Assim como médicos, psicólogos e outros profissionais da saúde já estão habilitados a se vacinar contra a Covid-19 na Bahia, estudantes dessas áreas também podem ser imunizados, desde que realizem estágios em unidades de saúde. A autorização não é de agora, mas na última semana o Bahia Notícias recebeu denúncias de alunos que têm encontrado dificuldade para garantir esse direito.
Na Universidade Salvador (Unifacs), por exemplo, alunos de Medicina apontam que a lista com os nomes foi enviada à prefeitura da capital no dia 29 de abril, mas a pasta informa que os dados estão incorretos e a faculdade não retorna os apelos deles. "Alunos continuam nos campos de prática sem vacinação. Todas as outras faculdades particulares já vacinaram os estudantes de Medicina", critica um aluno.
Procurada pelo portal, a Unifacs afirma que, desde o início da campanha de imunização na capital baiana, "buscou orientação junto aos órgãos competentes acerca da inclusão dos alunos em campo de prática nos mutirões de vacinação realizados para os profissionais de saúde de maneira prioritária". No entanto, a instituição pondera que não possui autonomia para liberar a aplicação.
Com isso, a universidade frisa que os alunos que se sentirem ameaçados com o risco de contágio "sempre podem optar por realizar o internato em outro momento, sem prejuízos algum à formação acadêmica, conforme procedimentos institucionais amplamente divulgados".
O BN também procurou as secretarias de saúde do Estado (Sesab) e do município (SMS). Ambas confirmaram que os estudantes em campo de prática podem receber a vacina no momento em que a campanha de vacinação contemplar a categoria profissional deles. A SMS acrescentou ainda que é responsabilidade da instituição de ensino enviar os nomes, com a inclusão do local de estágio. Obrigatória, esta segunda informação é o que está vacante na lista da Unifacs.
O BN também recebeu relatos de estudantes de outras instituições se ensino em que há habilitados a se vacinar, caso façam estágio em unidades de saúde, mas que ainda não conseguiram receber a primeira dose. Informações apontam que há casos de faculdades que ainda não enviaram a lista com os nomes dos discentes à gestão soteropolitana.
Fonte - BN
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