a proibição às empresas e artistas já contratados ou anunciados de promoverem e realizarem shows artísticos no período. 

Cinco atrações chegam ou superam a cifra de R$ 100 mil: Gusttavo Lima (R$ 704 mil), Unha Pintada (R$ 170 mil), Adelmário Coelho (R$ 120 mil), Marcynho Sensação (R$ 110 mil) e Kevy Jonny e Banda (R$ 100 mil).

Segundo o documento, considerando os extratos contratuais localizados no Diário Oficial do Município e estimativa de custo para atrações anunciadas, as despesas para realização da festividade ultrapassariam R$ 2 milhões. 

Rita de Cássia Pires ressaltou ainda que as despesas para o evento seriam superiores a 40% de todo o gasto com saúde realizado em Teolândia em todo o ano de 2021.

“Não se mostra possível que o mesmo município que informou necessitar de ajuda e recursos para salvaguardar a sua população de catástrofe natural, mesmo vivenciando um estado de calamidade televisionado para o Brasil inteiro, anuncie, em poucos meses, a contratação de artistas com cachês incompatíveis com as dimensões, arrecadações, necessidades de primeira monta e saúde financeira do município”, afirmou a promotora. 

A realização do evento com a presença do cantor Gusttavo Lima seria a realização de um sonho da prefeita do município, Maria Baitinga de Santana


Criado em maio do ano passado, 'Alerta Celular' já conta com 32 mil cadastros

O sistema ‘Alerta Celular’, criado em maio do ano passado já conta com 32 mil cadastro de acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). A ferramenta visa facilitar a recuperação dos aparelhos roubados através de um banco de dados que agiliza na identificação de celulares recuperados em ações policiais.

Para utilizar a ferramenta o cidadão só precisa entrar no site do Alerta Celular  e preencher os dados pessoais. “Após a inserção das informações individuais, o cidadão deve inserir o IMEI do aparelho que deseja registrar. O IMEI pode ser encontrado na nota fiscal de compra do bem ou discando *#06# no teclado do próprio celular”, explica a Major Érica Patrícia Silva, comandante da 12ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM).

Com o cadastro realizado, caso o aparelho seja alvo de criminosos, o proprietário pode entrar no site e ativar o alerta. Após esse passo, a vítima deve registrar o boletim de ocorrência na Delegacia Digital (nos casos de crimes sem violência física) ou em qualquer unidade da Polícia Civil e aguardar. O proprietário tem 48 horas para, após acionar o sistema de alerta no site, registrar o BO. Caso não conclua esse processo, o alerta é cancelado.

“O portal permite que os policiais tenham um banco de dados para verificar se os aparelhos apreendidos nas abordagens estão cadastrados na página como fruto de roubo ou furto. Se confirmado de que se trata de um equipamento de origem ilícita, ele é apreendido, encaminhado à delegacia e o dono é localizado”, concluiu a major Érica.

 


Projeto público de irrigação do Baixio do Irecê é vendido por R$ 83 milhões

O projeto de Irrigação do Baixio do Irecê foi vendido nesta quarta-feira (1), por R$ 82,7 milhões, no primeiro leilão de irrigação do Brasil, que aconteceu na B3, em São Paulo. Localizado na região do Médio São Francisco, nos municípios de Xique-Xique e Itaguaçu, o perímetro abrange 105 mil hectares, sendo que 48 mil são de área irrigada.

O lance vencedor foi o BRLT 2010 Fundo de Investimentos Multiestratégia Investimento no Exterior, o único proponente da licitação. Com arremate de R$ 83.195.516,01, a proposta ganhadora teve ágio de 0,57%. A nova concessionária passa a administrar as etapas 3 a 9 do projeto, que contém 31,423 mil hectares da área irrigável.

“A perspectiva que temos a partir desse leilão é muito positiva para estimular o desenvolvimento da região do Baixio de Irecê. A partir de agora, estaremos construindo o maior perímetro público de irrigação da América Latina. Além disso, haverá um acréscimo de 10% na área total irrigada no estado da Bahia. Uma ação desse porte, com esse volume de investimentos, vai promover melhorias na qualidade de vida da população e estimular o crescimento econômico e social da região”, comentou Daniel Ferreira, ministro do Desenvolvimento Regional.

Segundo a CNN, a previsão de investimento inicial é de R$ 1,1 bilhão em até 35 anos, com a projeção de beneficiar mais de 250 mil pessoas e gerar cerca de 180 mil novos empregos.

“Para a B3 é um orgulho poder contribuir com o desenvolvimento de diferentes regiões com infraestrutura e modernização. Prestamos esse serviço há mais de 30 anos e vemos o quanto o trabalho conjunto entre estado e iniciativa privada em benefício da população pode trazer maior qualidade e amplitude no fornecimento de serviços essenciais”, comentou Rogério Santana, diretor de Relacionamento com Clientes da B3.

 

 


APÓS 140 DIAS, BARRAGEM LUIZ VIEIRA INTERROMPE SEU SANGRAMENTO

A Barragem Luiz Vieira, em Rio de Contas, sangrou por 140 dias, interrompido dia 29/05. Desde 08 de janeiro o reservatório atingiu sua capacidade máxima de 99.351.557 m³, fato nunca antes registrado desde sua fundação na década de 80.


Carteira Nacional de Habilitação tem novo modelo a partir de hoje

A partir de hoje (1º), a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) passa a ser emitida em novo formato. De acordo com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o documento ficará “mais moderno” e, cumprindo determinações legais, possibilitará o uso do nome social e da filiação afetiva do condutor que assim desejar.

Foi também incorporado um código internacional utilizado nos passaportes, que permite ao condutor embarcar em terminais de autoatendimento nos aeroportos brasileiros. Como terá informações impressas em inglês e francês, além do português, o documento facilitará o uso em outros países.

As mudanças estavam previstas desde dezembro de 2021, quando o Conselho Nacional de Trânsito publicou a Resolução nº 886, que regulamenta especificações, produção e expedição da CNH.

A substituição da CNH não é obrigatória. Ela será implementada de forma gradual para novas habilitações, na medida em que os condutores venham a renovar ou emitir a segunda via do documento.

Conforme previsto na resolução - que detalha os itens de segurança que passarão a ser adotados e apresenta como será o visual do documento -, a nova versão da carteira trará uma tabela para identificar os tipos de veículos que o condutor está apto a conduzir, bem como informações sobre o exercício de atividade remunerada do motorista e possíveis restrições médicas.

A nova CNH adotará nova cor. Além do verde, terá também o amarelo e novos elementos gráficos para dificultar a falsificação e fraudes. O documento terá um QR Code e poderá ser expedido nos formatos físico, digital ou ambos.


Prazo para registro termina com três federações partidárias formadas

O prazo para as federações partidárias obterem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ficarem aptas a concorrer nas eleições deste ano encerra-se nesta terça-feira (31).

Até o momento, o TSE homologou a formação de três federações partidárias. Isso quer que elas cumpriram os requisitos formais exigidos na Lei 14.208/2021, que criou o novo instituto, segundo a Agência Brasil. 

Um dos requisitos é que a união das siglas, bem como um programa conjunto e uma diretoria em comum, tenham sido aprovados pelo órgão de deliberação nacional de cada uma das agremiações envolvidas.

A primeira federação aprovada pelo TSE chama-se Brasil da Esperança e reúne PT, PCdoB e PV. A Brasil da Esperança será presidida Gleisi Hoffmann, atual presidente do PT. A primeira e a segunda vice-presidências ficam com Luciana Genro, presidente do PCdoB, e José Luís Penna, presidente do PV.

Outra federação, que reunirá PSOL e Rede, será presidida por Guilherme Boulos, atual chefe do PSOL, e terá como vice-presidente Heloísa Helena, que comanda a Rede.

Completa a lista a federação formada por PSDB e Cidadania, que será chefiada pelo presidente tucano Bruno Araújo, tendo como vice Roberto Freire, presidente do Cidadania.

Agora, esses partidos devem ficar unidos por quatro anos, agindo como bancada única no Congresso Nacional, por exemplo. A aliança deve ser respeitada também pelos diretórios regionais.

O ingresso em uma federação ajuda ainda as siglas menores a superar a cláusula de barreira, mantendo assim verbas do Fundo Partidário e o acesso a cargos de liderança. Isso ocorre porque os votos nas eleições proporcionais, para deputado federal e estadual, são contabilizados de forma única para toda a federação.


Feijão-carioca, o preferido do brasileiro, está mais caro e escasso

A oferta de feijão-carioca, o tipo preferido do consumidor brasileiro, está menor em 2022, e os preços, mais altos. Com isso, o setor produtor já vê uma migração do consumo para outras variações, principalmente para o feijão preto.

A relação de preço entre os dois tipos mais consumidos já mudou. Tradicionalmente, o feijão-preto custa cerca de 85% do feijão-carioca. Agora, esta variando entre 60% e 70%, diz Marcelo Lüder, presidente do Ibrafe (Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses).
Para ele, o brasileiro vai ter que "desapegar" da preferência --o setor produtor calcula que o carioca ocupe 60% do consumo no país. Enquanto esse tipo está custando acima de R$ 10, o preto ainda pode ser achado no varejo por R$ 6 ou R$ 7 no pacote de 1 quilo.

O momento de preços elevados pega o consumidor já apertado pela alta generalizada de preços -a inflação acumulada até abril, de 12,13%, é a maior desde outubro de 2003.

A prévia da inflação oficial de maio, o IPCA-15 calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra que o feijão-carioca já subiu 14,58% apenas de janeiro a maio deste ano. Em 12 meses, a leguminosa acumula alta de 21,5%.

Para Lüder, não vai chegar a faltar feijão-carioca para o consumidor, mas o produto estará mais caro, o que obrigatoriamente aumentará o consumo de outros tipos.
O consumidor que não abre mão do tipo carioca deve perceber um alívio nos preços em agosto e setembro. A janela de abastecimento virá do escoamento da terceira e última safra do ano.

A folga, porém, não deve durar muito. A terceira safra do ciclo 2021/2022 chega com a menor área plantada dos últimos dez anos e respondendo principalmente pelo grão cultivado sob irrigação. Nesse modelo mais controlado de plantio, a produtividade cresce e qualidade do grão também, mas os custos subiram, puxado principalmente pelo custo da energia elétrica.

Passada a janela da terceira safra, os preços devem seguir rumo a novos picos a partir de outubro.

O descompasso entre oferta e demanda fez os preços no atacado baterem recordes em plena safra -a associação dos produtores calcula que cerca de 80% da segunda leva esteja colhida.

Na semana passada, a saca de 60 quilos feijão-carioca bateu R$ 490 em Mato Grosso. No mesmo período, o feijão-preto custava R$ 225 no Paraná, principal estado produtor. Há um ano, o primeiro chegava a ser vendido por menos de R$ 300.
A redução da oferta de feijão-carioca vem da combinação de perdas -geadas intensas na região sul e estigagem em Goiás e Minas Gerais- com uma área plantada menor. Esse corte no volume de produção vem tanto da substituição por outros grãos com mercado garantido, como milho e soja, quanto da particularidade do mercado do feijão-carioca: ele só é consumido no Brasil.

Para quem produz, calibrar a produção à demanda é sempre um fator de risco. Se a área plantada cresce demais e o mercado interno não absorve, não há para quem vender. Agora, momento que haveria espaço para escoar mais produto internamente, também não há de quem comprar.

Com outros tipos, como o preto, o fradinho e o vermelho, diz Lüder, o produtor tem mais segurança de ter mercado consumidor fora do país, se houver descasamento dos dois polos -o quanto se produz e o quanto se consome.

O feijão-preto, por exemplo, mesmo que haja redução na produção, pode ser importado da Argentina. Entre janeiro e abril de 2022, 20 mil toneladas do grão foram compradas do país vizinho. No ano passado, no mesmo período, foram 6.000 toneladas. De janeiro a dezembro de 2021, as importações de feijão-preto somaram 60 mil toneladas.
Para o dirigente do Ibrafe, o momento indica vantagens ao plantio do feijão-carioca para a primeira safra de 2023, que começa a ser colhida a partir do fim de dezembro. "Essa situação abre uma opção importante para o produtor, que é a possibilidade de plantio com boa remuneração na primiera safra do ano que vem", diz.

Lüder diz considerar que o momento mundial traz questões importantes de se discutir no mercado de feijões e pulse (como são chamados lentilha, grão-de-bico e ervilha), devido a utilização dessas leguminosas como substitutas das proteínas animais.

A troca tem sido feita, segundo ele, tanto pela alta de preço das carnes, quanto pelo aumento no número de adeptos do vegetarianismo.

"O feijão vem sendo a base do 'plant based' porque ele também demanda menos recursos naturais para ser produzido. São muitas as situações que apontam a possibilidade de a gente produzir mais."


Petróleo bate US$ 120 por barril e pressiona Petrobras

A expectativa de reabertura da economia chinesa e a possibilidade de novas sanções à Rússia elevaram a cotação do petróleo Brent, referência internacional negociada em Londres, para os maiores patamares desde o início de março.

A alta aumenta a pressão sobre a Petrobras, que vem praticando preços da gasolina abaixo da paridade internacional há semanas. A defasagem do diesel também aumentou e o risco de reajustes levou o presidente Jair Bolsonaro (PL) a voltar a criticar a companhia.
Nesta segunda-feira (30), o contrato do petróleo Brent com entrega em junho ultrapassou os US$ 120 (R$ 570) por barril, fechando o pregão a US$ 121,67 (R$ 578). O contrato para julho, mais líquido, fechou o dia a US$ 117,60 (R$ 558) por barril.

A flexibilização de restrições ao deslocamento na China renovou expectativas de aumento da demanda global, após um período de incertezas com relação à evolução das contaminações naquele país que levou o petróleo para abaixo dos US$ 100 (R$ 475) por barril em abril.

Na Europa, a discussão sobre proibição das importações russas também joga pressão sobre as cotações, uma vez que pode reduzir a oferta da commodity, em um momento de mercado já pressionado.

"A Europa vem lidando com isso há quase um mês, mas cada vez mais o mercado está precificando (sanções adicionais) como um risco", diz Daniel Ghali, estrategista sênior de commodities da TD Securities em Toronto.
A alta, que já se sustenta desde meados da semana passada, ampliou a diferença entre os preços dos combustíveis no país e a paridade de importação, conceito usado pela Petrobras em sua política de preços dos combustíveis.

Segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), o preço médio da gasolina nas refinarias brasileiras está R$ 0,48 por litro abaixo da paridade. Já são 80 dias sem ajuste no preço de venda do combustível pelas refinarias da Petrobras.

No caso do diesel, que teve seu último reajuste há 21 dias, a defasagem é menor, de R$ 0,34 por litro, também segundo as contas da Abicom.

O analista da Ativa Investimentos Ilan Arbetman lembra que a proximidade com o verão no Hemisfério Norte deve manter os preços pressionados, já que o consumo de gasolina tende a aumentar com as férias nos Estados Unidos.

Na quinta-feira (2), países membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) se reúnem para decidir suas metas de produção, mas o mercado não acredita em aumento significativo da oferta.
"Quando a gente casa esse aumento de demanda com a oferta comprimida, dá esse aumento de preços dos derivados", afirma, destacando que a alta da gasolina nos Estados Unidos compensou negativamente ganhos que o país teria com a valorização do real nos últimos dias.

"A gente não sabe se um aumento vai ser implementado, teve essa troca de comando na Petrobras há pouco, sabemos da efervescência desse tema no cenário nacional, mas os números mostram um potencial de reajuste superior a 20% na gasolina."

No caso do diesel, ele acrescenta que o nível de defasagem é menor, mas a diferença gera riscos de abastecimento ao mercado interno, já que a tendência é que postos e distribuidoras não venham se programando para importar os produtos.

Nesta segunda, o presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer que a Petrobras pode "quebrar o Brasil" se houver novos aumentos do diesel. Ele também reforçou críticas aos estados, dizendo que "é um crime" se cobrar um real de ICMS sobre o combustível.
O governo apoia a tramitação de um projeto de lei que cria um teto para o imposto estadual não só sobre os combustíveis, mas também sobre a conta de luz. Em outra frente, tenta derrubar no STF (Supremo Tribunal Federal) manobra dos estados contra lei que reduziria o imposto em 2022.

Insatisfeito com os impactos da alta dos combustíveis em sua popularidade, Bolsonaro anunciou na semana passada nova mudança no comando da Petrobras, mas a troca levará tempo para ocorrer, já que depende de assembleia dos acionistas da estatal.

O encontro ainda não foi convocado, pois o conselho de administração da empresa entende que a empresa deve analisar currículos de todas as oito indicações para o conselho antes de marcar a data, para cumprir decreto editado pelo próprio presidente em março.

Até esta segunda, o governo anunciou apenas um dos oito nomes que tem que indicar, o do novo presidente da estatal, Caio Pas de Andrade.


Vendas em queda indicam que auxílio-gás não vai para compra de botijões

A concessão de um auxílio para compra de botijões de gás de cozinha por famílias de baixa renda não vem tendo impactos nas vendas do produto, o que indica que o dinheiro está sendo usado para outras necessidades básicas, diz o setor.

Segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), as vendas de botijão registram queda de 5,6% nos primeiros quatro meses de 2022, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Entre janeiro março, o volume de gás de cozinha vendido em botijões de 13 quilos no país é o menor pelo menos desde 2017, também de acordo com estatísticas da ANP.

Após um pico de vendas no período inicial da pandemia, quando as medidas de isolamento levaram os brasileiros a cozinhar mais em casa, o setor vem amargando queda desde meados de 2021, reflexo da combinação entre preço em alta e perda de poder aquisitivo da população.

Em dezembro, o governo começou a pagar a famílias de baixa renda um auxílio de R$ 52 por mês, equivalente a metade do preço médio do botijão naquela época. Em abril, o benefício atingiu 5,4 milhões de pessoas integrantes do Cadastro Único de programas sociais, a um custo de R$ 275 milhões.

O setor questiona, porém, a falta de regras para a destinação dos recursos, que são depositados em conta bancária ou por meio de poupança social. A queda persistente nas vendas, dizem executivos, indica que há desvio de finalidade do programa.
"O Auxílio-Gás é um excelente programa, mas sem destinação específica não combate a pobreza energética e propicia desvio de finalidade", diz Sergio Bandeira de Mello, presidente do Sindigás (Sindicato das Empresas Distribuidoras de GLP).

"O programa é interessante, mas precisa ser reformulado", concorda José Luiz Rocha, presidente da Abragás, entidade que reúne as revendedoras de botijões. "O recurso tem que ser carimbado para compra de gás. No modelo atual, esse dinheiro vai acabar sendo gasto em outra coisa."

O auxílio-gás passou a receber forte apoio do setor e de organizações sociais durante a crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus.

Com o aumento do desemprego, principalmente entre trabalhadores informais, as famílias mais pobres passaram a buscar alternativas para cozinhar, como lenha e até álcool, o que levou a um crescimento dos atendimentos por queimaduras em hospitais.

A situação piorou a partir de meados de 2021, com a recuperação das cotações internacionais do petróleo se refletindo nos preços de venda do produto pela Petrobras e, consequentemente, pelas revendas de botijões.
Fundamental nas residências brasileiras, o produto não costumava sofrer tanto impacto da variação de preços. Em, 2021, porém, as vendas caíram 4,2%, o que levou o governo a anunciar o programa de auxílio no fim do ano.

Estudo divulgado em abril pela consultoria Kantar conclui que o gasto com botijão de gás compromete 22% do orçamento destinado a serviços públicos das famílias mais pobres no Brasil, o que inclui energia elétrica, água, esgoto, telefone e impostos. Para os mais ricos, a parcela é de 13%.

Outro levantamento, divulgado também em abril pelo Observatório Social da Petrobras, mostra que o preço do botijão equivale hoje a 9,4% do salário mínimo, o maior percentual desde 2007. Naquele mês, o preço médio do botijão bateu recorde histórico no país.

A alta do preço passou a impactar até a distribuição solidária de quentinhas para pessoas em situação de rua em diversas cidades brasileiras.
Rocha diz que a queda nas vendas e as margens apertadas estão levando revendedores a desistir do negócio. "Na medida em que não conseguem repassar preço, muitos empresários fecham as portas. Ou repassa para sobreviver ou fecha."

O setor sugere que o governo inclua algum dispositivo que vincule o uso dos recursos à compra de botijões."Programa de renda é excelente, mas pobreza energética combate-se substituindo uma fonte por outra", afirma Bandeira de Mello.

Em 2017, já sob efeito da recessão iniciada em 2014, carvão e lenha voltaram a suplantar o gás de cozinha na matriz energética residencial brasileira, de acordo com dados da EPE (Empresa de Planejamento Energético).

A situação perdurou ao menos até 2020, quando os últimos dados foram divulgados. Com a crise da pandemia, o setor estima que o cenário piorou após esse período.

Responsável pela distribuição dos recursos, o Ministério da Cidadania não comentou a questão. Em nota enviada à Folha de S.Paulo, apenas elencou as regras do programa e indicou links para páginas de informações sobre os valores pagos e dúvidas sobre enquadramento.


Preço da gasolina e etanol em Brumado é quase 20% menor que Livramento de Nossa Senhora

Há mais de 02 anos que o município de Brumado comercializa gasolina e etanol com preço inferior ao praticado no município de Livramento de Nossa Senhora. Nas redes sociais, consumidores chamam atenção para os preços praticados em Brumado, pois bastante inferiores aos praticados em Livramento, diferença chega a quase 20%. Em Brumado, a gasolina é vendida a R$ 7,09, enquanto em Livramento custa R$ 8,39, uma diferença de R$ 1,30, que no tanque de 50 litros representa uma economia de R$ 65,00 em prol dos consumidores de Brumado. Com o etanol não é diferente, em Brumado o litro do combustível custa R$ 5,49, enquanto em Livramento custa R$ 6,60, diferença de R$ 1,11, que no tanque de 50 litros representa R$ 55,55. Livramento, comercializa uma das gasolinas mais caras da Bahia, somente este ano, o preço do produto atingiu o valor de R$8,80 nos meses de março e maio.


PM faz treinamento para aprimorar combate contra roubos a bancos na Bahia

A Polícia Militar realizou na madrugada desta sexta-feira (27), em Jacobina, a segunda edição da Simulação Policial de Ataque Contra Instituição Financeira. O treinamento tem como objetivo aprimorar o combate de roubos a bancos na Bahia. No estado, em 2022, de janeiro a maio, a redução deste tipo de crime foi de 77%, segundo a Secretaria de Segurança Pública.

A ação foi coordenada pelo Comando de Policiamento Regional (CPR) Norte, com apoios dos Comandos de Operações (COPPM), de Inteligência (COINT) e de Policiamento Especializado (CPE), a instrução contou com a participação de 50 policiais.

"Registramos seis casos na Bahia, em 2022, contra 27 ocorrências, em 2021. Continuaremos com a nossa capacitação, qualificando ainda mais o nosso trabalho repressivo. A PM fazendo a sua parte de caráter ostensivo e a Polícia Civil com as ações de inteligência. O resultado desta parceria fica evidente nos números", enfatizou o comandante do CPR-Norte, coronel Válter Araújo.

SIMULADO

Na Rua Pedro Lago, Centro de Jacobina, foi iniciada a simulação. Um grupo de oito assaltantes começa a ação criminosa, instalando os explosivos. Os criminosos estouram uma agência do Banco do Brasil, roubam dinheiro em aproximadamente 25 minutos e fogem com três reféns.

No momento do ataque, após ligações via 190 para o Centro Integrado de Comunicações (Cicom), as unidades de pronta resposta da PM são acionadas e iniciam a montagem dos bloqueios, nas possíveis rotas de fuga. Os militares aguardam a passagem da quadrilha, em pontos distante do Centro, evitando confronto em área urbana.

Durante a fuga, os assaltantes queimam três veículos, com os objetivos de impedir uma perseguição por parte de viaturas e destruir vestígios. Nos bloqueios, a polícia utilizou dilaceladores que danificaram os pneus dos veículos usados pelo grupo criminoso e efetuou a prisão.

"Seguiremos firmes na missão de proteger os baianos e os turistas que nos visitam", concluiu o coronel Válter.

 


Livramento: Previsão do Tempo indica baixas temperaturas nos próximos 15 dias

A previsão do tempo indica baixas temperaturas no município de Livramento de Nossa Senhora para os próximos 15 dias. Neste período, a temperatura mínima poderá chegar a 12ºC e a máxima a 29ºC. O inverno começa apenas dia 21 de junho, mas até lá a tendência é que a temperatura mínima varie de 15º a 18ºC, com pequena possibilidade de pancadas de chuvas.